sábado, 4 de fevereiro de 2012

Você.

São seus olhos. É o seu sorriso. A sua voz. A sua mão. O seu cheiro e a maneira como fuma o seu cigarro. Eu simplesmente me descarrego perto de ti. Não posso, eu sei. É feio, é terrível. Mas a gente tem essa mania de achar que quem amamos, também tem de nos amar, mesmo que a gente descarregue o mundo nela. Eu me descarrego de você, em você mesmo. Você continua sorrindo.

Seus dedos passando por cada canto meu. Sua boca beijando minha nuca. Sua voz, dizendo que me ama. Não posso mais sem você.

Você se direciona tão bem. Passado. Presente. Futuro. O nós, é agora. Você senta do meu lado e jura, de todo o coração, que a vida segue assim serena. Você sorri pra mim. Meu mundo desacelera. Eu deito na cama. Você deita do lado. Eu te olho. Você me olha. Seus olhos brilham. Meu mundo fica mais azul.

Eu sigo em frente e você me dá mapas, soluções para problemas, que na minha cabeça não existe solução. Você me guia. Você sorri. Eu te sigo. Sigo em paz. Sigo segura. Você segura a minha mão, que simplesmente faz desaparecer a minha mão pequena e gordinha. Você sorri. Você pergunta se sou feliz. Eu digo que sim.

São seus olhos, meu bem. Quando estou numa multidão desconhecida, basta encontrá-los e sei que estou em casa. Você sorri.


Curitiba, 4 de fevereiro de 2012. 00:11

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