<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994</id><updated>2012-02-14T12:39:01.510-02:00</updated><title type='text'>além do coração.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>94</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3713348042791583526</id><published>2012-02-14T12:39:00.000-02:00</published><updated>2012-02-14T12:39:01.518-02:00</updated><title type='text'>Falta.</title><content type='html'>As gotas começavam a cair devagar do outro lado do vidro, como se não tivesse pressa de molhar a tal selva de pedras. A garota estava deitada na cama, olhando o teto, ou tentando olhar, enquanto suas lágrimas embaçavam toda a sua visão. Deitada ali, ela simplesmente pensava e repensava até que ponto tinha razão, se é que tinha alguma. Pensava se fazia sentido, se é que tinha algum. Pensava se valia à pena, se é que tinha de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era distante sua vida ultimamente. Alguns quilômetros eram capazes de mudar muita coisa, havia descoberto. Era capaz de fazer o dia virar noite mais devagar e até mesmo de um silêncio, parecer conseguir fazer o resto do mundo se tornar mudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu tenho medo de ficar sozinha. Ninguém se importa.”, falou para si mesma, jurando que alguém fosse capaz de responder. Mas era verdade, ninguém realmente se importava. Ela estava tão longe, mesmo estando perto, estava tão quieta na vida deles, que ela não fazia mais diferença praqueles que ficaram. Ela era apenas personagem de histórias passadas e não histórias presentes. Fazer falta? Todos fazem. Mas sentir a falta era diferente de simplesmente fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo, 14 de fevereiro de 2012. 12:37&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3713348042791583526?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3713348042791583526/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3713348042791583526' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3713348042791583526'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3713348042791583526'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2012/02/falta.html' title='Falta.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-1214749542408366760</id><published>2012-02-04T00:12:00.002-02:00</published><updated>2012-02-04T00:12:25.135-02:00</updated><title type='text'>Você.</title><content type='html'>São seus olhos. É o seu sorriso. A sua voz. A sua mão. O seu cheiro e a maneira como fuma o seu cigarro. Eu simplesmente me descarrego perto de ti. Não posso, eu sei. É feio, é terrível. Mas a gente tem essa mania de achar que quem amamos, também tem de nos amar, mesmo que a gente descarregue o mundo nela. Eu me descarrego de você, em você mesmo. Você continua sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus dedos passando por cada canto meu. Sua boca beijando minha nuca. Sua voz, dizendo que me ama. Não posso mais sem você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se direciona tão bem. Passado. Presente. Futuro. O nós, é agora. Você senta do meu lado e jura, de todo o coração, que a vida segue assim serena. Você sorri pra mim. Meu mundo desacelera. Eu deito na cama. Você deita do lado. Eu te olho. Você me olha. Seus olhos brilham. Meu mundo fica mais azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sigo em frente e você me dá mapas, soluções para problemas, que na minha cabeça não existe solução. Você me guia. Você sorri. Eu te sigo. Sigo em paz. Sigo segura. Você segura a minha mão, que simplesmente faz desaparecer a minha mão pequena e gordinha. Você sorri. Você pergunta se sou feliz. Eu digo que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São seus olhos, meu bem. Quando estou numa multidão desconhecida, basta encontrá-los e sei que estou em casa. Você sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 4 de fevereiro de 2012. 00:11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-1214749542408366760?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/1214749542408366760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=1214749542408366760' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1214749542408366760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1214749542408366760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2012/02/voce.html' title='Você.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5024958723599617159</id><published>2012-01-27T22:27:00.002-02:00</published><updated>2012-01-27T22:27:58.476-02:00</updated><title type='text'>Não ia mudar nada, absolutamente nada.</title><content type='html'>Ao ouvir o “sim”, a menina caiu de joelhos no chão, suas pernas simplesmente perderam a força. Ficou ali então, encarando desculpas que não faziam mais sentidos – e nem sua indignação fazia. Escutava as “palavras duras, em voz de veludo” e sua visão foi se tornando borrada, marejada de água meio-salgada, meio-doce. Quanto mais escutava, mais vontade tinha de apenas ir embora, ser engolida por um tempo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;“Para quê tocar na ferida, me diga, meu bem?”. E sua boca apenas abria e fechava, pra uma resposta que não existia. Seus olhos transformavam tudo em mar novamente e daí com a voz falhada ela apenas dizia “eu só precisava saber”. O mais engraçado é que ela não entendia o motivo de querer saber. Não ia mudar nada, absolutamente nada. Foi antes, alguns minutos antes... Acho que foi isso que na realidade precisava saber. Uns minutos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela encarava o garoto a olhando com um olhar surpreso, achando todo o drama muito intenso pra uma coisa que foi antes. Mas era óbvio que ele sabia o motivo do drama: a surpresa. O desastre de descobrir sobre um fato, meses depois de ter ocorrido e o pior: o fato era altamente inflamável.  Inflamável pra ela, que fazia parte do acontecido e nem mesmo sabia e agora, nem se quer entendia. Não entendia, de jeito nenhum, o motivo de não ter ficado sabendo disso antes – pois gostaria de ter ficado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu não sei mais, meu bem”, disse ela como se o soluço pudesse falar. Mentira, ela ainda sabia que aquilo não mudaria nada, absolutamente nada, mas a ferida da verdade ainda ardia no peito e sangrava só de pensar na situação. O sentimento não murchava, o orgulho não feria – mentira, estava ferido. Naquela noite ela não teria sido a única, foi a principal, mas não a única. O orgulho sim murchou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decepção se fez de desentendida, quando pensou melhor e percebeu que não tinha moral alguma de bater na porta. Mas a garota olhou com os olhos cheios de confusão, praquele garoto bonito e doce que se punha na sua frente. “Acho que tem razão, não é pra tanto. Mas sinceridade, é que eu não esperava isso”, pensava a menina em sua cabeça fervilhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu te amo muito, meu bem”, dizia o menino suplicando um único gesto de carinho vindo dela. A menina se levantou, desfez a cara de triste, limpou os olhos, pigarreou e com a voz suave foi apenas capaz de dizer “eu nunca deixei de te amar, bonito”. Desligando a luz do quarto e voltando para a cama, fez sua cabeça pesar no travesseiro. Não, não faz mais diferença. Mas eu quebrei um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 26 de janeiro de 2012. 23:48&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5024958723599617159?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5024958723599617159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5024958723599617159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5024958723599617159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5024958723599617159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2012/01/nao-ia-mudar-nada-absolutamente-nada.html' title='Não ia mudar nada, absolutamente nada.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-8309802843464903733</id><published>2012-01-23T00:46:00.002-02:00</published><updated>2012-01-23T00:46:55.369-02:00</updated><title type='text'>Da menina.</title><content type='html'>Menina, que dança assim devagar e olha pra baixo quando a olham. Menina, que anda depressa, mas faz questão de chegar devagar. Menina, que senta e sutilmente diz “às vezes eu não sei mais nada”. Ah menina, que olhos são esses, às vezes confusos e outras, tão cheios de certezas? Que sorriso é esse que guarda no rosto e deixa todos perceberem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menina dos segredos que poucos sabem. Menina, que tem medo da escuridão e se aconchega em qualquer abraço carinhoso. Menina, que chora escondido e um dia já chorou até demais. Menina dos pulos animados, das piadas que só ela entende. Menina, que faz questão de aumentar o volume quando a música é boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menina, que se esconde para ninguém encontrar, mas aparece para todos notarem. Menina das risadas engraçadas. Menina, que se entrega para um poema. Menina mais nova da família. Menina dos abraços apertados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menina, que cresce devagar, mas ao mesmo tempo tão rápido. Menina do aniversário. Menina, que se esquece dos dias, das horas. Menina dos sonhos encantados. Ah menina, o que você tem mesmo, hein? Que vontade é essa de viver que você sempre tem? Que vida é essa que parece tão serena? Ah menina, que grande você já está.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 23 de janeiro de 2012. 00:45&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-8309802843464903733?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/8309802843464903733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=8309802843464903733' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8309802843464903733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8309802843464903733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2012/01/da-menina.html' title='Da menina.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5230180676685503448</id><published>2012-01-14T00:12:00.002-02:00</published><updated>2012-01-14T00:12:15.913-02:00</updated><title type='text'>Pequenos despejos de raiva.</title><content type='html'>Eu não vou. Mas também não fico. Eu rastejo nessas horas que também rastejam e corro, nas horas que também correm. Eu me esqueço dos dias, quando é para esquecer e me enfureço quando é para me enfurecer. Eu tenho lágrimas escorridas e secas nas minhas bochechas e meus soluços estão quase cessando. Eu, assim, comigo mesma, estou quase cessando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cessando de sentir saudade de quem não sente. De procurar quem não procura. De marcar no calendário os dias que faltam, quando a pessoa que chega não marcou no calendário dela. Quero esquecer o horário, pois todos têm esquecido. E ficar sozinha, pois todos tem ficado. Quero correr, pois todos caminham devagar e essa lentidão já me deu sonolência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou. Mas também fico. Eu me descontrolo com essas vontades que ninguém vai matar. Eu arrumo as malas e torço, em silêncio, que a porta se abra e alguém grite “mas vou sentir tanta saudade”. Eu me acomodo nesse comodismo, mas também odeio essa vida acomodada. Essa vida de ficar mais uns dias, de ficar por alguém. O alguém não fica por você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, não fico por mais ninguém. As pessoas partem, mudam, esquecem. As pessoas são engolidas pelas próprias vidas e poucos são os que restam para te segurar a mão. Eu fico, eu vou, eu me perco, eu me acho. Eu caminho. Você caminha. Eu recolho de lugares esquecidos essas memórias jogadas ao chão de propósito. Eu não me esqueço. Mas também não me lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 14 de janeiro de 2012. 00:08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5230180676685503448?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5230180676685503448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5230180676685503448' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5230180676685503448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5230180676685503448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2012/01/pequenos-despejos-de-raiva.html' title='Pequenos despejos de raiva.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2250209263992687752</id><published>2011-12-28T00:31:00.002-02:00</published><updated>2011-12-28T00:31:56.976-02:00</updated><title type='text'>Últimas palavras de um 2011.</title><content type='html'>Das porções dos dias, eu tenho me esquecido. Acontece que tudo tem acontecido tão rápido, que não tive tempo de parar para respirar e me perguntar: “o que estou fazendo mesmo?”. Assim eu vou seguindo e até preferindo. Não tenho mais aquela vontade descontrolada de ter tudo organizado, apostando sabendo que iria ganhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas são assim, como uma garrafa perdida no mar. Às vezes volta, às vezes vai pra longe e de vez em quando, nunca se encontra, apenas se perde, se deixa ser esquecida pelo mundo. A vida segue assim. Com tentativas frustradas ou não de ser feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jeito é bater o pé, dizer que sim e dar até o sangue para fazer as coisas darem certo. Nada é ganho, tudo vem do esforço. Esforço de ser feliz, de manter um sorriso no rosto, mesmo depois de um dia ruim. É vontade de continuar, de amar cada segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me esqueço, admito que me esqueço, de por em prática os planos todos exatamente do jeito que desenhei. Os planos se desfazem, não dão certo e decepcionam. Assim a vida segue. Corro para casa, apenas para ter aquele sorriso bonito sorrindo pra mim e aquele abraço apertado, contendo o meu corpo junto do dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei sentir saudade, sem dissecar de tanta saudade. Mas os dias que passam assim rápidos, nos ensinam a domá-la e assim crescemos, antes mesmo de perceber que a saudade já se pôs. Os dias correm, a vida corre e fazemos a besteira de correr junto dela. Mas corremos mesmo assim, para encontrar um sentido nessa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais acho engraçado, é que o sentido dela mora logo ao lado, naquele abraço apertado, naquele beijo gostoso, naquele sorriso bonito e naquele coração quentinho, que foi escolhido para se morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 28 de dezembro de 2011. 00:28&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2250209263992687752?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2250209263992687752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2250209263992687752' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2250209263992687752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2250209263992687752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/12/ultimas-palavras-de-um-2011.html' title='Últimas palavras de um 2011.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5634174894903216968</id><published>2011-12-12T19:34:00.000-02:00</published><updated>2011-12-12T19:34:39.050-02:00</updated><title type='text'>Essa é para você, Lugh.</title><content type='html'>Eu queria te descrever a saudade mais bonita – e ardida -, essa saudade de quem vai para sempre embora. Saudade de quem dobra a esquina e não olha mais para trás. Você merecia as palavras mais doces, em frases recheadas de carinho. Pois mais doce que você, meu anjo, não existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até parece que foi ontem, que uma coisinha pequenina de grandes olhos azuis, fora descoberto por mim, atrás da cesta de flores de aniversário. Não precisei nem de um minuto para saber que mais doce que você, jamais existiria. Meu coração era seu e te perder era dor – e no momento está sangrando freneticamente. Era único e isso bastava. Nenhum se comparava a você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo na memória seu jeito engraçado de sentar, seu miado mudo, sua mania de querer gelo na sua água. Na maneira como você corria ao me ver saindo do quarto, quando madrugada, e indo se deitar comigo, apoiando sua cabecinha no meu braço ou no travesseiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas me perdoe não estar ali pra escutar seu último suspiro e nem para te fechar esses olhos lindos. Olhos em que eram tão azuis, que até o céu tinha inveja. E me perdoe não te pegar no colo e falar, “dorme aqui, meu anjo. Dorme”. E dormindo no meu colo, você partiria. Me desculpe te deixar partir sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu anjo, vou deixar a porta aberta. Assim, você pode voltar quando quiser. Pode entrar e se acomodar, pode fazer essa saudade dolorida ir embora. Pois agora essa casa está mais vazia, mais fria. O mundo inteiro está meio assim, sem cor, depois que seus olhos azuis se fecharam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Espero que antes de dormir, você tenha se lembrado de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 12 de dezembro de 2011. 19:29&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5634174894903216968?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5634174894903216968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5634174894903216968' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5634174894903216968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5634174894903216968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/12/essa-e-para-voce-lugh.html' title='Essa é para você, Lugh.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-7261444125867691717</id><published>2011-12-08T00:30:00.002-02:00</published><updated>2011-12-08T00:32:25.126-02:00</updated><title type='text'>Poxa, coração.</title><content type='html'>- Segue para casa, coração e vê se te acalma. Se for para ser, será e mesmo que doa, arda e sangre, a vida segue. O verdadeiro fica, coração. O que é nosso está reservado. Vai lá no jardim, monta a barraca para passarmos a noite sob as estrelas. Vai, coração. Quero me encher de saudade, de vontade! Ah, coração... Faz assim não, vai. A gente agüenta, a gente ama. Arruma essa cara cansada, vê se colore um pouco essa vida! Vamos coração, tenho de chegar cedo! O meu bem me espera para me dar um beijo, coração. Tenho saudade dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrada de São Paulo para Curitiba, 4 de dezembro de 2011. 17:33&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-7261444125867691717?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/7261444125867691717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=7261444125867691717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7261444125867691717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7261444125867691717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/12/poxa-coracao.html' title='Poxa, coração.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6824553277375942118</id><published>2011-11-17T22:59:00.001-02:00</published><updated>2011-11-17T22:59:49.121-02:00</updated><title type='text'>Eu escreveria para você.</title><content type='html'>Eu começo e recomeço, a escrever essas palavras bobas para você. Escrevo e apago, penso melhor e apago de novo. Nunca nada está bom, nunca nada é tão estupidamente bobo para dizer para você. Algo tão bobo que você riria, gargalharia talvez, das minhas palavras cheias de confetes coloridas, tentando expressar qualquer coisa que tenha nome e que sinto por você. Palavras que talvez te fizessem chorar de tanto rir e provavelmente, você se perguntaria o motivo de estar com alguém assim tão boba. Mas lá no fundo, você entenderia perfeitamente qualquer coisa besta que ali estaria escrito. Entenderia tão bem, que as gargalhadas virariam um sorriso e você sorriria para mim – daquele jeito mesmo, que eu tanto gosto – e possivelmente meus olhos bobamente iriam brilhar e eu iria sorrir bestamente pra você – como eu sempre sorrio. Pois na realidade, naquelas palavras confeitadas e cheias de besteiras, estaria simplesmente escrito – em linhas tortas – algo simples, bobo e besta como; é muito amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 17 de novembro de 2011. 22:59&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6824553277375942118?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6824553277375942118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6824553277375942118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6824553277375942118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6824553277375942118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/11/eu-escreveria-para-voce.html' title='Eu escreveria para você.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3719747567293729687</id><published>2011-11-03T00:28:00.002-02:00</published><updated>2011-11-03T00:28:23.676-02:00</updated><title type='text'>Mais tempo, por favor.</title><content type='html'>Esse tempo que vai e volta, essa saudade que vem e fica. Essa vida que muda, (des)muda, desmente, (des)sente, desbrava. Tempo, por favor, sei que um dia já te pedi para voar rápido como uma águia, mas dessa vez me escuta de novo e faz o inverso, por favor. Não quero saudade desde já, quero tempo. Tempo escorrendo entre as mãos e eu podendo resgatar. Não o faça fugir assim de mim, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tempo pra sorrir, pra correr. Quero tempo pra me preparar, pra estudar, pra dormir. Tempo pra ficar, pra ir. Eu quero tempo, mais, muito mais tempo. Faz o dia ter 36 horas e deixa minha bochecha doer de tanto sorrir. Faz o dia durar mais, a vida dura mais... Quero tempo, senhor tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso de tempo pra viver e aprender a viver. Preciso de tempo, meu bom tempo. Quero desbravar os sete mares, quero descobrir todos os segredos de um só coração e ainda quero chegar a tempo do jantar. Tempo pra mais uma cerveja, pra mais um sorvete, pra mais um beijo e pra mais cinco minutos na cama! Eu quero tempo, senhor tempo. Quero mais tempo pra não sentir saudade, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 3 de novembro de 2011. 00:27&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3719747567293729687?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3719747567293729687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3719747567293729687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3719747567293729687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3719747567293729687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/11/mais-tempo-por-favor.html' title='Mais tempo, por favor.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2118491955256829133</id><published>2011-10-24T18:13:00.003-02:00</published><updated>2011-10-24T18:15:50.114-02:00</updated><title type='text'>Queria me sentir no direito.</title><content type='html'>Eu não me sinto nesse direito, direito de abraçar e dizer “sinto muito pela sua perda”, mas eu queria me sentir. Queria me sentir no direito de ir lá e abraçar aquela menina que me fez sorrir tantas vezes, que me colocou juízo na cabeça e secou tantas lágrimas. Queria me sentir no direito de poder abraçá-la bem forte, assim como ela fazia comigo e não dizer mais nada. Isso  talvez consertasse alguma coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa coisa invisível, essa dor tão sólida que sei que agora sente. Esse aperto, esse vazio. Esse oco que lhe pertence, e não pode compartilhar. Esse oco que fica quando alguém assim se vai embora. Essa vontade de gritar e mesmo que gritasse, a dor só ia doer mais. Que sei que tá arranhando tudo dentro dela, tá queimando tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me sinto até meio hipócrita, de ter sentido tanto com a perda de alguém que nem cheguei a conhecer muito bem. Mas não senti pela perda desse alguém, senti por ela. Me sinto mais hipócrita ainda, uma vez que tanto escrevia “saudade” e não aparecia ou então, escrevia “quero te ver”, mas aí eu sumia. Seguramos tanto a mão uma da outra, pra depois, nos separarmos num triste fim e só vejo esse fim agora, neste exato momento de querer apertar a mão dela, mas não a tenho mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dor, que dor! Nem imagino o tamanho dessa dor e sendo bem egoísta, não sei se um dia quero entender. Mas sinceramente, é uma dor que não queria que ela estivesse sofrendo. Ela é tão frágil, mesmo não sendo. Uma menina assim, tão doce, não merece tamanha dor. Não merece lágrimas e tamanha perda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É até difícil de entender o motivo de coisas assim acontecerem com pessoas tão bonitas. Pois ela é linda e gentil. O seu sorriso iluminava uma sala inteira e o seu abraço, fazia o sol ir embora. Nesse exato momento, não compreendo mais a vida. Não compreendo nem mesmo a mim, que não sei o porquê de estar tão chocada com uma noticia que nem foi dada, mas sim encontrada por mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honestamente, a verdade é que no momento, eu só queria fazer como há mais de dois anos atrás:  sentar naquelas cadeiras de colégio, ter essa menina tão doce do meu lado, me fazendo cafuné, enquanto dormíamos e conversavamos, em meio uma sala cheia e uma aula chata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria muito, muito mesmo, me sentir no direito de abraçá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 23 de outubro de 2011. 18:11&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2118491955256829133?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2118491955256829133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2118491955256829133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2118491955256829133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2118491955256829133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/10/queria-me-sentir-no-direito.html' title='Queria me sentir no direito.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4256944519618302648</id><published>2011-10-20T02:20:00.001-02:00</published><updated>2011-10-21T00:39:43.494-02:00</updated><title type='text'>Planos.</title><content type='html'>O garoto sorria e ria, enquanto contava tudo o que queria viver. Fazia planos e implorava, como se alguém que estivesse perto realizasse desejos, que tudo desse certo. A garota sorria, acenava, aceitava junto dele. Acreditava em todo o potencial pra vida do garoto dar certo daquele jeito. Apoiava totalmente, esses planos que o deixariam longe dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota ria junto, com planos bobos, com pensamentos bobos. Conversas que antes pareciam não ter sentido, pois tudo estava muito, muito longe. O longe, agora estava perto, muito perto. E agora o coração da garota se dilacerava, se contorcia. Ela sentava no escuro e ali ficava parada, olhando o nada, esperando soluções que não viriam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ir, ela ficar. Ela ir, ele ficar. Os dois irem. Não importa o que fosse acontecer, a garota aos poucos se preocupava. As danças animadas, que a faziam colocar a saia mais rodada, a roupa mais colorida, davam lugar para pequenos medos. Sem perceber, ela apenas se assustava com o que estava para vir ou não vir. Fala francês, fala italiano, fala qualquer coisa, pensava a garota. Mas fala que é pra ficar junto, que é pra ficar bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos pensamentos do garoto, a garota pouco sabia. Mas imaginava que aqueles minutos de silêncio, que silenciavam o quarto inteiro, às vezes queriam dizer bem mais do que o possível. E talvez, antes de dormir, ele também sentasse no escuro, olhasse o nada e assim como ela, ele pensasse: “eu ir, ela ficar. Ela ir, eu ficar. Os dois irem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 20 de outubro de 2010. 02:17&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4256944519618302648?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4256944519618302648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4256944519618302648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4256944519618302648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4256944519618302648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/10/planos.html' title='Planos.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3425445555842378976</id><published>2011-09-26T11:33:00.004-03:00</published><updated>2011-09-26T11:40:00.385-03:00</updated><title type='text'>No lado esquerdo da cama.</title><content type='html'>Pequenos desejos, essas vontades tão cruéis que vem aos poucos, se encaixando quase sem querer em nossas vidas. Elas vêm assim, passando devagar e em seu rastro lemos tudo o que queremos sem perceber. Tal vontade descontrolada, que nos seca a garganta, nos tira a fome e o sono. Vontade absurda que sangra no peito, mas mesmo assim não dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aquela vontade de, de repente estar junto, de ver o sol raiar. Vontade de dividir o cigarro, a coberta, o copo e a vida. Vontade de fazer gargalhar, de abraçar com toda a força possível, como se, se não o fizesse, ele te escaparia por entre os braços. Vontade de fazer ciúme, de ter ciúme. Até mesmo vontade de sentir saudade, para depois pular nos braços e sentir todo seu mundo rodando da forma mais bonita que já viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí você quer assistir mais um filme, pra usar como desculpa pra ele não ir embora tão já. Quer  fumar um cigarro, só pra roubar ele de todo mundo por alguns minutos. Quer fazer a janta, pra fazer ele te ver bagunçando tudo. Quer ir, quer voltar, quer ficar e quer que ele também fique. E como sempre quando o dia amanhece, raiando um sol ou fazendo chover, você começa a não se importar com o tempo que faz lá fora. Tanto faz, aqui já tá bom demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São beijos, abraços, risadas. Cervejas, cigarros e filmes. O lençol, as mãos e o tempo. É tudo que começa sutilmente a ocupar espaços. Quando vê tem a escova de dente, a xícara e o roupão. Tem o cheirinho grudado em cada canto, a camisa roubada, a alma lavada. Tem a vida inteira mudada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge de repente, do jeito mais gostoso, a canção preferida e as palavras escritas. O lugar mais visitado e a cama sempre na espera depois dum dia longo e agitado. O abraço vira abrigo e a voz o som preferido. O sorriso vira retrato e a mão a protegida. Ele então vira tatuagem invisível no peito e a vontade mais bonita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí quando menos você espera, tem no lado esquerdo da cama, o travesseiro preenchido com um sorriso delicioso te dizendo “bom dia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 26 de setembro de 2011. 5:08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3425445555842378976?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3425445555842378976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3425445555842378976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3425445555842378976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3425445555842378976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/09/no-lado-esquerdo-da-cama.html' title='No lado esquerdo da cama.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-9173075603460283693</id><published>2011-08-03T00:01:00.001-03:00</published><updated>2011-08-03T00:02:24.351-03:00</updated><title type='text'>Texto pra recomeçar.</title><content type='html'>Parei. Parei de me preocupar, de me dilacerar, de me secar de tanto chorar. Parei de me lamentar, de sentir saudade, de gritar toda essa dor. Levantei da cama e deixei a solidão ali, quis sair, me divertir, conhecer pessoas. Quis voltar a gostar da vida, voltar a gostar das pessoas e das coisas. Quis voltar a gostar de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, eu mesma que tanto me esqueci. Esqueci da hidratação do cabelo, esqueci da pele cuidada, das noites dormidas. Esqueci da depilação, da sobrancelha. Esqueci do colorido que eu tinha antes de tudo isso e que eu ainda tenho! Esqueci das músicas que mais gostava, das fotos que eu tanto olhava. Esqueci das risadas e dos olhares, que eu tanto dava. Ou melhor, eu tinha me esquecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha me esquecido que eu podia ir, não precisava ficar. Que quando saí correndo da casa dele, era na realidade pra fugir de todo aquele cinza. Minha vida não pode ser cinza, eu adoro as cores! Eu corri aquele dia porque precisava sair da bolha que me cercava, das palavras que feriam e eu não queria cortes. Eu quero amor, eu quero vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for para sentir saudade, eu vou sentir. Se for para doer, eu vou doer. Mas eu não vou me jogar na cama e me punir por isso. Eu vou chorar toda a saudade que for preciso, vou achar que sem ele não dá, mas aí eu vou levantar e colocar meu melhor vestido e vou sair pra dançar. Porque eu sou assim, eu agora sou eu comigo mesma. Só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 2 de agosto de 2011. 23:12&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-9173075603460283693?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/9173075603460283693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=9173075603460283693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/9173075603460283693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/9173075603460283693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/08/texto-pra-recomecar.html' title='Texto pra recomeçar.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5651281131204005749</id><published>2011-07-21T09:37:00.000-03:00</published><updated>2011-07-21T09:37:11.269-03:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>A campainha toca e meu coração já salta. Antes mesmo de chegar à porta, eu começo a imaginar mil teorias. A campainha toca de novo e aí eu paraliso diante da porta, como se fosse uma tarefa impossível girar a maçaneta. Respiro fundo e abro. Ninguém. Ou pelo menos não mais. No caminho de volta para o meu quarto, fico a imaginar o que poderia ter acontecido, quem era e se é que era alguém. Infantilmente abro a janela do quarto e ponho a cabeça para fora. Olho para o lado e não vejo nada. Nada do que eu estivesse procurando. Mas procurando o quê, não é mesmo? Procurando seu carro ali estacionado e você dentro dele, tomando coragem pra de novo tocar a campainha? Quanta besteira a minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 21 de julho de 2011. 9:34&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5651281131204005749?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5651281131204005749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5651281131204005749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5651281131204005749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5651281131204005749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/07/blog-post.html' title='.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2974697585426673884</id><published>2011-07-09T18:51:00.001-03:00</published><updated>2011-07-09T19:07:05.846-03:00</updated><title type='text'>Que estivesse tão bêbado.</title><content type='html'>Eu queria que você chegasse agora aqui em casa, mas não com flores ou sorvete. Queria que chegasse você muito bêbado, chorando a minha falta. Queria que essa noite você escolhesse a minha cama para dormir, escolhesse meus braços para abraçar, escolhesse meus lábios para beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que você estivesse tão bêbado, que esquecesse dos nossos desencontros, que esquecesse o que feriu. Que você estivesse tão bêbado que você falasse tudo o que sente sem nem pensar no que está dizendo. Que você falasse que sente muito por ter me quebrado em vários pedaços, que sente muito por ter ficado longe esses dias, que sente muito ter tido vontade de terminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que você chegasse aqui tão bêbado que nem pedisse pra voltar, apenas me abraçasse de me levantar do chão e me deitasse ao seu lado na minha cama, e dissesse apenas três palavras que sinto falta de ouvir você dizer. E que dormisse me abraçando, me fazendo escutar seus roncos até o amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que você chegasse aqui tão bêbado que não soubesse nem explicar como veio parar aqui, igual aos filmes que passam na televisão, iguais aquelas canções. Eu queria que você escolhesse de novo a minha casa, a minha cama e eu, pra passar todas as noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 9 de julho de 2011. 18:31&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2974697585426673884?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2974697585426673884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2974697585426673884' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2974697585426673884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2974697585426673884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/07/que-estivesse-tao-bebado.html' title='Que estivesse tão bêbado.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-7045597502409325744</id><published>2011-07-01T00:02:00.001-03:00</published><updated>2011-07-01T00:05:25.650-03:00</updated><title type='text'>Desgastada.</title><content type='html'>Me sinto patética dentro desse banheiro, criando uma cabana invisível, lixando as unhas da minha mão direita enquanto as lágrimas vão inundando os olhos até que já não sei mais o que é lixa e o que é unha. Até que então as lágrimas começam a escorrer constantemente do rosto e tudo o que eu faço é me jogar no chão e continuar ali, imóvel, torcendo para ninguém escutar. Torcendo para ninguém ver a cena deplorável em que me encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E coloro o chão de vidro com pedaços do meu coração, deixando o sangue escorregar até alguém achar dramático demais e vir me falar que estou me perdendo em qualquer dor antecipada - ou seria dor acumulada? Dor de cortes invisíveis, de cicatrizes que se mostram de dentro e fora. Traumas que começo a criar mesmo que sem querer. Ou será que criam esses traumas em mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero o meu quarto só pra mim, quero o meu cobertor enxugando minhas lágrimas e não lencinhos do banheiro. Quero meu silêncio, meu espaço, minha dor. Quero meu drama. Quero espalhar pra quem quiser ver, dentro do meu quarto, o que eu tô sentindo - e bom não é, tá machucando. Quero um cafuné, quero nenhum movimento, eu quero meu escuro. Eu quero a mim e mais ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero minha televisão ligada, por favor. Só eu assistindo, fingindo que as coisas bobas que ali passam aliviam todo essa dor no peito. Levando todo esse drama pra longe, até eu pegar no sono e acordar de novo e demorar cinco minutos para lembrar de todo meu coração estilhaçado por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sentimento demais aqui. Têm machucados demais também e queria tempo - é, um tempo - pra bem infantilmente abrir a minha janela e conversar com as estrelas e perguntar por que tá tudo assim. Porque eu sou assim, que começo a desmanchar tudo o que eu tenho, que começo a desmanchar a mim mesma. Porque sou assim, tão frágil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que estou quebrando tudo isso ou é alguém que está fazendo quebrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 30 de junho de 2011. 23:58&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-7045597502409325744?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/7045597502409325744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=7045597502409325744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7045597502409325744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7045597502409325744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/07/desgastada.html' title='Desgastada.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-101720999905547250</id><published>2011-06-10T00:27:00.001-03:00</published><updated>2011-07-21T09:42:51.036-03:00</updated><title type='text'>Se ao menos entendesse...</title><content type='html'>Às vezes eu acho que seguro muito os meus gritos, os meus sentimentos, as minhas lágrimas. Seguro tanto, que de vez em quando chego perto de explodir e aí, qualquer coisa me incomoda, qualquer coisa fere, qualquer coisa vira grande coisa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, acho que desabafo coisas sem importância e quando quero desabafar coisas significativas, as palavras não saem e daí fico com cara de boba, brigando por coisas sem sentido, mas que para mim na realidade mudam tudo. E tento respirar e recomeçar a falar, a fazer entenderem, mas aí já se tornou tarde demais. Os olhos chegam a lacrimejar, a garganta começa a doer num nó apertado e daí me resta as palavras que abafam, sufocam. Apenas o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria gritar. Gritar bem alto, fazer entender que tudo isso está machucando e que tudo isso está perdendo o sentido. Mas admito, sou muito fraca, pois tenho medo de gritar e ao olhar em volta perceber que fiz desmoronar tudo. Tenho medo que dos meus gritos saiam a verdade nua e crua, desfilando cruelmente um triste fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 10 de junho de 2011. 00:23&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-101720999905547250?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/101720999905547250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=101720999905547250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/101720999905547250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/101720999905547250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/06/se-ao-menos-entendesse.html' title='Se ao menos entendesse...'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5660504740616327599</id><published>2011-04-30T16:05:00.001-03:00</published><updated>2011-04-30T16:07:51.367-03:00</updated><title type='text'>Quem sabe desvendar?</title><content type='html'>De uma maneira desajeitada ela sempre colocava as coisas no lugar. Dizendo um velho e feio clichê, ela sorria querendo chorar e muitas vezes, quando a decepcionavam até a última gota, ao invés de sentar e conversar, ela simplesmente sorria e sugeria, com uma voz manhosa, que gostaria que as coisas se tornassem um pouco diferentes dali em diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conquistava – ou não – com seu jeito tímido. O importante era que havia aprendido a não chorar na frente dos outros, até mesmo ao ver um filme triste. Aprendeu – talvez de maneira errada – que na frente dos demais, ela deveria ser forte. Mesmo que isso muitas vezes a tenha deixado tão esgotada que uma mísera ausência já a fazia desmoronar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes a chamavam de louca e se irritavam com suas falas precipitadas. Também se aborreciam com seu egoísmo cada vez maior. Acontece que na cabeça dela, os choros antes constantes que já não existiam mais, davam lugar a uma raiva desnecessária. Isso às vezes machucava aos outros e até a si mesma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorava as batidas do coração que ficavam mais fortes, num sinal de alerta, quando algo não ia bem e logo mais já estava vomitando pensamentos cortantes. Sorria mais do que chorava, mas admitia a si mesma, todas às vezes que se encontrava só, se realmente era mais feliz que triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andava reclamando tanto que não sabia se era certo reclamar, pois assim significava que não se contentava com pouco ou se era errado reclamar, significando que começava aos poucos se tornar uma pessoa amargurada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constantemente sentia falta. Falta do que já passou ou até mesmo do que nunca foi. Era de fato saudosa, com qualquer coisa, até mesmo de velhas balas que comia quando era pequena e não encontrava mais. Era revoltada com absolutamente tudo o que não a agradava. Gostava de discutir e sempre ter razão, mas sabia que nunca tinha bons argumentos para justificar suas opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, todos os dias quando acordava, ela apenas queria ser alguém para alguém. Só queria que todos os dias ao levantar, tivesse a certeza que alguém também pensaria nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 24 de abril de 2011. 2:21&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5660504740616327599?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5660504740616327599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5660504740616327599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5660504740616327599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5660504740616327599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/04/quem-sabe-desvendar.html' title='Quem sabe desvendar?'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-996538546901541487</id><published>2011-02-09T01:42:00.000-02:00</published><updated>2011-02-09T01:42:06.474-02:00</updated><title type='text'>A beleza do mudo.</title><content type='html'>Às vezes eu prefiro o silêncio. Prefiro escutar a chuva caindo no chão ou simplesmente escutar o nada. Tem outras vezes que o silêncio me incomoda e preciso urgentemente escutar alguma coisa que penetre minhas veias, o meu pulmão. Mas na maioria das vezes, eu prefiro o silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto mais das vozes das pessoas que eu amo. Gosto mais da minha voz falando sozinha, discutindo sozinha. Gosto mais do som dos meus gatos miando. Gosto mais do som da vida, sabe? Vida. Não inventada através de hipnotizantes acordes e letras bonitas. O som da vida que só quem quer escuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a saudade bate, gosto de ouvir algo agressivo como se estivesse rasgando a minha dor, a falta que fazem. Quando estou triste, primeiro prefiro o silêncio para chorar todo e qualquer tipo de sentimento, depois gosto de ouvir qualquer coisa calma que me faça pensar o quão ruim é a minha vida. Gosto de me dilacerar, até pegar no sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já teve vezes que coloquei a música bem alto, apenas para não ouvirem meus soluços. Mas também já fiz questão de deixar a música inaudível, para virem me socorrer de qualquer suposta depressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de música na viagem. Gosto realmente do som das minhas músicas preferidas enquanto sobrevôo os Alpes ou qualquer lugar sensacional ou quando a estrada parece nunca ter fim. Adoro qualquer música empolgante quando olho pela janela e vejo nuvens e pequenas cidades de mentira acesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou viciada em sons, seja qual for. Às vezes preciso escutar uma voz falando comigo, apenas aquela voz, mas quando eu quero silêncio até o som de passos me incomoda. Quando eu acordo para ouvir música, preciso ficar o dia inteiro na cama, apenas imaginando como seriam as histórias daquelas letras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sempre, sempre, irei preferir as quase silenciosas de tão bonitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 9 de fevereiro de 2011. 01:13&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-996538546901541487?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/996538546901541487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=996538546901541487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/996538546901541487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/996538546901541487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2011/02/beleza-do-mudo.html' title='A beleza do mudo.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4714023790152484506</id><published>2010-10-01T15:33:00.000-03:00</published><updated>2010-10-01T15:33:07.937-03:00</updated><title type='text'>Sobre a morte e suas conseqüências.</title><content type='html'>Ela apagou com voracidade seu cigarro no cinzeiro prateado, já engolido por tantos outros cigarros apagados. A chuva caia devagar do outro lado da janela, mas não fazia frio, talvez. Ela não sabia, na realidade, estava no conforto da sua cama fazia muito tempo, para se dar conta ao que acontecia do lado de fora da sua fortaleza inatingível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre um cigarro aceso e outro apagado, ela se lamentava não entender direito a vida. O sentido dela, para ser mais sincera. A vida de tantos vai e vêm, de tantos “não sei o que estou fazendo aqui”. Sobre uma hora estar aqui e outra não mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que era não estar mais aqui? Era simplesmente não estar? Era partir para uma melhor e encarar um céu cheio de coisas boas, onde maldade não existe e você consegue, de fato, descansar em paz? E aqueles que ficam na Terra? Encontram conforto? Encontram abraços capazes de expelir – mesmo que aos poucos – a dor amargurada no coração? Será que parar de chorar por alguém que já se foi era sinônimo de esquecimento ou simplesmente de compreensão, o simples fato de “continuar vivendo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva não se calava, tão pouco diminuía, machucava ao bater no vidro cansado do quarto da garota. O dia havia se transformado em noite, devido a tantas nuvens negras que cobriam o céu. E mais uma vez a garota esmagou seu cigarro no cinzeiro, talvez com raiva demais, para perceber que havia espalhado cinzas para todo o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Morrer não dói”, disse inutilmente para si mesma, esperando que isso a reconfortasse de alguma dor. Seus pensamentos estavam absortos na simples pergunta do que é desaparecer da vida. O que isso significava morrer, se era algo doloroso ou simplesmente cair numa escuridão. Num esquecimento da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas coisas deixamos para trás afinal, mesmo enquanto estamos vivos. Esquecemos dos que eram “melhores amigos”, nos tornamos apenas mais um na multidão que segue. Agora para onde segue... Quem sabe, não é mesmo? Melhores amigos se tornam estranhos, afinal, e poucos são os que restam. No final, provavelmente, definhamos de tantas vontades deixadas de lado, por falta de esforço, falta de vontade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um pensamento triste -  a garota pensou -  ficar imaginando o que é a morte e sobre o que se trata não estar mais em vida. Mas eram apenas pensamentos, que aquele dia cinzento a fazia ter. Pensamentos medíocres – talvez -, mas mesmo assim intrigantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela então suspirou uma última vez para a chuva e ao fechar as cortinas para aquele dia feio e triste, disse para si mesma: “ao menos ele se foi num dia de sol. Era um bonito dia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 1º de outubro de 2010. 15:33&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4714023790152484506?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4714023790152484506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4714023790152484506' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4714023790152484506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4714023790152484506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/10/sobre-morte-e-suas-consequencias.html' title='Sobre a morte e suas conseqüências.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4414122751250299699</id><published>2010-09-01T22:52:00.002-03:00</published><updated>2011-09-17T00:51:24.130-03:00</updated><title type='text'>Um ano atrás.</title><content type='html'>Eu tinha descido do avião, estava eufórica. Não entendia quase nenhuma palavra de italiano, havia perdido uma das minhas duas malas, estava cansada, com calor e com fome. Não tinha ideia do que fazer e queria me derramar em lágrimas, me desesperar. Mas no fundo, lá no fundo, eu estava bem. Assim como todos estávamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não demorou muito para aqueles quatro primeiros dias na Itália se tornassem um dos mais bonitos da minha vida. Era meu sonho, cada pedacinho daquele lugar era meu sonho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu ignoro tudo o que sofri. Ignoro os dias que passei a chorar e também os dias que desejei mais que tudo, voltar pra casa. Eu tive meu tempo e dentro do meu possível, eu fiz dele inesquecível. Cada dia que acordei na Itália se tornou único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos sorvetes que tomei, dos capuccinos de toda tarde, dos deveres e provas nunca feitos, das viagens que tive a sorte de fazer, das pessoas que conheci, das cidades se tornarem brancas pela neve, da árvore da Natal montada fora de casa, do ano novo diferente, das compras, das cervejas que bebíamos sem perdão e até das escapas pela janela, mesmo sabendo que não era preciso. Disso e mais um pouco, eu sinto falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade de falar em italiano, de passar o dia em Venezia, de me apaixonar por Verona e contar os dias para chegar a Roma. De conhecer a Bélgica e nem perceber que eu estava conhecendo outro país. De brincar e de sorrir, de chorar e desabafar. Saudade de guardar uma saudade imensa e de escrever inúmeros textos, esperando que assim minha dor se desviasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade da minha Itália e de tudo o que eu vivi, de tudo o que eu ousei viver. Das experiências que eu tive e mais ninguém teve, da fé em mim mesma que perdi no começo e depois de um tempo, comecei a recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há exatamente um ano atrás no Brasil eram 17:42, e na Itália já era cerca de 22:42. Eu estava fazendo amigos, me divertindo, contando histórias e rindo muito, estava vivendo minha primeira noite na Itália, a primeira de muitas. Há exatamente um ano atrás eu estava começando uma aventura, uma vida. Estava começando um novo capítulo, único e especial. Inesquecível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Magari voglevo essere nell'Italia per un atimo. Solo per non sentire tanta mancanza così."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 1º de setembro de 2010. 22:46&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4414122751250299699?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4414122751250299699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4414122751250299699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4414122751250299699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4414122751250299699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/09/um-ano-atras.html' title='Um ano atrás.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-8569942873615492553</id><published>2010-08-25T21:09:00.002-03:00</published><updated>2010-08-25T21:16:22.602-03:00</updated><title type='text'>Os (ex) melhores amigos.</title><content type='html'>Já não era de se estranhar tudo de repente desaparecer como se não fizesse mais sentido para ambos. Depositamos brigas acumuladas aos longos de três anos e agora despejamos um no outro querendo atingir, ferir. Irmãos, melhores amigos, ou seja lá o que éramos, do que nos chamávamos, mas era real ou pelo menos foi, até as diferenças começarem a abrir uma passarela larga e comprida, entre nós dois. Acho que não éramos e nunca fomos tão fortes quando imaginávamos, o quanto gostaríamos de ter sido, amigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada dia que passa eu revejo nossos passos e percorro velhos baús de lembranças. Procurando qualquer coisa, qualquer placa que sinalizou inutilmente:  “está próximo de acabar”, sinais que pelo qual não vimos, não enxergamos. E perdoamos um ao outro, quando as feridas sangravam, quando não fazia sentido algumas atitudes, comportamentos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos de lado tantas palavras sinceras, quando se magoava, que deixamos a vida fluir de maneira absurda. Não nos tornamos fortes, apenas construímos uma muralha de areia esperando as ondas do mar chegarem para desmoronar tudo o que construímos ao longo de três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que você tem razão, errei. Mas você também errou e deixamos tudo errar ao mesmo tempo, deixamos chover tudo o que estava guardado. Tempestades nos atingiram e não recorremos um ao outro, fugimos para lados opostos. Nos acolhemos pela primeira vez em braços diferentes. Deixamos o mundo desmoronar entre a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no final de cada dia eu peço inutilmente para que tudo tome forma novamente. Mas peço em vão, afinal. Fomos traídos por nós mesmos, derrotados por nós mesmos. E mesmo que me doa admitir e perceber isso, eu me acostumei com a sua solidão ao meu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 25 de agosto de 2010. 21:08&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-8569942873615492553?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/8569942873615492553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=8569942873615492553' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8569942873615492553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8569942873615492553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/08/os-ex-melhores-amigos.html' title='Os (ex) melhores amigos.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4959448670069676246</id><published>2010-08-01T03:40:00.001-03:00</published><updated>2010-08-01T03:42:21.498-03:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>"Se è tardi per trovarmi, insisti, se non ci sono in un posto, cerca in un altro, perchè io son fermo da qualche parte ad aspettare te".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Walt Whitman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belle parole, davvero belle.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4959448670069676246?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4959448670069676246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4959448670069676246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4959448670069676246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4959448670069676246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/08/blog-post.html' title='.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6865168125717223024</id><published>2010-07-26T20:16:00.004-03:00</published><updated>2010-07-26T20:23:52.083-03:00</updated><title type='text'>Uma fala.</title><content type='html'>- Me faça dormir no seu colo, encare meu rosto com aquele seu olhar que eu adoro, respira junto comigo e veja as estrelas na mesma direção que eu. Agüenta firme quando vierem tempestades e segura minha mão, para andarmos juntos nos dias de verão. Sonhe junto de mim e se permita amar tanto assim, toca meu coração com seus dedos quentes. Fale sobre a eternidade, a nossa eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 26 de julho de 2010. 20:23&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6865168125717223024?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6865168125717223024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6865168125717223024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6865168125717223024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6865168125717223024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/07/uma-fala.html' title='Uma fala.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6163382749894276460</id><published>2010-07-18T23:33:00.001-03:00</published><updated>2010-07-18T23:34:44.002-03:00</updated><title type='text'>Entre três amigos e três vidas diferentes.</title><content type='html'>Éramos os melhores, os maiores. Mais vivos e mais unidos. Sorriamos juntos e na mesma sintonia, tínhamos mais planos e mais sonhos. Éramos iguais, mesmo que com objetivos totalmente diferentes. Mas crescemos sem estarmos de mãos dadas e o tempo nos foi tomado quando os dias se tornaram meses e assim, se tornou um ano e pudemos então apenas seguir em frente. Caminhamos para um vazio onde deixamos de ser quem éramos e nos tornamos quem somos. Vivemos na ausência um do outro e, infelizmente, aprendemos a viver sem os encontros uma vez por mês. Éramos vários e eu contava os dias para subir num avião, num ônibus ou em qualquer coisa que me trouxesse de volta para aquela cidade que me fazia tão bem. Os dias nunca eram o bastante e o tempo deslizava rapidamente das nossas mãos. Mas uma hora não podíamos mais fazer sentido, assim como não fazemos agora. Era necessário que nos tornássemos outros e carregássemos histórias que não quiséssemos contar e talvez nem os outros ouvirem. Fomos diminuindo e com o tempo, nossos corações não tinham mais lugar para tantos. Restaram-nos fotos e histórias, lembranças de uma mente que não as quer apagar. Estamos velhos e desimpedidos, cada um está num lugar onde o céu é maior, aquele céu que tanto falávamos e hoje encontramos. Estamos regando flores e colorindo um arco-íris, esperando voltar a ser o que costumávamos ser, quando estávamos juntos: três idiotas tomando a “última” cerveja numa mesa de bar e enfeitando risadas e vidas com alguns figurantes que iam e vinham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já fomos melhores juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrada de volta para Curitiba, 14 de julho de 2010. 18:45&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6163382749894276460?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6163382749894276460/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6163382749894276460' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6163382749894276460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6163382749894276460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/07/entre-tres-amigos-e-tres-vidas.html' title='Entre três amigos e três vidas diferentes.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-526474389025948393</id><published>2010-07-01T17:20:00.002-03:00</published><updated>2010-07-01T17:26:45.443-03:00</updated><title type='text'>Realidade não-real.</title><content type='html'>“Eu tive um sonho ruim e acordei chorando”, talvez cantasse Cazuza para mim, se me visse acordando com os olhos lacrimejados esta manhã. Sonhei com aquele desespero de perder, não para o nada, mas para outra pessoa. Minha respiração estava trancada, desesperada, meus olhos encharcados de lágrimas e meu coração palpitava freneticamente, como se o mundo estivesse ruindo, se perdendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego a conclusão que odeio sonhos que parecem reais, que demoram para serem “apenas sonhos” quando acordamos. Às vezes, afinal, sonhos podem machucar mais do que a realidade, pois acordamos desnorteados, assustados. Achando que tudo aquilo que sonhamos e não tivemos o mínimo de controle para acontecer, era real. Aquele real cru, daquela realidade nua e crua que tanto sabemos odiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta manhã quando abri meus olhos, eles estavam marejados por uma maré de lágrimas, meu coração apertado por uma dor irreal, uma dor de perda falsa. Porém, tal falsidade era tão perfeita que parecia verdadeira, doía até mesmo perceber que era mentira. E demorou, demorou muito tempo para eu descobrir que era o sonho e que a perda não ocorreu, que a briga não aconteceu e que meus gritos arranhados, eram simplesmente confrontos silenciosos na minha cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, logo veio o alivio. Me situei em meu quarto, em minha cama e um lugar vazio ao meu lado. Vazio simplesmente porque não havia ninguém deitado e não porque ninguém queria deitar. Aí então, as coisas foram tomando forma e o sonho foi desaparecendo, o coração foi se acalmando, a agonia persistiu nos minutos seguintes e ainda prende a respiração ao lembrar das lágrimas escorridas no rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era apenas um sonho, onde situações dolorosas ruíram um mundo falso-imaginário. A realidade diante desta situação pareceu mais doce, mais viável. Ainda mais quando o alivio se comprovou, quando o som do telefone invadiu o quarto silencioso e o coração entendeu perfeitamente que tudo estava bem, tinha sido apenas um sonho e agora não fere mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 1º de julho de 2010. 16:01&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-526474389025948393?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/526474389025948393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=526474389025948393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/526474389025948393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/526474389025948393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/07/pesadelos-tao-reais.html' title='Realidade não-real.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6841298578980791439</id><published>2010-06-19T17:26:00.002-03:00</published><updated>2011-09-17T00:55:31.715-03:00</updated><title type='text'>Depois de quatro anos, de novo futebol.</title><content type='html'>Enfim, chega depois de quatro longos anos, uma nova edição da Copa do Mundo. O mundo inteiro se petrifica e cada país participante do campeonato se colore com as cores de sua bandeira. O Brasil, buscando seu lugar ao hexa, não é diferente. Talvez seja o único momento em que somos patriotas, provavelmente, é a única oportunidade em que temos de vestir o verde e o amarelo e desfilar com orgulho por aí. Afinal, de futebol o Brasil entende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me perfeitamente da última copa, em junho de 2006. O sol quase quente iluminava aquelas tardes em que Curitiba parava e a única coisa que restava, eram os gritos da torcida brasileira anunciando um novo gol. Eu, no entanto, pouco me importava. O jogo começava e eu procurava qualquer coisa para fazer, afinal, parar o mundo para ver um mísero jogo me enojava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As tardes daquela Copa de 2006 eram ensolaradas, assim como as tardes deste 2010. O frio raramente vinha e se acontecia de vir, bastava um moletom para se esquentar. Aquele junho tinha sido um mês maravilhoso e nos meus 14 anos, na época, o mais certo era aproveitar aquelas tardes de sol de inverno em qualquer lugar. Até mesmo iluminando uma boa fotografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro anos mais tarde, neste 2010 interessante, me vejo um pouco mais apaixonada por essa tal Copa do mundo. Me parece mais interessante assistir aos jogos e saber quem ganhou, mesmo quando não é o Brasil quem joga. E é fato, todo “quase gol” eu digo “ahhh”, como um verdadeiro espectador amante de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E deste longo período de quatro anos que se passaram, muitas coisas aconteceram. Hoje talvez eu pense que o que mudou nesses anos na minha vida, me fez ficar mais intrigada com esse Mundial. O fato de perceber que ao assistir o jogo, é uma boa maneira de fugir da aula ou até mesmo de reunir os amigos, me animou. Deixar colorir as coisas de verde e amarelo. Torcer junto por um país, apenas para se divertir, rir com os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, ver esse sol de todo dia iluminar esses jogos, tem sido interessante. Deixando esse junho um pouco mais gostoso e delirante. Fazer como meu amigo disse “que façamos barulho, que bebamos, mas que isso seja um motivo para reunir os amigos, exatamente como um dia foi”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 19 de junho de 2010. 17:25&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6841298578980791439?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6841298578980791439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6841298578980791439' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6841298578980791439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6841298578980791439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/06/depois-de-quatro-anos-de-novo-futebol.html' title='Depois de quatro anos, de novo futebol.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5572380993843141364</id><published>2010-05-26T21:43:00.001-03:00</published><updated>2010-05-26T21:43:48.867-03:00</updated><title type='text'>Sobre outono e saudades.</title><content type='html'>Saudade do outono inventado por palavras encantadas dos meus autores preferidos. Outono cinza, com folhas secas jogadas ao chão, um ar frio correndo por todas as direções, levantando vestidos e afugentando cães. Roubando chapéus e destruindo rosas. Outonos perfumados por cappuccinos e bolos recém-assados. Saudades das palavras sólidas e quase amargas sobre o outono. Vontade de rever, mesmo que em pensamento, a estação de recomeço. Rever aquela rua perto do rio e do parque, coberta de folhas que pelas quais pisei com tanta vontade, apenas para ouvir o quase imperceptível som do “clack”. Caminhar entre aquelas ruas marrons, afogadas por prédios antigos e sentir no rosto um vento gélido, porém reconfortante. Saudade de respirar outono, enquanto deixava a lareira sutilmente queimar a madeira e fingia não ver o tempo passar ao ler um livro que me levava diretamente para casa. Saudade do outono descrito através das palavras dos sábios, apaixonados pelas folhas secas, ventos gélidos e cafés no final da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 26 de março de 2010. 21:43&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5572380993843141364?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5572380993843141364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5572380993843141364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5572380993843141364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5572380993843141364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/05/sobre-outono-e-saudades.html' title='Sobre outono e saudades.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2822632532512934959</id><published>2010-05-23T23:16:00.002-03:00</published><updated>2010-05-23T23:29:33.380-03:00</updated><title type='text'>Algumas brigas, claro.</title><content type='html'>Às vezes deduzo que é um tipo de regra, existir entre casais essas brigas desinteressadas e dolorosas. Onde nunca ninguém ganha e provavelmente, sempre os dois perdem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que é provocante a tentação de poder duelar com o seu amante. Poder discutir coisas inúteis dentro de contextos sem nexo, apenas para ver quem se cala primeiro. Afinal, em horas assim, se calar é divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio, é sábio. Assim que você se irrita o bastante a ponto de se calar, você escolhe não falar bobagens. Essas palavras ditas da boca pra fora, que mais machucam. Palavras nada sinceras, que a boca apenas cuspiu porque o cérebro mandou sinais de “agora eu preciso ganhar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigas são necessárias até mesmo quando nascem de uma estupidez, como tortas e bolos ou o sono de esperar dentro do carro. Brigas são apenas brigas, palavras infelizes que ousaram sair dos pensamentos, com uma nítida intenção de apenas ferir, no caso de casais, ambos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, penso que amar seja isso. Seja a capacidade de se calar depois de uma discussão, haver olhos inchados querendo escorrer e mil pensamentos fervorosos. Mas de repente, querer apenas dar um abraço forte e dizer “eu te amo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brigas, afinal, é amor. É sinal de que se importa. “Algumas brigas claro, mas isso é tão normal quando se quer alguém, como eu quis você”, diria o Hateen. E sigo com esse pensamento, é natural e saudável brigar. Faz bem duelar durante alguns minutos, com quem você mais ama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vai ser assim, brigando aqui e ali, tendo raiva por segundos e depois amando dez vezes mais. Querendo calar para não falar bobagens, pois o medo de perder a pessoa amada é bem maior que o medo de perder a briga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qualquer dia te faço tortas e durmo no carro te esperando. Você até mesmo pode falar alguma bobagem ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 23 de maio de 2010. 23:10&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2822632532512934959?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2822632532512934959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2822632532512934959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2822632532512934959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2822632532512934959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/05/algumas-brigas-claro.html' title='Algumas brigas, claro.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3916379065808622392</id><published>2010-05-10T22:31:00.004-03:00</published><updated>2010-05-10T22:44:03.119-03:00</updated><title type='text'>Sem título.</title><content type='html'>Sem antes pensar, lá vem ele outra vez, pegar na mão da menina cujo os olhos brilham só para ele. O mundo dela então balançava, como se fosse numa suave brisa, como se o mundo jamais fosse acabar. Era uma porção de amor, de calma. Um pedaço dela era ele e vice-versa. Criação de sonhos, ou seja lá o que fossem, davam motivos a mais para o dia-a-dia se tornar menos doloroso. Pois doer dói, qualquer hora, qualquer dia, disso a menina jamais duvidaria. Doeria na saudade, nas discussões, na ausência de vontade de continuar. Mas amaria sempre um pouco mais, deixando valer a pena aquele brilho nos olhos. Deixaria ser pra sempre o tal amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 10 de março de 2010. 22:43&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3916379065808622392?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3916379065808622392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3916379065808622392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3916379065808622392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3916379065808622392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/05/sem-titulo.html' title='Sem título.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-479586294926239577</id><published>2010-04-24T15:59:00.000-03:00</published><updated>2010-04-24T16:08:08.222-03:00</updated><title type='text'>Descasos atatos entre nós de corda.</title><content type='html'>Vício sereno, das coisas, de você. Vício dos vendavais bem planejados, dos destroços esquecidos pelo mundo afora. Vício do simples sonho, do simples lugar tão mais distante para nós. Do lugar mais impossível. Vício do errado, incorreto e proibido. Das almas dilaceradas, dos portos abandonados e mares enraivecidos. Vício dos primeiros dias, das primeiras luzes, do primeiro nós. Nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abstratos sentimentos umedecidos com solidão momentânea e de vez em quando, até mesmo com um pouco de incerteza, desinteresse. Águas passadas que às vezes voltam apenas para dizer “bom dia” e causar chuvas de dias, que machucam as tantas esperanças feridas. Sentimentos encharcados de vida, luz, cor. Obsoleta maneira de dizer ao coração cansado de tantas derrotas, que o caminho certo é só seguir em frente, caminhando entre as armadilhas e dentre a floresta densa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos parte do ontem, do hoje, do amanhã. Do nunca, do para sempre, mesmo que sejam idéias ludibriadas. Recolhemos as certezas, incertezas. Os jamais. Degolamos vontades, ultrapassamos resquícios de uma memória boa, porém passada. Percorremos o espaço, talvez até alcançássemos a velocidade da luz. Alcançássemos um lugar maior, mais vasto. Mas óbvio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bastardos de uma própria fúria, de um coração queimando em chamas, em calor. Uma vontade de ser mais, de ter mais. Obstruímos detalhes prováveis, deixando-se cair numa incerteza de se o amanhã ainda irá chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ao fechar a porta atrás de mim ao sair, encontro-me com mil porquês de manter assim essa vida de nós atados. Uma vida de vontades inesperadas. Encontro-me com cor e sentido para coisas sem razão. Encontro-me desorientada, porém, bem certa de onde percorrer.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo, talvez te ver dormir seja meu calmante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 24 de abril de 2010. 15:58&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-479586294926239577?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/479586294926239577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=479586294926239577' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/479586294926239577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/479586294926239577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/04/descasos-atatos-entre-nos-de-corda.html' title='Descasos atatos entre nós de corda.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3457022275845743480</id><published>2010-04-21T20:16:00.000-03:00</published><updated>2010-04-21T20:17:44.981-03:00</updated><title type='text'>Enquanto o trem escorrega pra Milão.</title><content type='html'>O trem vai deixando essa cidade para trás, cidade dura. Dura como pedra. E afinal, eu só quis descobrir todo esse tempo, quais histórias eu vim à procura. Mas a velocidade desse trem não se importa se me dói ou não deixar lembranças ou não deixar nada, ele só quer me levar pra onde o céu é maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o céu era maior aqui? Ou melhor, havia céu? Eram nuvens, era vida. Era vida? Eu era a senhora confusão e ainda sou, mesmo nesse trem cheio de pessoas e nenhuma história ou nenhum ouvido para escutar. Minha cabeça lateja tanto, mas tanto. Acho que estou cansada dessa paisagem, me leve pra outro lugar, cansei de só ver o norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que temos para nós mesmos, além de nós? Agora eu sei mais do que nunca, que naquela cidade eu lidei com os demônios, com os dragões, lutei com as tempestades. Lutei com o mundo que me propunham. Mas senti falta todos os dias, de um cheirinho gostoso, do cheirinho de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje está nublado e a chuva não quer cair, é como criança que quer brincar de ser forte. Nem muito frio faz, porém deixa a Europa com cara de Europa. O mundo corre pra se esconder da dor e ninguém para pra pensar que fugir não é a melhor solução. Mas fugir do que? Da vida, eu diria... Da vida que criamos, da vida que criei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente brinca de ser grande, de não se importar. Mas quando tudo acaba o que mais queremos é um abraço, um colo. Mesmo quando nos decepcionam. A vida é essa praga, que vai embora quando você menos espera, que te faz voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar de onde e para onde? Voltamos um dia, para falar italiano, para rir de coisas absurdas. Para chegar no meio do nada e ver o coração quebrado. Não, ninguém o quebrou, apenas nunca o colaram de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela cidade está longe agora, tão longe. Eu nunca me entendi com eles, ou melhor, com aquela casa. Onde dias de tristeza me tomavam conta. Me importar pra que? A solidão destrói do mesmo jeito e vai ferir, fazer sangrar da mesma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os abraços que não dei, os beijos que contei, as risadas que compartilhei, contaram histórias para décadas. Onde me orgulharei de cada descoberta, cada segundo. Mesmo das dificuldades que enfrentei e superei. Porque na verdade, não estamos nunca sozinhos. Sempre tem alguma mão que segura a nossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia vai indo embora, assim como sempre acontece. A cidade vai cansando e logo mais, se preparando para dormir. Mas já não tem mais problema, que os dias não choram. A ausência não dói, pois amanhã, eu estou voltando pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No trem para Milão, 12 de janeiro de 2010. 12:58&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3457022275845743480?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3457022275845743480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3457022275845743480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3457022275845743480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3457022275845743480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/04/enquanto-o-trem-escorrega-pra-milao.html' title='Enquanto o trem escorrega pra Milão.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3535579008674289324</id><published>2010-04-11T19:18:00.002-03:00</published><updated>2010-04-17T20:39:47.747-03:00</updated><title type='text'>Seus passos arrastados.</title><content type='html'>Eu coloquei a sua melhor camisa e enfeitei meu pulso com o seu relógio. Saí bonita, só para me mostrar ou talvez, te mostrar. Segui tranqüila, enquanto sua camisa ainda mantém seu perfume e seu relógio notoriamente, ainda guarda suas digitais. Guardam resquícios seus, quando nesse mundo você já não caminha mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixei a saudade chegar devagarzinho e até se acomodar. Porém, foi só fechar os olhos que já senti aquele cheiro de cigarro impregnando minhas narinas e o barulho de seus passos arrastados, depois de um dia tranqüilo. Escutei sua voz, como se você estivesse aqui do meu lado, fazendo a mesma velha pergunta “como vai a escola?”. Vô, a escola vai bem, minha vida vai bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes eu me lembro de chorar a sua falta, porém muitas outras, eu me lembro de sorrir porque você sempre gostou do som da minha risada. Eu não tive tempo de sorrir bonito pra ti uma última vez, vô. E isso me mata todos os dias, todas as noites quando meu sono não vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, ainda não tive coragem de voltar na sua casa, vô. Não tive. Porque ela sem você não tem sentido. É como querer escrever e não ter uma caneta ou um lápis. É como escutar música e não ter um rádio. Ir lá e não te ver é a solidão se sentando ao meu lado, as lágrimas me dominando. É a saudade irreversível gritando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus passos ainda estão rangendo a madeira do corredor, suas malas ainda estão feitas do lado da porta. Meus braços ainda estão abertos te esperando, para um último encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Minha eterna maneira de escorrer sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 11 de abril de 2010. 19:18&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3535579008674289324?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3535579008674289324/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3535579008674289324' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3535579008674289324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3535579008674289324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/04/seus-passos-arrastados.html' title='Seus passos arrastados.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-1234446951317520248</id><published>2010-03-25T18:41:00.001-03:00</published><updated>2010-03-25T18:41:51.941-03:00</updated><title type='text'>No cor-de-rosa.</title><content type='html'>Ela deitou sua cabeça no travesseiro e sentiu aquele cheirinho. Aquele perfume encantador que ao mesmo tempo fascinava e confundia. Era estranho sentir aquele cheiro e sentir penetrar em sua mente mil tipos diferentes de pensamentos, mais estranho ainda era que todos eles eram bons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo estava se colorindo aos poucos e o preto no branco, tão clichê em sua vida, estava se tornando um pouco esquecido. Começou a ficar horas a fio, não mais pensando sobre o que fazer, mas sim, sobre o que viver, aonde ir, o que falar. Se desgastou no encanto e deixava se desgastar ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava se renovando. Renovando pequenos detalhes, que havia esquecido que eram necessários. Passou a fazer de cada beijo e abraço, uma urgência. Deixou fazer da vontade de ver, uma ansiedade para o tempo passar rápido, mas também, para fazê-lo andar de vagar, para poder se deliciar no desejo de querer um novo encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o relógio girava ou não, pouco importava. Se contentava em admirar as estrelas e esperar o celular tocar, numa espera de sorrisos discretos e talvez fizesse o olhar brilhar um pouco mais ou simplesmente, torná-lo mais hipnotizante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipnotizante, no entanto, era aquele cheirinho. Aquele perfume encantador, que lhe trazia algo bom. Algo vivo. Algum suspiro gelado, refrescando a sua vida. Dando vida novamente a um coração quebrado tantas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 25 de março de 2010. 18:36&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-1234446951317520248?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/1234446951317520248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=1234446951317520248' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1234446951317520248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1234446951317520248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/03/no-cor-de-rosa.html' title='No cor-de-rosa.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6334733163871312193</id><published>2010-03-22T22:25:00.001-03:00</published><updated>2010-03-22T22:28:13.384-03:00</updated><title type='text'>O pouco que nos sobra.</title><content type='html'>Talvez fosse para restar pouco tempo mesmo, tão pouco que não tivéssemos tempo de sorrir uma última vez. Ou talvez houvéssemos tempo, mas não olhamos para trás, pois temos esses costumes de achar que olhar para trás é perda de tempo. Mas quem sabe não seja, não quando se é para dar um último sorriso. Mandar um último beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que o tempo voa demais e o deixamos escorrer por nossas mãos, como areia quando a pegamos em dias de vento. E o tempo não pode ser o nosso amigo, caso fosse não teria graça, não veríamos graça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é para se esquecer e não para ser contado no relógio e nem no calendário. O tempo foi feito para ir embora, rápido ou devagar, porém para fugir de nós. Para deixar o último dia acontecer, para despedidas chegarem com datas não marcadas. Para até mesmo nos arrependermos de não termos dado um último abraço, dado um último beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos despedimos das vidas que já foram e das saudades que chegaram, culpamos o tempo por não termos tido tempo de ter dado um último adeus. Ter escutado o último suspiro. Culpamos o tempo por não ter esperado um pouco mais, para termos segurado a mão e falado um último “eu te amo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo nos rouba horas, segundos. Nos rouba vida. Nos deixa admirar o horizonte, como se algo pudesse aparecer, como se desse para trazer momentos passados ou simplesmente nos trazer mais tempo. Mais tempo para o horizonte que teremos a seguir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, não é esse o conselho sempre tão bem dado? Deixar os olhos no horizonte. Então me deixe admirá-lo e deixe acreditar que trará mais tempo. Mais tempo para amar, me despedir... Mais tempo para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 22 de março de 2010. 22:25&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6334733163871312193?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6334733163871312193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6334733163871312193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6334733163871312193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6334733163871312193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/03/o-pouco-que-nos-sobra.html' title='O pouco que nos sobra.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-847533042654968492</id><published>2010-03-20T20:47:00.000-03:00</published><updated>2010-03-20T20:48:23.099-03:00</updated><title type='text'>Pequeno impróprio.</title><content type='html'>Mas talvez o que fosse extremamente difícil era a maneira como ela se esquecia. Se esquecia nos olhos dele, na sua voz e nos seus abraços. Ela conseguia se esquecer até mesmo no seu esquecimento. Por mais que tentasse, era mais fácil sumir ou simplesmente deixar. Deixar a vida andar, o amor passar, a dor cicatrizar. Era mais fácil se perder nos olhos que viviam se desviando dos dela, do que encarar que em sua mão havia o seu coração devolvido, com apenas três palavras "não me siga".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 20 de março de 2010. 20:48&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-847533042654968492?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/847533042654968492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=847533042654968492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/847533042654968492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/847533042654968492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/03/pequeno-improprio.html' title='Pequeno impróprio.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2563051888728589675</id><published>2010-03-06T17:18:00.002-03:00</published><updated>2010-03-06T17:21:17.375-03:00</updated><title type='text'>Desabafo de alguém irritada.</title><content type='html'>Me dei um tempo agora. Quarenta minutos para escrever sobre alguma coisa que tem me perseguido. Tenho exatos quarenta minutos para despejar cor ou sangue, numa folha de papel virtual, enquanto a tinta no meu cabelo faz efeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um dos problemas de querer virar ruiva artificialmente, a cada vinte dias lá vou eu passar a tal tinta no cabelo. E quando paro para pensar, a cada retoque que dou nos meus cabelos artificialmente ruivos, alguma coisa na minha vida mudou. Qualquer coisa, de vez em quando importante e outras não, mas sempre mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando paro para pensar, observo que aventuras ou desventuras me cercam a cada vinte dias ou um mês. Reparo que dentre este período de tempo eu cometo erros ou acertos, muitas vezes até mesmo os dois. Encontro uma pessoa e daí, quando já fiz mil planos, eu a desencontro. Aí, me sobra qualquer mesa de bar e uma cerveja bem gelada para compensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, comecei a deixar de contar segundos e passei a contar as horas. Hoje, por incrível que pareça, não consigo tempo para fazer tudo o que eu gostaria, num só dia. Mas talvez eu não ache esse tempo, porque eu perco tempo demais. Perco tempo com nada a fazer, nada a assistir ou chorando o passado, de vez em quando, até mesmo voltando ao passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, de onde tiraram que “voltar” ao passado é algo bom? Acho que me tornei muito dura e passei a acreditar que temos de seguir em frente. Nada dessa baboseira de voltar atrás, de pensar de novo. O que está feito está feito e isso não cabe a ninguém, apenas a nós. Voltar aos sentimentos, relacionamentos, momentos, vidas! Voltar ao passado é algo para fugir do futuro, do seguir em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, acho que meu amigo tinha razão, ao dizer que não adianta olhar velhas cartas, pois são janelas do passado e temos de nos manter focados no futuro. Esse era o principio do meu intercâmbio, por exemplo. Olhar para frente, ao invés de deixar o passado nos tomar. O passado já foi e lá ficou, sabemos que lá ficou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez por isso, hoje, eu queira ir para frente. Retomar um caminho não é mais o apropriado para mim. Quero algo novo, totalmente novo, como eu já havia feito um tempo atrás. Correr atrás de algo que se encaixe a mim e aos meus objetivos de vida. Cansei de brincar de viver e achar que assim está bom, quando não está. Quero algo a mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, de nada adianta querer voltar ao passado, pois mesmo que o consiga fazer, o passado no presente, jamais será a mesma coisa que um dia foi. As coisas sempre mudam, sempre. Mesmo quando queremos que continuem iguais. &lt;br /&gt;E veja só, lá se foram meus quarentas minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 6 de março de 2010. 17:12&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2563051888728589675?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2563051888728589675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2563051888728589675' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2563051888728589675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2563051888728589675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/03/desabafo-de-alguem-irritada.html' title='Desabafo de alguém irritada.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6964877010091425714</id><published>2010-03-04T22:32:00.000-03:00</published><updated>2010-03-04T22:35:41.166-03:00</updated><title type='text'>Sobre qualquer coisa.</title><content type='html'>O dia já amanhece nublado, nessa rotina cansativa de olhos molhados. Toda cor do mundo transforma a vida em preto e branco, sem chances nem para o cinza. Acho que é cansaço da mesma porta abrindo e fechando, fazendo um barulho assustador, que já acostumou. Tanto faz, agora não importa mais, já virou rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rotina remendar o coração e fugir logo depois de tantos erros. Rotina começar de novo, achando que o ponto zero é o melhor jeito de se ter novas coisas. Falta de força de vontade, que se aloja logo ao lado, toda vez que os olhos cansados proclamam trégua com a realidade e insistem em me levar ao mundo dos sonhos. Ao meu paraíso, escrito por mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inundação do passado e medo do presente, é esperança em vão do futuro. Águas passadas capazes de cessar os fogos de hoje, capazes de afogar sonhos. É nesse amor de solidão que se aproxima, que traz o céu ainda mais para longe. Que faz com que estrelas não cantem ao anoitecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansa a caneta, joga tudo na gaveta e passa a chave. Deixa escorrer sangue e água, mas não deixa afogar-se neles. Faz-me pensar sobre o amor... Amor? Que amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 4 de março de 2010. 22:29.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6964877010091425714?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6964877010091425714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6964877010091425714' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6964877010091425714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6964877010091425714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/03/sobre-qualquer-coisa.html' title='Sobre qualquer coisa.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5891853965078467035</id><published>2010-02-15T22:53:00.002-02:00</published><updated>2010-02-19T10:13:49.078-02:00</updated><title type='text'>Abram o paraíso, meu avô está chegando.</title><content type='html'>Poxa vô, não, te chamarei de dido, como a minha vida inteira te chamei. Dido, vô em ucraniano. Poxa dido, como você tá, hein? Você estava me esperando, né? Era por isso que você queria tanto que eu voltasse, porque você queria me ver uma última vez. Mesmo que eu tenha quebrado a promessa do “volto semana que vem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah dido, nunca tive coragem de te ver no hospital. Era dolorosa a idéia de ver meu guerreiro, ali, beirando ao paraíso. Acho que nunca imaginei que o senhor, meu guerreiro, iria perder uma batalha. Você era tão invencível, dido! Cheio de vida, mesmo quando as coisas não iam tão bem. Quando seu pulmão já estava machucado e seus problemas se aconchegavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah dido, eu me lembro da sua voz grossa, perguntando como estou. Dos seus abraços fortes, que sempre me acolhiam, dos almoços de domingo, que você insistia sempre em ter uma boa carne e ter aquelas músicas gaúchas horrorosas. Das vezes que o senhor gostava de beber demais. E como você gostava de uma cervejinha aos domingos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro dos passos arrastados pelo chão de madeira na sua casa. Casa que você construiu com as suas próprias mãos, quando mais novo. Eu me lembro do Jornal Nacional que assistia antes de dormir e que você quase dormia assistindo. Ah dido, eu lembro que você acordava tão cedo e nunca fazia barulho, quando eu dormia na sala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah meu dido, meu guerreiro. Ontem eu fiquei horas a fio chorando no seu paiol. Estava tudo exatamente do jeitinho que você deixou. Sem nenhuma mudança. Como se tudo ali, estivesse simplesmente te esperando, para terminar o armário que estava fazendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sentei naquela sua cadeira e fiquei olhando o nada, conversando em voz alta contigo. Dido, eu nem sei se você escutou, mas eu conversei. Perguntei tantas vezes porque você foi embora tão cedo! E você queria tanto que eu voltasse da Itália, dido. Aí, eu resolvi voltar e lá no fundo, era por ti! Você me esperou, né dido? Você só queria que eu voltasse, para aí partir.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Você quis se despedir, dido. Eu sei. Você me deu um último abraço forte, ah se eu soubesse que seria o último eu teria ficado um pouco mais. Pedido um café e feito você e a baba me contarem suas histórias, sobre a nossa família ucraniana. Eu teria pedido para você me ensinar algo mais, do que só baba e dido em ucraniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah dido, se você soubesse a falta que está me fazendo! Cada centímetro do meu corpo está doendo e meus choros se misturam com fajutas tentativas de gargalhar. Volta meu guerreiro, volta pra mim. Eu sinto a sua falta. A vida descoloriu, perdeu a graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que ainda não acredito, sabe dido? Não acredito que você foi embora. E eu não pude nem me despedir. Fiquei com tanto medo de te ver deitado, incapacitado numa cama de hospital. Eu nunca tive a chance de perguntar se eles te tratavam como rei, assim como o senhor é. E você tinha até feito as malas para voltar para casa, né dido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque me deixou, hein? Eu tô com saudade. Saudade de você me ensinar a martelar e a serrar uma madeira e de você sempre comer com o prato fundo e colher. Estou com saudades de te ver, ao chegar à casa sua e da baba, sentado na mesma velha cadeira, fumando seus cigarros. Entrando, no final da tarde, apenas para tomar o café e comer o pão, que a baba fazia com tanto carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou te procurando tanto em cada canto, mas eu não te acho! E o lugar onde mais eu te encontrei, foi no paiol. Eu me despedi do senhor lá, dido. Foi lá. Sei que entre choros e risadas, será lá que eu irei te encontrar, sempre que eu quiser. Lá é onde o senhor vai estar. É lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah dido, se eu pudesse ter dito a ti que eu te amo, uma última vez. Só isso. Eu não quis te dizer isso, ao te ver ali, imóvel. Sem poder me olhar, sem nem saber que eu estava ali. Dido, você foi grande e sei que algo lá em cima está cuidado de ti, eu sei! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que eu não acredite em Deus, você acreditava e a baba disse que Deus é grande e sabe o que faz. E se para você ele existia, eu sei que ele tá te protegendo e te dando todo o paraíso que você sempre mereceu. Espero que cuidem de ti, dido. Mais tarde a gente se encontra, eu sei que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu te amo muito dido e será difícil sem você. Já está sendo. Eu te amo além do muito, te amo mais que o incompreensível. Não me deixe, tá dido? Não me deixe jamais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Meu guerreiro largou a espada e saudade foi o que deixou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14 de fevereiro de 2010, meu guerreiro, meu dido descansou em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5891853965078467035?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5891853965078467035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5891853965078467035' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5891853965078467035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5891853965078467035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/02/abram-o-paraiso-meu-avo-esta-chegando.html' title='Abram o paraíso, meu avô está chegando.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4350884119036050079</id><published>2010-02-12T02:50:00.000-02:00</published><updated>2010-02-12T02:51:14.434-02:00</updated><title type='text'>Perdi o dom da escrita, por enquanto.</title><content type='html'>Perdi o dom de escrever, assim como perdi o dom de dormir nas madrugadas. Perdi o dom de escutar risadas e daí escrever sobre elas. Sobre o som, sobre o mundo que se colore ao efeito de uma única pessoa, uma única voz. Um único sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho trocado enormes xícaras de café, por enormes taças de sorvete. E cada vez mais, tenho perdido a fome durante o dia, junto com a vontade de sair. De vez em quando deduzo que esse sol me entedie ou talvez esse calor simplesmente me faça ter vontade de ficar. Ficar e respirar um pouco, ficar e respirar quase nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que eu tenho perdido o dom de transformar sentimentos em palavras. Estou me sentindo trancada, sufocada. Sem inspiração! O que seria a maior mentira que eu poderia contar, visto que minha inspiração tem sido cada vez mais frenética. Mas acho que troquei as palavras, por cores numa tela branca. Por azuis, vermelhos e laranjas. Por roxos e amarelos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço a porta batendo e lá vou eu atender de novo e novamente, meu sorriso não se abre e nem sinto cheiro de rosas novas. Novamente não é ninguém interessante, assim como nunca tem nada na televisão, ultimamente nada tem batido na porta. Assim me abrigo nessa casa faz uma semana, exatamente. Parece mais fácil, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fácil do que, eu gostaria de saber. Andar de pijama o dia inteiro e devorar livros, com tal voracidade que até ganho da minha irmã. Engolir programas de televisão e filmes esquecidos, até então, na prateleira. Molhar os olhos com tempestades de lágrimas ao ler velhas cartas, velhos textos. E toda madrugada perder o sono, simplesmente por perder. Simplesmente por não querer dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando eu fecho os olhos, ah! Quando eu fecho os olhos, eu tenho aquele mundo inteiro aqui comigo, todas aquelas risadas, aquelas vozes. Quando eu fecho os olhos, o mundo inteiro pára e me alucino dentro dos meus próprios sonhos. E quando o sono vai embora e eu volto a realidade, apenas pego novamente aquela caneta e aquele papel, para fazer listas e roteiros, de todas aquelas viagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já não sei escrever, perdi o dom, porque a inspiração continua aqui. Só esqueci como se coloca palavras atrás de palavras. E quer saber, não vou mais tentar ficar aqui por hoje, vou ali do lado, acabei de me lembrar de um filme de terror pra assistir e quero anotar o nome antes de me esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 12 de fevereiro de 2010. 2:49 am.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4350884119036050079?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4350884119036050079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4350884119036050079' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4350884119036050079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4350884119036050079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/02/perdi-o-dom-da-escrita-por-enquanto.html' title='Perdi o dom da escrita, por enquanto.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-163271871557837285</id><published>2010-02-03T03:17:00.001-02:00</published><updated>2010-02-03T03:20:54.707-02:00</updated><title type='text'>Todos nós precisamos de amor.</title><content type='html'>Os inimigos da solidão teimam tanto em não serem sozinhos, que procuram sempre serem rodeados de pessoas, de risadas. Procuram tanto, que nunca encontram e no meio de uma multidão absurda, se sentem sozinhos. É como se nada bastasse – e talvez, isso fosse verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intrigante noite estrelada, encantada eu diria. E esse calor insuportável não vai embora, não quer ir. É o aquecimento global – diriam os bons curitibanos. Eu concordaria, mas acrescentaria dizendo que é também a solidão. Solidão dos infelizes, dos solitários. Dos buscadores de felicidade alguma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não há ninguém para dividir um sorvete ou caminhar na praia, deixando as ondas baterem nos pés. Não há ninguém capaz de dividir uma cama, numa noite de extremo calor. Mas é fato, é preciso haver calor, para gostar do frio. De estar longe, para começar a gosta de casa. Precisa ir embora, para querer voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a solidão, assim como qualquer sentimento, é como um ventilador. Você o deixa ligado, faz aquela brisa e quem sabe, até acaba abafando ainda mais o quarto. Porém, um belo dia, você o desliga. Aí a brisa vai embora, deixando o calor do dia te sufocar ou o frescor da noite te acalmar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erramos tanto, que acabamos pensando que ser sozinho é a melhor. Mas espera, melhor para que mesmo? Somos tão egoístas a ponto de querer serenidade, tranqüilidade e apenas em nós? Podemos não precisar da solidão, podemos não precisar ter medo do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, podemos não ligar o ventilador numa noite fresca, e apontá-lo diretamente para a janela, deixando o quarto abafado, ao fazê-lo afastar o novo ar. Podemos desligá-lo e deixar o frescor entrar, dormir olhando para a lua. Podemos não nos importar se amanhã será como esperamos ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisamos ser sozinhos, para sermos mais feliz. Precisamos de alguém, que nos apóie, que converse sobre qualquer coisa. Precisamos de mais magia, de mais filmes e mais músicas. De dançar a noite inteira e deixar a perna doer no dia seguinte. Precisamos de amor, mesmo que a sua forma de amar, seja a mais complicada possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 3 de fevereiro de 2010. 3:14&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-163271871557837285?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/163271871557837285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=163271871557837285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/163271871557837285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/163271871557837285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/02/todos-nos-precisamos-de-amor.html' title='Todos nós precisamos de amor.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2769265293198255388</id><published>2010-01-19T23:25:00.001-02:00</published><updated>2010-01-19T23:29:57.402-02:00</updated><title type='text'>Eram os mesmos cheiros.</title><content type='html'>Nem esperou até todos saírem do carro, simplesmente saiu correndo. Não queria paciência numa hora daquelas. Já havia esperado muito tempo! Queria ir depressa, correr como o vento. Queria abrir aquela porta... Queria estar em casa. E correu, ultrapassando todos os degraus que via na sua frente. Foi correndo e deu de cara com aquela porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que nem pensou, rodou a chave, encostou a porta e passou correndo. Entrou no quarto, o quarto tão esperado. Estava tudo ali, no mesmo lugar. Nada tinha mudado, talvez algumas coisas mais organizadas, mas ainda era o mesmo quarto. Aquele quarto cheio de coisas, onde sempre conseguia mais espaço. Sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava tudo em ordem, finalmente. Nem pensar conseguia. Queria rir, contar, conversar. Queria ter tudo o que não teve nos últimos dias. Fez todos irem, mas também fez todos voltarem mais tarde, só para vê-la. Era saudade, de tudo aquilo. Daquele mundo que ela tinha deixado de lado algum tempo. Era saudade, nossa, que saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirava fundo e seus olhos estavam cansados, cansados de sono, de preguiça. Mas não precisava dormir, precisava ver tantas coisas, mas tantas. Precisava daquele ar, daquela confusão. Precisava deles e não queria perder um segundo, não! Não podia!&lt;br /&gt;Contemplou a vida, que de novo, manifestava em seu corpo. Contemplou a saudade, indo embora, toda atrapalhada, ao ver os sorrisos, com todos eles. Era um alivio inexplicável, era a melhor coisa, depois que veio a pior. O melhor tempo, depois daqueles meses, foi estar ali, com eles. Sentir aquela bagunça, aquele lugar apertado. Aquela vontade de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foi abrindo a janela, quando já era de noite, e contemplando aquela mesma visão que tinha visto a sua vida inteira, que ocorreu o seguinte pensamento: “nossa, eu estou em casa." Falou olhando para dentro do quarto, onde ao seu lado, estava um garoto que a admirava – ou apenas a olhava. Mas olhava com um sorriso gentil, carinhoso. “É sim, está em casa”, fazendo com que ela pulasse em seus braços, o derrubando na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, ela finalmente estava em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 19 de janeiro de 2010. 23:24&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2769265293198255388?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2769265293198255388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2769265293198255388' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2769265293198255388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2769265293198255388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/01/eram-os-mesmos-cheiros.html' title='Eram os mesmos cheiros.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-245905464170573228</id><published>2010-01-06T17:53:00.001-02:00</published><updated>2010-04-13T00:06:52.555-03:00</updated><title type='text'>Vira o ano vai, tem problema não.</title><content type='html'>Mudou o tema – ou talvez apenas alterado alguns detalhes. Deixei os desejos de lado, porque eles não se realizam como pensamos. Joguei pro lado as esperanças e agora, o que me encontrar simplesmente me encontrou. Os dias mesclam entre rápido e devagar, mas eu sei muito bem que daqui a pouco, o ano vai acabar de novo. De novo, cansamos dos mesmos dias repetidos, das mesmas histórias doloridas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o colorido, cadê?! Ichi, esse eu deixei em casa! Não trouxe para cá não, porque trazer daria perigo pra se tornar preto e branco. Resisti até as doenças de saudades! Onde o pensamento fica fraco e a gente só quer dormir, onde qualquer gripe vira coisa forte. Porque quando se tem saudade, você vira fraco. Dolorido. Você vira cansado da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os meses não cansaram de passar e foram escorrendo igual a leite derramado. Assim como as horas gostavam de passar devagar, só para desfilar no relógio. Desfilar agonia de estar tão longe de casa. Mas o ano não cansou e foi andando, foi andando. Quando menos eu esperava, o fim gostava de vir se apresentar, só para dizer que estava chegando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vinha com um deslumbre só! Trouxe neve, sorriso e novidades. O fim trouxe até mais saudade, porém dessa vez, seria saudade das pequenas coisas que eu vou deixar aqui. O fim trouxe sorriso, sinceridade. O fim conseguiu até mesmo, trazer alguma tranqüilidade. Ah, tranqüilidade gostosa dos dias. Últimos dias de um ano complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou colorindo, no preto e no branco, alguma cor – mesmo que discreta. Trouxe um pouco de calor pro coração gelado e até mesmo esperança, pra desesperada. O ano nasceu sorrindo pra mim, no meio do frio. Trouxe surpresas, não do mundo, mas de mim mesma. O ano nasceu manhoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez, quis ver o sol do verão nascendo. Um calor de colocar um vestido e ir caminhar, sem hora pra voltar. Olhar pro céu azul e sentir o bom e velho calor brasileiro, fazendo eu me sentir em casa. Ah, esse ar frio europeu cansa, mas cansa! Não sabe como cansa. E a neve é linda, deixando tudo branco, as placas nas ruas parecerem pequenas. Mas a neve escorrega e é difícil andar nela, quando ninguém esta por perto pra te segurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente corre pra se esconder, mas quando se esconde, pergunta por que se escondeu. Porque se esconder da vida, não vale a pena. Tem mais é que abraçá-la, vive-la. E afinal, nenhuma lágrima é assim inútil, que por cada lágrima que derrubamos algo de bom nos espera. É simples, é a física da vida, sem cálculos e derivados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmancha meu sorriso, vai. Pode desmanchar, eu não me importo! O ano veio sorrindo pra mim, porque eu quis ver o sorriso vindo dele! Então desmancha, faz chorar. Mas algo maior, sempre nos espera. Outros sonhos virão, outras realizações virão. A vida continua!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 5 de janeiro de 2010. 20:52&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-245905464170573228?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/245905464170573228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=245905464170573228' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/245905464170573228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/245905464170573228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2010/01/vira-o-ano-vai-tem-problema-nao.html' title='Vira o ano vai, tem problema não.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6443414193079697636</id><published>2009-12-27T16:59:00.001-02:00</published><updated>2009-12-27T17:03:30.411-02:00</updated><title type='text'>Passei vermelho, arrumei as malas.</title><content type='html'>Passei vermelho. Vermelho sangue, vermelho paixão. Vermelho, em minhas unhas. Liguei o som, deixei as músicas nostálgicas me invadirem. Deixei a saudade apertar, os pensamentos rodarem. Deixei o vazio fluir, dominar o quarto frio e mal iluminado. Deixei a mala pronta, ao lado da porta. Como se fosse escapar ou como se eu esperasse um salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salvador? Salvador do que? Um salvador do mundo, do meu mundo! Mas essa noite fará muito frio e ele não vai poder vir me buscar. Ele perdeu o avião e acabará perdendo o trem, acabará me deixando a esperar. Já até fechei a janela, que não quero olhar pra fora, não quero olhar a não-vinda. Mandei um beijo pelo vento, espero que te encontre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã eu tô saindo, abrindo a porta. Escapando, ou seria apenas, passeando? Já nem sei mais o que faço. Deixei minha melhor roupa, para usar na última noite do ano. Deixei segredos, aqui nessa casa. Deixei desejos. Vou mudar, parar de caminhar tão tolamente. Hein, sorriso, cadê você mesmo? Acho que eu te deixei em casa ou você já está dentro da mala? A mala que já tá feita, até com cadeado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aqui tá frio, mas a neve não volta. Neva, neve. Neva!  Aqui não chora, mas também não sorri. E tô me preparando para essa próxima semana. Hoje eu me fiz bonita e deixei minhas unhas vermelhas. Fiz com cuidado e o esmalte não quer secar. É vermelho sangue ou será que é sangue? Passei sangue sobre as unhas, deixei secar. Vê se pode, menina comportada, falando de sangue sobre as unhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu matei algo. Matei minha vontade. Agora do que? Não me pergunte! Sou criminosa, me leve pra cadeia, pode me levar. Mas antes, me leve até em casa. Quero dar um abraço nos meus pais e na minha irmã, preciso ver meus amigos e beijar a testa do meu melhor. Deixa eu abraçar ele, bem apertado. Mas ele? Quem é ele? Não sei! Mas deixa abraçar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assassinei a vontade e agora escuto vozes irritantes, ácidas, ardidas. Dolorosas. Essas vozes rasgam, rasgam mesmo! Rasgaram a carne, fizeram sangrar. Foi aí, que pintei as unhas. É, deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vou passar o ano novo longe daqui. Tão longe, que não posso nem acreditar! É por isso que a mala está na porta. Porém, a mala da porta é outra. A mala da porta é pra voltar pra casa, tá tudo o que não me serve mais. Mas não sei por que eu a coloquei ao lado da porta. Deve ser porque assim, qualquer coisa, é mais fácil de fugir. Mesmo se ninguém vier me buscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que ninguém vem me buscar, moço. Eu tenho de ir embora sozinha. Só me falaram “vem”, mas eu to sozinha até chegar em casa. Ruim, né não? Mas não me importo, moço. Já estou sozinha faz alguns meses e voltar pra casa sozinha é até bom. Estou morrendo de vontade de abraçar todos, assim que eu sair daquele avião! Que eu não vou fazer como ele e não vou perder, moço. Eu chego pro almoço, me esperem! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha só, estou morrendo de vontade. Isso não me faz mais de mim uma assassina, mas sim um refém. Já que sou refém, então venham me buscar. Estou querendo chegar logo em casa. É que eu já perdi o Natal e vou perder o Ano Novo, então me levem de volta, a tempo de ver o Carnaval. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As malas já estão na porta, pode vir sem avisar. Que já estou sentada na cama, esperando alguém me chamar, mas vem logo, que a parede branca tem me deixado com sono e meu esmalte já está seco, então não tem problema de estragar. Vem? Pode vir, eu levo as malas até o portão, não precisa nem entrar. Não vou nem pular a janela, que eu não estou escapando de nada. Eu já deixei as malas me esperando na porta...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 27 de dezembro de 2009. 19:19&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6443414193079697636?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6443414193079697636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6443414193079697636' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6443414193079697636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6443414193079697636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/12/passei-vermelho-arrumei-as-malas.html' title='Passei vermelho, arrumei as malas.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-447209306026414875</id><published>2009-12-13T18:56:00.001-02:00</published><updated>2010-04-13T00:15:29.100-03:00</updated><title type='text'>Entre o coração e as estrelas.</title><content type='html'>Tem esse frio, que tem me atormentado tanto. Me fazendo querer ficar embaixo das cobertas e ver um filme qualquer. Aí me lembro que não estou em casa, que as cobertas não são assim quentes e não tenho uma televisão de frente a minha cama, para se gastar um domingo frio de inverno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas mãos têm ressecado e meu rosto não resiste mais ao frio. Eu tenho congelado e mesmo assim, me fazem caminhar para aquele inferno todas as manhãs. Inferno, diga-se de passagem, que é uma perna de tempo. Uma perda do meu tempo glorioso. Ah, glorioso tempo que eu tenho perdido por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não me chame de ingrata, oras! Era meu sonho, era minha vontade maior! Cruzar esse oceano, vir em busca de aventuras, de paisagens que pensei nunca ver! Andar tão longe e tão sozinha, conhecer sobre o mundo... Sobre mim! Arrancar o coração diversas vezes, para tentar manter a saudade sã. E eu queria tanto pegar logo o primeiro avião, chorar horrores na despedida! E não dizer adeus, mas sim um “até logo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ousadia ou talvez burrice, abusei da minha coragem. Fiz as malas e vim! Vim em busca de todo aquele sonho. E vim em busca de dias mais ensolarados, de pessoas especiais. Eu vim buscar uma vida temporária, diferente de toda aquela que procurei viver durante 17 longos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vim a procura de amor e de olhares curiosos. Vim a procura de fotografias fantásticas, de histórias extraordinárias. Eu vim a procura de mim, que algum dia na minha vida, deixei em qualquer banco de uma praça. Eu cruzei o oceano, com horas de vôo, para encontrar a mim tão longe de casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O decepcionante foi chegar aqui, onde tudo é mais bonito e receber uma ligação de casa. Era eu mesma, dizendo que eu estava lá. Que fugir não fora a melhor opção. Que para encontrar a si mesmo, não é necessário fugir pelo mundo, mas sim, fugir na sua própria casa, na sua própria vida. Que quando você pensa que se perdeu, é porque você não se enxergou direito no espelho e não viu sua imagem refletida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece, que quando está tão longe de casa, enfrentando um frio glacial e uma saudade sufocante, você se põe a pensar e descobre que a perda nunca foi em outro país, em outra casa ou outra vida. Que você é capaz de se perder em si mesmo e não precisa ir muito mais longe do que a padaria na esquina, para se encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, a sua sombra te persegue pelo resto da sua vida. Você nunca vai a perder. O sol pode não nascer e a lua estar escondida atrás de nuvens, mas basta acender uma mínima luz e já se pode ver a sombra, grudada a ti. Mas para isso, precisa acender a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não adianta perguntar que luz será essa. De vez em quando é fácil encontrar, outras vezes difícil. Muitas vezes na vida, a tal luz, é apenas um motivo para se seguir em frente e infelizmente, você só descobre essa luz, quando você a perde. Porque é assim. A morte das coisas precisa bater na porta, para você entender o valor daquilo que existiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ousadia ou não, cruzei um oceano e me arrependo honestamente de ter precisado ir tão longe,  só para ver o valor das coisas que eu tenho na vida. Das pessoas. Apesar de meu orgulho não deixar admitir, também não é de meu agrado, ter de ter cruzado esse feroz oceano, para descobrir o meu limite, que afinal, chegou ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enfim, não há um dia que eu não olhe o céu, a procura de estrelas que me levem pra casa, de qualquer maneira. Onde é sempre quentinho e sempre tenho o que eu preciso pra sobreviver. Mas todas as noites, antes de dormir, suspiro uma saudade diferente. Que só voltando pra casa para se concertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perda, essa saudade. Perda do que deixei para trás e hoje quero voltar correndo. Que os suspiros têm doido e as estrelas já não sabem mais me levar pra casa. E esse inverno rigoroso, tem machucado as minhas mãos, ao ressecá-las. Meu coração tem sentido a ausência de cada um. Silêncio doloroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nem sequer uma alma viva que possa salvar. E os chocolates são inúteis, uma vez que eles acabam rápido demais. Eu suspiro vida, uma vida de saudade. Meu coração se lamenta e as estrelas se desculpam. Só guardo essa vontade irracional de fazer as gordas malas e voltar pra casa. Contar que convivi com demônios, mas eles, meus anjos, me salvaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é, eu vim em busca de algo maior e descobri que meu maior, esta em casa. Que eu posso percorrer o mundo e conhecer lugares extraordinários. Mas ninguém sobrevive de saudade e não existe lugar como a nossa casa. Das coisas mais marcantes que eu aprendi, é a mesma coisa que esta escrita no titulo de um livro qualquer “tra Il cuore e le estelle”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 13 de dezembro de 2009. 21:49.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-447209306026414875?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/447209306026414875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=447209306026414875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/447209306026414875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/447209306026414875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/12/entre-o-coracao-e-as-estrelas.html' title='Entre o coração e as estrelas.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-1057474285491116263</id><published>2009-12-02T18:18:00.001-02:00</published><updated>2009-12-02T18:21:12.029-02:00</updated><title type='text'>Não me faça mais ficar. Só isso.</title><content type='html'>Acho que eu procurei demais sorrir. Procurei tanto, que encontrei qualquer tipo de sorriso, qualquer tipo de máscara, mas nenhuma que eu deveria realmente usar. Encontrei tanto deles em mim, que de mim, não encontrei nada. Talvez eu tenha encontrado um bilhete de “volto logo” que eu escrevi antes de vir e deixei sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual eram os sinônimos que eu queria usar? Porque eu já nem lembro se eu gostaria de usar palavras aqui. Não sou mais capaz de escrever, pois eu sou realmente cansada. Cansada do mundo e de mim. O sol não me esquenta mais, é um pouco inútil, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amorteça minha queda, que eu estou caindo de muito alto. Andei sem olhar pra onde andava, porque já não tinha mais como procurar chão, uma vez que comecei a andar sobre nuvens. Mas e agora? As nuvens sumiram, choveram. E eu fiquei a cair, mas meu chão não chega e eu não sei voar, ninguém nunca me ensinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então faz assim, fecha a porta e vem me buscar. Mas não passa a chave, porque não quero ficar esperando a porta se abrir, quero correr pra minha vida novamente. Faz assim, corre e pega a minha mão, mas não larga mais, por favor! Que a vida tá difícil e sei que longe, fica mais difícil ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho mais medo de encarar a verdade quando eu voltar, porque agora eu tenho sede de construir meu mundo. Meu mundo inteiro, com todos ou nenhum. Mas que venham e façam valer a pena, todos os que vierem. Que olha só, eu preciso voltar, encarar a minha vida. Eu já tinha que aprender tudo o que eu podia. Só me resta fazer as malas e voltar. Nada vai me prender aqui, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz assim, faz. Vem me buscar e antes de voltarmos, senta do meu lado e vamos olhar o sol se pondo, uma ultima vez, nessa terra tão distante de casa. Mas enquanto isso, não solta minha mão, não solta nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 2 de dezembro de 2009. 21:14&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-1057474285491116263?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/1057474285491116263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=1057474285491116263' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1057474285491116263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1057474285491116263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/12/nao-me-faca-mais-ficar-so-isso.html' title='Não me faça mais ficar. Só isso.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-79832100742000232</id><published>2009-11-25T13:51:00.001-02:00</published><updated>2009-11-25T13:53:33.416-02:00</updated><title type='text'>Não há mais nada na parede, amor.</title><content type='html'>Entrou na casa, acendeu e luz e admirou o interior. Foi em direção a parede da frente e com a maior raiva do mundo rasgou aquelas fotos, rasgou tudo. Deixou tudo em pedaços. Quando terminou, encarou a parede aos pedaços e a sujeira ao redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Amanhã eu arrumo... Talvez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até a cozinha, preparou qualquer drink extremamente forte. Na sala, colocou qualquer vinil que encontrou, qualquer coisa hipnotizante, como Pink Floyd. &lt;br /&gt;- Ainda bem que um dia minha mãe me presenteou com essa vitrola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se jogou no sofá de frente a parede toda rasgada. Não se via nem se quer mais nenhuma foto inteira. Ela não entendia porque tinha feito aquilo, mas fez. Era ótimo ver tudo aquilo rasgado, ver tudo aquilo no chão. Na parede até conseguia ver aquele papel de parede horrível, com dizeres terríveis, de quando haviam comprado o apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava amarga. Amarga como a vida havia lhe deixado. Era amarga, azeda. Era um remédio impossível de se tomar.  A vida colocou tanto contras na sua vida, que ela nunca mais lembrou que existem os a favores também. Não existia. Era tudo destruição, era tudo movimento contrário que andava contra a maré. O amor não existia. Afinal, quem era esse tal de Amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era enjoativo olhar para a parede desgastada, tanto que, depois de vinte minutos contemplando seu trabalho, ela virou o sofá para a porta. Se deitou novamente e começou a encarar o teto, que aos poucos virava uma escuridão impossível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A noite tá chegando... – encarando por alguns minutos a janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teto era incrível de se admirar. Fazia sua cabeça pensar em mil coisas. Mas qualquer pequena coisa, a levava para o tal do Amor. Ela queria o conhecer, porque ela sempre só conhecia os falsos. As fantasias, ela já estava cansada de conhecer. Ela queria conhecer o verdadeiro, era a única coisa que pedia. Esse tal de amor, era tão inebriante assim? Era encantador ou era dor imensa? Era possível amar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo a fez se desconcentrar. Uma porta, uma luz acesa. Ah, era o amor que ela conhecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque rasgou tudo?&lt;br /&gt;- Quis te esquecer por hoje, amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encarou de novo o teto e disse pra si mesma “ah, é por isso que não conheço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 25 de novembro de 2009. 16:35&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-79832100742000232?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/79832100742000232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=79832100742000232' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/79832100742000232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/79832100742000232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/11/nao-ha-mais-nada-na-parede-amor.html' title='Não há mais nada na parede, amor.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6831614796826223928</id><published>2009-11-20T19:43:00.001-02:00</published><updated>2009-11-20T19:44:43.604-02:00</updated><title type='text'>Sobre o que te faz viver.</title><content type='html'>Sugeriu chorar, para lavar a alma que andava suja, tão suja, tão suja. Pesada de nada ou talvez de tudo. Pesada de rumores, de sentimentos. Pesada de normalidade, de saudade. Pesada de dor e risadas. A alma andava dura, de medo. De indecisão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, coração que não tinha aprendido a ser frio. Coração mole, como uma geléia. Chorava por pouco e se feria facilmente. Era tão difícil respirar! Respira, respira. Mas não entrava o ar. O coração entrava em sintonia com a alma e os dois choravam. Choravam saudade, dor e preguiça. Preguiça de continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um passo a mais, era sempre assim. Um dia a mais, uma caminhada a mais. Uma caminhada lenta, preguiçosa, dolorosa. Uma vontade desgastada. E de manhã se perguntava com raiva, para o sol, de o porquê de estar tão longe e de noite, se lamentava em silêncio para a lua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorava escondido, pra ninguém ver. Mas os olhos inchados e a noite mal dormida, sempre denunciavam os cortes. Ela havia se acostumado a rasgar o papel, com o grafite do lápis, com voracidade. Porque depois de um tempo, a pele já era cansada das feridas. Era o único jeito de se salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas palavras eram fortes, pesantes. Eram dramáticas, assim como a sua visão de ver o mundo. Suas palavras cortavam, a quem eram referidas. Eram dores escritas, era sangue em grafite. Suas palavras eram seus salva-vidas. Era o que ainda a fazia viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 20 de novembro de 2009. 22:43&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6831614796826223928?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6831614796826223928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6831614796826223928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6831614796826223928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6831614796826223928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/11/sobre-o-que-te-faz-viver.html' title='Sobre o que te faz viver.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-7847537228618574332</id><published>2009-11-15T19:14:00.001-02:00</published><updated>2009-11-15T19:20:09.010-02:00</updated><title type='text'>Deixa, vai. Deixa.</title><content type='html'>Deixa eu sentar aqui, que hoje eu quero conversar. Deixa eu olhar seus olhos, assim, penetrá-los. Deixar eu respirar o mesmo ar que você. Deixa eu fazer a saudade morrer, deixa? Deixa eu te contar devagarzinho, te abraçar por trás. Deixa eu te fazer sorrir, só deixa, tá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca soube se essa distância era boa ou má, eu realmente nunca quis saber, provavelmente. Mas cansei de chorar, de raiva, parei de tentar derramar lágrimas no meu travesseiro e segui em frente, mas sabe, doeu pra seguir. Ainda dói e de vez em quando a raiva é tão grande, mas tão grande, que eu só quero fazer as minhas malas e sumir. Me apagar na vida – no mínimo daqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho certeza que não tenho mais tempo, porque ele já é tão farto que não posso querer mais. E quando não sei que coisa pensar, eu simplesmente não penso, porque já cansei de pensar.  Mas se me dessem mais tempo, ligaria pra ti, uma noite qualquer, e te perguntaria como anda a vida, te escutaria com mil desabafos e talvez, até mesmo, te ajudaria de qualquer maneira. Antes de desligar o telefone, eu apenas perguntaria “você ainda pensa em mim?” e sendo sim ou não a resposta, eu desligaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desligaria por medo de dizer qualquer coisa. Medo estúpido, eu sei. Mas o teria. Acho que tenho medo de ouvir um sim e depois ter de esperar alguns meses pra te ver e teria medo de ouvir um não e depois me afogar em tudo. Teria medo da resposta, qualquer que fosse e por esse medo, deixaria de escutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto saudade da sua voz, da sua risada. Esses dias me peguei olhando o nada e veio você na cabeça, vi você, como num filme. Quis chorar, espernear. Aí pensei que não preciso de você para respirar, nunca precisei. Agora, que eu me ponho do outro lado do oceano, eu sinto que aprendi a gostar de você. Porque não te preciso mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente. Como não te preciso mais é quando mais eu te quero. Porque não te quero por necessidade, te quero por conforto, por vontade. E talvez eu precise te dizer mil vezes, mas eu sei que você gosta de mim e sempre soube que você não me quis ver partir pra tão longe. Então pare de enganar tudo, de enganar a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hein, já que eu estou aqui, do seu lado, te falando um monte, porque você não pega a minha mão e diz que estamos juntos? Sinto saudade disso, de não precisar me enganar com mil acasos diversos, só para fingir que te esqueci. Me faz sorrir, faz. Esquenta minha mão, esquenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa te contar além da carta que te mandei, te fazer pensar. Pensar que eu te espero, porque eu te quero. Fazer você pensar que quando meu avião pousar, é e sempre foi você, que eu quis ver me esperando só pra me abraçar. É que eu estou voltando pra casa mais cedo e achei que você poderia parar de ter medo do que ainda vai vir. O mundo não é previsível e nós dois muito menos, mas o mundo se ajeita, se quisermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente vive com saudade, sabe? Não é difícil assim não. Se acostuma, se torna normal. Começa a fazer parte de você e mesmo de vez em quando doendo, você deixa doer, deixa arder. O tempo voa e logo estou na minha casa de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas faz assim, segura a minha mão, tá? Não se esquece de segurar. Eu preciso saber que você tem saudade. Me conte histórias, me conte qualquer coisa. Me olhe nos olhos e brigue comigo por eu ter ido embora. Mas quando eu voltar fica comigo, fica. Não vai demorar muito, eu tô voltando pra casa, amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 15 de novembro de 2009. 22:00&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-7847537228618574332?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/7847537228618574332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=7847537228618574332' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7847537228618574332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7847537228618574332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/11/hoje-deu-saudades-de-voce.html' title='Deixa, vai. Deixa.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-276538705775373376</id><published>2009-11-06T18:49:00.001-02:00</published><updated>2009-11-06T18:51:10.492-02:00</updated><title type='text'>Senta aqui, quero desabafar.</title><content type='html'>Descobri, nesses anseios detestáveis, algum fôlego quase sustentável. E nem chorei mais, ao me lembrar da saudade que me enche o peito. Nem reclamei mais também, nem feri idéias que são incógnitas. Nunca mais senti o peito ardendo e gritando. Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio uma vontade de jogar tudo de saudade fora. Me esquecer nos dias tão tortuosos, me reerguer afinal. Das cinzas virar algo, alguém. Jamais virar o leme tão cedo, porque ainda tempos muito tempo, mas o tempo é curto e ele voa. Voa mesmo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, veio a solidão dos dias, a dor do nada, só do vazio, que rompe qualquer paz. Veio o desespero e a raiva. Mas o sentimento foi fugaz e se partiu. Onde nada nem mais importou, só o desejo de manter o controle por mais um tempo. Passa tão rápido, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me dei conta, percebi que tudo não passaria de solidão. Mas a solidão de realmente só, de tudo se encher, nem só de ar, mas de vácuo. Mas é esse o motivo, provavelmente. Ser sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha cabeça batucou, ao me fazer pensar no porque de ser sozinho. Aprender a ser quieto e indiferente? Quase odiar alguma convivência? Mas depois, já pensei que você só da valor, quando não tem mais. Aí não tive, aí respirei. Tô dando valor, diria meu pai seriamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No vai e vem dos pensamentos, me deprimi esse tanto. Tanto cansado de tantas comédias mal realizadas. Aí, perdeu a graça pensar e sentir. Deixei saudade bater, bem forte. Mas só deixei, pois não quis sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando contra a maré, nesse meu eu solitário. E respiro bobagens alheias, só pra ficar tudo bem. De fato, sempre – ou quase sempre – está. Respira, respira. Daí vem a paciência, atrasada. Por último vem a vontade, brigando com a saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorei, mas vi os milhares de acasos, casos. Já nem sei como chamar. Mas eu vi. Casos ou acasos só me desprenderam de lá, sabe? Do lugar do outro lugar do oceano.&lt;br /&gt;Ah, só quero crescer um tanto mais. Quero ser tão séria, a ponto de quando rir, rir gostoso e deixar todos curiosos sobre o que tanto me faz rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não larga a minha mão e deixa eu contar de quando me apaixonei por aqui. Foi exatamente quando eu sorri, sem me importar com a solidão que me alcançava ou com a saudade que nem mais me largava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espera, que agora começou a tocar uma música que me faz lembrar de quando pequena. Quando eu, meu pai, minha mãe e minha irmã íamos na casa de um casal amigo dos meus pais. Já faz um 13 anos, talvez. É, o tempo corre e já nem podemos fazer nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva cessou um pouco, acho que vou me apaixonar de novo pela vista. Sabe, só para no ar minha mente concretizar, de repente, uma possível estada mais longa por aqui. Ah, se alguém me escutasse agora. Pensando bem, vou lá tomar um café e não sentir o tempo passar. Só pra saudade não vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herbeumont, 5 de novembro de 2009. 12:13&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-276538705775373376?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/276538705775373376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=276538705775373376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/276538705775373376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/276538705775373376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/11/senta-aqui-quero-desabafar.html' title='Senta aqui, quero desabafar.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-698868486762711818</id><published>2009-10-29T19:34:00.002-02:00</published><updated>2009-10-29T19:40:28.185-02:00</updated><title type='text'>Por acaso, descobri.</title><content type='html'>É que se eu soubesse... Se eu soubesse do tamanho da falta que você me traria, eu deixaria a porta do meu quarto aberta, só para sempre te ver passando. Eu levaria minha televisão para seu quarto e assistiríamos todos os filmes possíveis. Se eu soubesse do tamanho da saudade, eu não reclamaria da comida e te ajudaria a fazer. Porque hoje eu sinto falta daquela sua comida, aquela mesma, que eu sempre reclamava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu tivesse noção da falta que você me faria, eu dormiria contigo todas as noites, durante seis meses antes. Igual eu fazia quando eu era pequena, sabe? Se eu soubesse, eu acordaria todo dia de manhã mais cedo, só para fazer um café da manhã. Se eu soubesse do tamanho da saudade, acho que eu deixaria os amigos um pouco de lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu soubesse que todo dia de manhã eu sentiria falta de você me acordando, eu sempre dormiria por mais cinco minutos, para você sempre me acordar de novo. Se eu tivesse idéia da falta que o seu Nescau me faz, eu teria trazido barris comigo. Se alguém tivesse me dito que seria assim tão grande essa falta, eu teria conversado um pouco mais contigo. Talvez eu tivesse te olhado um pouco mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, se eu tivesse noção da saudade, eu teria pedido para o tempo andar um pouco mais devagar e toda vez que saíssemos juntas, eu andaria abraçada contigo. Se eu soubesse do tamanho da saudade, eu teria brigado um pouco mais com você, só para depois você vir e me abraçar. Quem sabe, eu até mesmo deixaria meu quarto ainda mais sujo, só pra você ter de passar mais vezes o aspirador e eu te ver entrando no meu quarto mais vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu soubesse o tamanho da saudade, eu teria dormido do seu lado todas as noites depois da uma da manhã e acordado às cinco da manhã, só para ficar mais tempo contigo. Quem sabe, teria aprendido a fazer pão ou pirogue! Teria feito mais brigadeiros. Quem sabe, eu lavaria mais a louça, te ajudaria mais na casa. Apertaria mais os gatinhos, só para eles ficarem mais comigo e te encherem um pouco menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe, honestamente, quem sabe se eu soubesse do tamanho da saudade, eu teria te abraçado bem mais forte naquele último dia, teria te dito mais uma vez que eu te amo. Se eu soubesse do tamanho da saudade que eu iria sentir, eu voltaria correndo e falaria “não há ninguém como você, eu te amo”. Só mais uma vez. Se eu soubesse do tamanho da saudade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Para a melhor mãe, é claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 29 de outubro de 2009. 22:34.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-698868486762711818?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/698868486762711818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=698868486762711818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/698868486762711818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/698868486762711818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/10/por-acaso-descobri.html' title='Por acaso, descobri.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6872878788636210042</id><published>2009-10-20T18:55:00.000-02:00</published><updated>2009-10-20T18:56:22.370-02:00</updated><title type='text'>Monólogo a dois: eu e comigo mesma.</title><content type='html'>Certo dia me lembrei da primeira vez que um garoto me “quis”. Ainda era aquela garota desengonçada, que adorava se vestir diferente do resto, com aparelho nos dentes. Um dia descobri que o meu “melhor amigo” queria ficar comigo! Bom rapaz, que sempre esperava seu pai, depois da escola, no mesmo lugar que eu. Tínhamos 11 anos e a idéia de beijar um garoto era uma grande novidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi naquelas festas que acabavam 23:30 e achávamos o máximo. Na hora H eu disse não! Olha o medo de beijar pela primeira vez! Depois foram três anos correndo atrás da criatura. Três anos amando e odiando aquele imbecil. Três anos sendo ignorada pelo “senhor perfeição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí bastou um verão. Ambos crescemos, amadurecemos e admito, mudei da água pro vinho. Ele deixou de me ignorar e até trabalho fizemos juntos. Aí percebi que se eu fosse foda, os imbecis sempre iriam gostar de mim. Enfim, desde o começo, a minha vida amorosa é um caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre choro quando tudo acaba, aí um tempo depois já me apaixono de novo. Acontece que sempre aparece alguém para usar a cola e colar o coração, mas nunca usam Super Bonder, só usam cola Pritt. Aí são desastrados e derrubam o coração ou eu mesma arranco da mão do garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me destroem, amo culpar aquela festa que tocou até forró. Maldita festa em que toda menina se sentava e esperava um menino pedir para dançar. Maldito garoto que me chamou para dançar toda música a dois. O dito cujo ainda me perguntou se eu estava de batom, quando pediu pra ficar comigo. Pediu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração do “meu melhor amigo” até então, foi o primeiro coração que quebrei. Mas para compensar, ele esmagou o meu, pelos próximos três anos! Com 11 anos eu já era burra e caía em qualquer palavra doce de um filho da mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vejo que meu coração é cansado e ferido, eu sou quebrada em mil pedaços. Vejo que eu sempre desisto. Mas de vez em quando penso que meu pai tem razão, sou rabugenta, mas sempre tenho amor. Deus! Haja amor pra mim, hein...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Culpo meu primeiro namorado também, por sempre fugir do amor. Tem melhor e mais assustadora coisa que alguém amar você? Tem! Amar quem também tem medo! Ah, vida desgraçada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou de pedra e de plumas. É! Lembro que já quase morri pelo fim de alguns amores. Lembro que quis fugir da vida ou então mudar ela toda, para agradar qualquer idiota que não sabe nem mentir sobre os créditos do celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou um pouco certeza e um pouco confusão – maior parte confusão. Quebro e sou quebrável. Talvez, eu seja apenas inocente demais ainda. Ou assim, tenho olhos cegos diante as maldades do mundo ou melhor, do amor. Sim, talvez eu seja um pouco romântica demais também. Mas quando eu tinha meus 5 anos de idade, adorava brincar de Princesas Disney e ser a Bela Adormecida. Nunca gostei muito da Cinderela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, cadê o príncipe que me acorda? Ah é, já tinha me esquecido. Eu sendo ridícula, deixei de acreditar em príncipes depois que aquela mula de 11 anos de idade, quebrou pela primeira vez meu coração. Mas agora, já grandinha, não espero o príncipe que me acorde. Mas sim um vampiro que se apaixone por mim. Céus, que vida amorosa depressiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 20 de setembro de 2009. Durante alguma hora do quarto horário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6872878788636210042?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6872878788636210042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6872878788636210042' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6872878788636210042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6872878788636210042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/10/monologo-dois-eu-e-comigo-mesma.html' title='Monólogo a dois: eu e comigo mesma.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5941689892086584866</id><published>2009-10-17T09:44:00.000-03:00</published><updated>2009-10-17T09:45:02.076-03:00</updated><title type='text'>Das cinzas, uma Fênix.</title><content type='html'>“É preciso virar cinzas, para se nascer de novo”. Assim eu levo a metáfora da Fênix, que eu tanto amo. A metáfora de virar cinzas e delas, renascer. Como se precisasse morrer, para saber qual o valor da vida. Se bem, que talvez seja assim mesmo. Precisa fechar os olhos num último suspiro, para se dar importância aos tantos outros que já deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de seguir calada, com uma música no ouvido – algo que me agrade muito – e observando tudo a minha volta. De vez em quando sorrindo, outras tantas chorando. Quando creio ser conveniente, falando. Vou andando, um passo por passo, até chegar ao topo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de vez em quando, para se chegar ao topo, você precisa aprender sobre a vida e não simplesmente caminhar. Não são os dias que farão chegar ao topo, mas sim a vida. Os dias apenas se arrastam, na mescla do devagar e do rápido. Para se chegar ao final, você precisa vencer a vida. Precisa usá-la de todas as maneiras possíveis. Precisa respirar vida e assim, dizer com convicção, que a vida lhe ensinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, sendo uma Fênix, eu começo a sentir o gosto de estar aqui. Mesmo cansada, eu sigo. Devagar, porque ter pressa nessas horas não tem graça. Sigo os meus passos, o meu limite. Sigo a minha velocidade, diante a velocidade dos dias. Deixo, desta maneira, os dias correrem como o vento, mas eu continuo devagar, assim como uma folha que o vento esqueceu de carregar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é assim, tão fácil. Mas jamais será tão difícil. Onde no final, eu terei mil histórias de se surpreender para contar. Onde no fim de tudo, talvez eu realmente só queira chegar em casa e descansar, como há tempos não descansava. Assim está bem, assim, esperar o tal dia de retornar chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu fui cinzas. Eu morri, engoli minhas lágrimas, me afoguei nelas. Ontem, eu fui tudo aquilo que nunca fui. Cheguei ao meu limite, na minha incerteza. Cheguei na minha confusão eterna. Quebrei meu coração, quebrei minhas verdades, quebrei ao viver de saudade. Agora eu sei, renasci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava tendo uma conversa aconchegante numa pizzaria local, eu vi o quanto cresci em apenas um mês e meio. O quanto mudei, quis mudar.  O quanto comecei a acreditar em mim, de novo. Mas custei para seguir em frente, para deixar de lado os abismos descomunais que me seguiam. Admito que cresci quando quebraram meu coração, quando comecei a ver que precisava pensar e confiar em mim mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renasci, da maneira mais singela possível. Agora, com algumas lágrimas, com algumas perdas dentro de mim, eu continuo. Fazendo a minha história, para os outros admirarem. Para eu mesma me orgulhar e dizer o quanto fui brava comigo mesma e cheguei aonde cheguei. Mês passado eu era a Fênix quase morta, logo depois eu virei cinzas. Hoje, eu sou o pequeno filhote de Fênix que tem de aprender algumas coisas ainda, antes de voltar pra casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, me faço de um pouco de saudade. Um pouco de vozes e cheiros, um pouco de sorrisos e lágrimas. Me faço de cansaço e desprezo, de desistência e vontade. Hoje eu me faço de italiana, portuguesa e inglesa. Hoje eu me faço contente, com pequenas coisas. Hoje eu me faço de esperança, ao ter um abraço certo me esperando no aeroporto. Com o mesmo cheirinho de sempre. Hoje e até o final disso tudo, eu me faço de amor, por amar e ser amada. Por ter paciência de esperar o novo reencontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu, saudade e você.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 17 de outubro de 2009. 14:38&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5941689892086584866?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5941689892086584866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5941689892086584866' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5941689892086584866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5941689892086584866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/10/das-cinzas-uma-fenix.html' title='Das cinzas, uma Fênix.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-511072299594806549</id><published>2009-10-08T17:24:00.002-03:00</published><updated>2009-10-08T17:25:10.606-03:00</updated><title type='text'>Ninguém te abala, só você mesmo.</title><content type='html'>Antes de partir, cerca de dois anos atrás, uma garota tentou me ensinar sua última lição, com os seguintes dizeres: “não deixe ninguém te abalar. Você é tão forte, nem sabe o quanto é, mas é! Esqueça os sentidos, esqueça o mundo, você é bem mais do que ouve, do que vêem de ti. Esqueça, esqueça tudo! Principalmente, não se abale. Simplesmente isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia esquecido por um ano e meio – receio. Coloquei tal pensamento lá no final, como uma lição bem dada, porém nada aprendida. Hoje, no entanto, a nostalgia me levou a um texto de dois anos atrás – exatamente - e adquiri a lição novamente, desta vez , pensei antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respiro, passo a mão no cabelo gorduroso, afinal havia feito hambúrgueres para matar minha maldita fome. Meus olhos estão cansados, quase se fechando, mas como eu odeio dormir assim, tão cedo! E eu ando sempre cansada por aqui, sempre pensando no que falar antes de abrir a boca, mas mesmo assim, não falando quase nada com nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, pensei. Ah, como pensei! Pensei nos dizeres “nada e nem ninguém pode te abalar”. A questão é que, ela não disse “pode” ela disse “não deixe, porque não pode”. Me sinto estúpida por raciocinar tal lição tanto tempo depois, mas admito que ela, a tão grande amiga, tenha razão. O que pode me abalar mais do que eu mesma? O que pode me destruir mais do que eu mesma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos assim, que a força não vem dos outros, mas sim de nós mesmos. Assim como a esperança, ninguém a proporciona, nós a proporcionamos. Nós escutamos a piada e rimos, escutamos o drama e choramos, mas temos a escolha de não rir ou não chorar. Temos a escolha, todo o tempo, do sim e do não. Podemos, num meio confuso, seguir em frente, assim, só porque acreditamos em nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que no momento tenho 15 mil km me distanciando de casa, dos meus amigos. Me distanciando de tudo o que eu mais amo e preciso pra sobreviver. Mas a escolha é só minha, sobre todos os dias tentar um pouco mais e assim, chegar ao topo. E a tal força, que eu sempre pensei que fosse vir dos meus amigos, na verdade vem de mim. Meus amigos apenas me apóiam, me seguram para eu não cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito estar cansada e provavelmente pensando coisas que lucidamente eu não pensaria, mas no momento de êxtase eu pensei nisso. “Olá, força. Agora eu sei que você existe mesmo quando meus amigos não me abraçam. Porque depende de mim e só de mim, basta isso.”, eu diria agora se a força fosse um humano. Quando eu quiser ser mais forte, eu serei mais forte. Se eu não acreditar em mim mesma, quem mais vai acreditar? Ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receio que antes de qualquer pessoa, eu precise de mim mesma. Preciso do meu coração, da minha razão, da minha vida. Antes de qualquer coisa, preciso sorrir, assim o mundo pode sorrir junto. Preciso mostrar a mim que eu posso chegar até o final, basta tentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estarão me esperando quando eu voltar, com mudanças ou não, estarão. Porém, assim como todos mudarão, eu também mudarei. Ninguém congelou no tempo, muito menos eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 8 de novembro de 2009. 22:20&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-511072299594806549?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/511072299594806549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=511072299594806549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/511072299594806549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/511072299594806549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/10/ninguem-te-abala-so-voce-mesmo.html' title='Ninguém te abala, só você mesmo.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4955260639770395272</id><published>2009-10-05T15:01:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T15:01:58.719-03:00</updated><title type='text'>Onde o mundo parou.</title><content type='html'>Hoje a Itália nasceu preguiçosa e dolorosa. Tão dolorosa que me fez faltar ar e pensar em tantas coisas. Hoje a manhã chorava e respirava devagarzinho, enquanto eu apenas me mantinha segura na minha cama – não minha, da casa. Com os olhos tão fechados que nem precisava do breu do quarto pra brincar que era noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sempre o dia se arrastou, mas ao chegar ao final do dia, tive a impressão de que passou tão rápido que eu nem pude senti-lo. Hoje o dia morreu e nasceu várias vezes, ou talvez o tempo tenha morrido e nascido várias vezes. Por hoje, assim como por todos os dias, o inglês se misturou com o italiano, que me faziam pensar em português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim tão longe, eu só penso em voltar. Mas a duvida, afinal não é como voltar – afinal já tive a proeza de descobrir – mas sim de como agüentar até a neve cair. Essa cidade deve ser tão linda com a neve! Queria ficar aqui e ver as lágrimas de neve que caem do céu a partir de novembro – num talvez bastante duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só quero ouvir uma voz carinhosa, me chamando para um café quente durante a tarde que insiste em continuar vagarosa e ociosa. Talvez, na realidade, tudo o que poderia me salvar não seja o café – apesar de que adoraria tomar um agora – mas sim um abraço. Daqueles que você não respira, sabe como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego numa conclusão: abraços, assim como sempre falei, realmente conseguem salvar a sua vida. Um abraço, um único. Daqueles que o perfume da pessoa impregna em você, daqueles que você sente o coração do outro batendo junto do seu. Um abraço salvador, um abraço tranqüilo e forte. Só precisava disso para continuar, seguir em frente da maneira que não sei como é. Num abraço você encontra forças que nunca encontraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veria a neve, afinal. Se eu tivesse um abraço verdadeiro todos os dias. Porém, devo me perguntar, onde estão os super-heróis? Aqueles que me abraçavam quando eu insistia em desmoronar. Ó céus, onde estão os super-heróis? Eu os perdi no meio do caminho e eles se perderam de mim. Ou eu os perdi quando me perdi de mim mesma?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes o tempo salva alguma esperança. Às vezes alguma esperança salva o tempo. De vez em quando os dois se afundam. Mas não vou mentir, aquela noite me fez rir até a barriga doer, com havia tempo eu não ria. Aquela noite salvou a minha vida por aqui. Mas logo depois amanheceu e o dia pareceu duro novamente, hoje amanheceu de novo e a tal vida morreu, como se não fosse novidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o esforço que ninguém vê. Aquele que você da o seu melhor, mas o seu melhor não é o melhor para os outros. E assim começam a passar os dias, onde me agarro ao ar, fingindo que consigo me manter viva, totalmente viva por aqui. Oi, solidão. Você tem se tornado a minha melhor amiga e a pior inimiga. Quem é que disse, afinal, que a vida ia se quebrar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu mundo ta ruindo, minha vida ta ruindo. Tenho perdido minha vida aqui e a minha lá, então pergunto, e agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 5 de outubro de 2009. 20:00&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4955260639770395272?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4955260639770395272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4955260639770395272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4955260639770395272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4955260639770395272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/10/onde-o-mundo-parou.html' title='Onde o mundo parou.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5887594883769503792</id><published>2009-09-21T16:47:00.002-03:00</published><updated>2009-09-21T16:51:40.795-03:00</updated><title type='text'>Por um minuto de silêncio.</title><content type='html'>A noite cai com preguiça, arrasta contigo estrelas cintilando vida. Um minuto de silêncio foi dado, alguém faleceu, mas não se sabe como, não se sabe quem. A noite se aconchega na pequena cidade, a lua embeleza as montanhas negras. O silêncio agoniza e respeita as lágrimas, os gritos, a dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta noite ninguém dorme, os fantasmas estão percorrendo o mundo, procurando novos lugares escuros o bastante. Esta noite ninguém ri, ninguém conversa. Ninguém tem vida. Mas o sol não quer nascer, porque esta se apagando. O sol não quer mais viver. A lua grita, com raiva dizendo que quer ir embora, mas o sol não volta. O sol não ilumina mais aquelas montanhas, aqueles olhares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traga chuvas então! Encharque esses corações tão frívolos! Regue os jardins tão bem cuidados, tão esquecidos. Rasguem as nuvens, destrocem o céu, sequem o oceano, tranquem os bares. O sol não quer mais voltar e a lua chora e roga pragas, pois odeia iluminar montanhas tão solitárias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquecem com fogo os sentimentos, desliguem o vento! Apaguem a vida! Sosseguem as risadas, abaixem a cabeça. Não durmam, não durmam. Peçam para o sol voltar, peçam para iluminar seus olhos, seus sorrisos. Peçam para haver brilho, peçam para ele não me esquecer. Peçam para ele vir me buscar. Ignorem os sinos da igreja, ouçam a vocês mesmos. Encharquem seus corações frívolos, amoleçam seus sentimentos. Destrocem o céu, destrocem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quebrem a grande roda que gira o mundo, eu quero descer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 21 de setembro de 2009. 21:47&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5887594883769503792?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5887594883769503792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5887594883769503792' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5887594883769503792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5887594883769503792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/09/por-um-minuto-de-silencio.html' title='Por um minuto de silêncio.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6452319373743270259</id><published>2009-09-14T12:44:00.002-03:00</published><updated>2009-09-14T13:08:18.607-03:00</updated><title type='text'>Tentar, falhar, voltar.</title><content type='html'>A chuva cai sem trégua nessas tardes ociosas de final de primavera e esta, lentamente se entrega para o frio do outono, entrega sua cor saturada para um cinza indecifrável. E talvez, em meio a lágrimas e sorrisos tão falsos – que ninguém acredita – a dor acumulada já não sabe mais se fica ou vai embora, já não sabe quão grande é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tédio tem se aconchegado, permanecido em harmonia dolorosa junto à saudade. Muitas vezes – ou talvez o tempo todo – eu apenas sinta vontade de correr, voltar pra casa correndo, porque não sou daqui. Não quero ser, não gosto ou nem desgosto, apenas não. É uma simpatia muito falsa, rodeada de sorrisos tão falsos quanto, fingir incondiocinalmente que você é bem-vinda – quando na verdade, tanto faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Seja forte” é o que tantos falam, mas quando o silêncio mora na cama ao lado e o tédio te preenche, ser forte é a última coisa que consegue ser. Lágrimas choram e não cansam de chorar e o mundo desaba e não para de desabar. Não tem apoio, não tem ninguém e a causa mais próxima que você tem para continuar é “não decepcionar os outros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal, quem se enche de saudade não se importa se é hoje ou amanhã. Não se importa se vai voltar ou não e a frustração apenas serve para mostrar que o momento ainda não chegou, que a hora simplesmente não é agora. Afinal, a frustração nós deixamos de lado e passamos a ver que ao menos tentamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentar é o que descreve bem essa minha vinda. Tentar ter forças e acreditar que as tenho – mesmo quando elas não existam mais - me submeter a um mundo novo, mesmo não gostando tanto assim. Mas quem sabe seja do meu limite que eu queira falar, o limite que eu tenho, o limite que a minha força tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando não agüentar mais, volta”. Acredite, tudo o que eu mais quero é fazer as malas e voltar, resgatar a minha vida novamente. Chega dessa tentativa que até agora, está frustrante. E não, por favor, não venham dizer a mim que não tenho tentado o bastante, que tenho apenas jogado tudo pro alto. Porque a agonia me prende o dia inteiro e por mais que eu tente, a solidão me abraça demoradamente. Rodeada de pessoas eu me sinto sozinha, uma única, uma perdida e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num doloroso lamento eu digo que não como, não durmo e não tenho mais vida. Toda vez que fecho os olhos me encontro em casa, com minha família e meus amigos, nessas horas eu simplesmente me pergunto “porque me deixaram vir?”. Eu realmente não entendo e não creio que eu vá entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então volta agora” eu escuto dizerem, mas essas falas só minha cabeça escuta, porque meus ouvidos não. E não, eu não quero continuar. Porque eu tento, mas sorrir é difícil e ter uma vida mais ou menos e cheia de saudade, é algo que ninguém consegue conviver. Só quero meu cheiro, minha casa. Talvez eu tenha medo de tentar, de ficar tanto tempo longe. Então por favor, num último pedido sufocante: alguém vem me buscar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 14 de setembro de 2009. 18:07&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6452319373743270259?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6452319373743270259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6452319373743270259' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6452319373743270259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6452319373743270259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/09/tentar-falhar-voltar.html' title='Tentar, falhar, voltar.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-497310010313974273</id><published>2009-09-10T09:50:00.000-03:00</published><updated>2009-09-10T09:51:18.866-03:00</updated><title type='text'>Pedaços que deixei para trás.</title><content type='html'>Hoje a alma se fere, se agoniza. Hoje a alma anseia ter mil medos e não agüentar todos eles juntos. Hoje a alma chora e se esquece de voltar. Hoje e por todo o tempo, a alma se perde, se despede. Se distrai ainda calada, se distrai ainda chorosa. Só por hoje e por todo o tempo, a alma sente falta de casa. Sente falta de nós, sente falta deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a saudade dói, a saudade bate incansavelmente. A saudade é dolorida e rasga a carne dos mais sensíveis sentimentos, dos mais sensíveis pensamentos. Hoje a saudade guarda segredos, que não se entende. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sei  - ou talvez eu ousasse saber – que a saudade machuca mais no hoje do que no depois. A saudade agora é na ferida que se transborda de sangue invisível a olhos frios. Novamente estou no velho ditado de dias “todo dia a mais é um a menos também”. O tempo corre, rasga a linha inexistente rapidamente. O tempo voa e a saudade cresce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto que cresce, mas não se esquece. Os pensamentos aguçados e cansados de solidão reparam mil idéias insolúveis, no momento. Em meio a confusões as idéias parecem menos abstratas, por mais impossíveis e inúteis. E talvez – repito num talvez meio equivocado – sinto que a saudade de agora dói, a saudade que se estende nos dias que custam a passar. Porém, com fé na rapidez dos dias, os dias se tornam semanas e logo após, meses muito rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa solidão involuntária, nessa necessidade de vozes que me entendam, eu procuro idéias e planos pra fazer o tempo parar de se arrastar. Por sutileza do destino ou da minha agonia que queria ir embora depressa, me deparei com o pensamento que a dor da saudade de agora é maior do que a dor da saudade de depois. E quanto mais tempo eu permanecer aqui, maior será minha saudade, mas menor a dor que vem com ela, pois é inevitável pensar que um mês a mais aqui, é um a menos para eu voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa casa é recheada de risadas, mas o silêncio prevalece ao me dar conta que estou tão longe de tudo e de todos. E tenho contado as semanas, num calendário imaginário. Afinal os dias se tornam lentamente em “vários” e os meses são muito longos enquanto passam. Por algum motivo – não me perguntem qual – é reconfortante sentir as semanas passando, pois é uma soma de vários dias que por acaso, passam devagar. E precisamos esperar apenas quatro semanas, para sentir um mês indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que minha mente ande um pouco caótica, de tantas transbordáveis solidões e receios. Também creio que meu relógio não queira passar, apenas pra brigar com os meus pensamentos – quando estes pedem ao vento pra trazer o cheiro de um certo alguém. E as horas rodam devagar por aqui e o dia demora para se tornar noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, inocentemente, ando seguindo minha vida incalculável. Repito idéias e planos e amorteço minha vida com ilusões de tempos. Conto semanas, para a rapidez se tornar verdadeira e sigo com a idéia, talvez incoerente, de que quanto mais os dias passarem, mais perto estarei de casa e assim, menor a maldita dor incalculável da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guardo comigo, sem receios, pedaços que deixaram comigo. Para lembrar, por humildes objetos e cheiros, do que deixei pra trás por alguns meses. E tenho assim, pedaços deles comigo, pedaços que não me abandonam, que me seguem. Que me fazem voltar pra casa, por alguns segundos, ao fechar os olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdagno, 10 de setembro de 2009. 14:49&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-497310010313974273?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/497310010313974273/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=497310010313974273' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/497310010313974273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/497310010313974273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/09/pedacos-que-deixei-para-tras.html' title='Pedaços que deixei para trás.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2503319718909267829</id><published>2009-08-28T00:35:00.003-03:00</published><updated>2009-08-28T00:38:48.193-03:00</updated><title type='text'>O cá do lá, o medo de ir.</title><content type='html'>Mas o relógio não se esquece de parar, o tempo não se esquece de passar. Os dias não se esquecem de se tornarem noites e a cada dia mais é um dia a menos. A saudade está doendo, está ardendo desde já. E o medo, o que se faz com o medo? Onde o guarda, afinal? Onde escondo esse rosto assustado, esses olhos inchados de tantas lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero partir, mas não quero ir embora. O que estarei deixando para trás? O que estaremos deixando para trás? E as pessoas, quantas vão lembrar, quantas irão se esquecer? Quantas vão deixar de lado tudo, o nós? Somos, éramos. Sempre éramos nós. O sempre gosta de acabar. Sempre gostou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desfechos se montam em minha cabeça e dói absurdo. Dói em lugares que eu nem sabia que poderia doer. Dói a solidão. Dói a gente. Dói o que não passamos, o que nos esquecemos de passar. O que nos esquecemos de deixar para trás ou o que não conseguimos deixar. Vocês. Não sei deixar para trás, não consigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria sobreviver inteiramente a tantos terremotos e furacões. Mas minha cabeça está curva, cansada. Minha cabeça está dolorida. Eu não sei ceder a solidão, não sei esquecer assim e seguir tão calada. Não sei deixar o medo para trás. Já tenho sentido falta das vozes, dos cheiros. Tenho sentido falta de lá, de cá. Da gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Três dias e uma saudade apertada. Dolorosa e gostosa segunda-feira está para chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 28 de agosto de 2009. 00:34.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2503319718909267829?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2503319718909267829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2503319718909267829' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2503319718909267829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2503319718909267829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/08/o-ca-do-la-o-medo-de-ir.html' title='O cá do lá, o medo de ir.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4611332891033642244</id><published>2009-08-22T22:36:00.003-03:00</published><updated>2010-11-22T00:14:01.990-02:00</updated><title type='text'>Não que alguém ainda sinta falta, mas...</title><content type='html'>Tantas vezes passei ali na frente, despercebida, não me lembrando de nada – ou quase nada. Fato é, nunca dei importância. Já tinha sido há tanto tempo! E – me perdoem os frios e calculistas – a saudade dali era dolorosa. Muito dolorosa. Doce, mas dolorosa. Arranha até o peito, com uma vontade de explodir. Uma saudade percebível, absurdamente nítida em sorrisos ou lágrimas. Percebível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao pisar naquela grama – começaram a cortar depois que paramos de ir lá – e sentir o cheiro do passado entrando em minhas narinas, vi vultos do passado correndo por ali, andando por todos os lados, ouvi risadas e vozes, músicas e violão. Vi vinhos e cigarros jogados ao chão. Pisar naquela grama me levou para anos atrás. Me apertou bem forte, me fez sentir falta. Tirei a falta do armário, falta tal que já não sentia há meses!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu caminhei com calma, respirando lembranças. Vi fotografias na memória, vi momentos em flash back, senti tudo de novo. Me levei - por curiosidade -  até o final daquela praça, e entre muitas árvores eu tive de descobrir qual era a certa. Não demorou muito, admito, para encontrar a tal árvore marcada com a cicatriz que lhe causamos, com nossos dizeres dentro de um coração: A + N = EVER. E ao lado um “EU TE AMO”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre! Melhores amigas para sempre, gêmeas siamesas para sempre! Achei que a nossa amizade suportaria tudo o que aquilo não suportou. Nunca deixei de acreditar na nossa amizade, algo que parecia ser mais sincero, ser mais real do que toda aquela ilusão. Se houvessem dias que eu achava que toda aquela diversão naquela praça, era inútil, eu mudava de opinião em instantes, apenas porque eu sabia, nossa amizade seria eterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas naquele tempo, esquecemos da realidade. Deixamos o dia facilmente passar, o tempo nos consumir. Talvez não haja fotos nem vídeos, não haja melodias. Talvez não haja saudade suficiente. Mas eu sei – mesmo que hipoteticamente – que enquanto aquele lugar estivesse vivo nas nossas vidas, era eterno. O eterno se quebrou, então, quando crescemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viramos pó do que éramos e nos tornamos facilmente outras pessoas. Crescemos e acabamos não vendo mais graça em não fazer nada lá. Pois todos concordávamos, fazer nada lá, era melhor que fazer nada em qualquer outro lugar. E preferimos ficar em silêncio, do que gritar as saudades, quando lembramos daquele tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é pecado crescer e nem mudar. Acontece que para sempre, aquele cheiro, aquela grama verde, aqueles vinhos, aquelas risadas... Para sempre aquele que era o sempre, vai ficar guardado na memória. E não vai doer, de vez em quando, ver de longe ou de perto. Sentir a grama de novo ou perder um tempo, qualquer que seja, sentado numa daquelas pedras e vendo velhos vultos invisíveis correndo pelo lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que doa, apenas arde o coração ao lembrar de tantas histórias. Só quem viveu, sabe do que estou falando. E não que alguém se importe, mas eu sei que da saudade dos “velhos tempos”, aqueles que não se comparam a nenhum outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Talvez eu realmente precisasse passar lá, antes de ir viajar por alguns meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 22 de agosto de 2009. 22:38&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4611332891033642244?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4611332891033642244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4611332891033642244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4611332891033642244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4611332891033642244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/08/nao-que-alguem-ainda-sinta-falta-mas.html' title='Não que alguém ainda sinta falta, mas...'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-335224541674388797</id><published>2009-08-15T23:47:00.003-03:00</published><updated>2010-11-22T00:08:49.631-02:00</updated><title type='text'>Você impediria?</title><content type='html'>- Você some vários dias e depois reaparece? Interessante. – falou a menina baixando sua revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um garoto alto e magro sentou na mesma mesa que ela e pediu um capuccino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca juramos fidelidade. Não foi assim que você se referiu a nossa relação? – pergunto o garoto, olhando para a garota que o encarava.&lt;br /&gt;- Não era necessário sumir, apenas isso. – jogando as cinzas do cigarro no cinzeiro.&lt;br /&gt;- Você sabe como odeio quando você fuma. – resmungou o garoto colocando açúcar no seu capuccino.&lt;br /&gt;- Oras, não seja tão atrevido! – a garota o olhou fatalmente – Você também sabe como eu odeio quando você some. E você sumiu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois estavam sentados numa pequena mesa redonda num café de esquina. O dia parecia chuvoso olhando para fora da janela e o pequeno ambiente estava lotado de pessoas. Durante alguns instantes ambos ficaram se encarando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estou indo embora daqui uma semana, caso seja uma informação importante para você. – comentou a menina amassando seu cigarro no cinzeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto apenas a olhou por alguns instantes, sem dizer sequer uma única palavra, fazendo a garota levantar repentinamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aonde você vai? – perguntou o garoto levantando junto dela.&lt;br /&gt;- Embora. Acho que isso nunca afetou muito você, não? Ou se afetou, você ignorou a situação. – penetrando os olhos do menino – Ignorar a situação. Você é bom nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota jogou uma nota de cinco na mesa e olhou o garoto. Então lentamente se dirigiu à porta do café, sem olhar para trás. Quando fechou a porta atrás de si, o garoto a chamou fazendo-a virar para olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não vá, espere! – implorou.&lt;br /&gt;- Esperar? Eu tenho esperado há dias, semanas talvez! Você teve todas as chances possíveis pra dizer “não vá”. Mas o que você fez? O que você vai fazer? Me diga! – a garota continha olhos suplicantes.&lt;br /&gt;- Não sei. O que você espera que eu faça? – confuso.&lt;br /&gt;- Resposta errada. Não é o que EU quero que você faça, mas sim o que VOCÊ quer fazer. Não me prenda mais aqui, você não pode. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota deu as costas e deixou com que todas as lágrimas do mundo escorressem de seus olhos. Se ele gritou de volta ou não, ela não escutou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 15 de agosto de 2009. 23:47.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-335224541674388797?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/335224541674388797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=335224541674388797' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/335224541674388797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/335224541674388797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/08/voce-impediria.html' title='Você impediria?'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6040603073758197672</id><published>2009-07-28T00:36:00.001-03:00</published><updated>2009-07-30T22:35:07.676-03:00</updated><title type='text'>O barulho do silêncio.</title><content type='html'>O silêncio suspirava sozinho. Caminhava pela casa inteira, impedindo risadas e conversas, impedindo a música de viver. O silêncio cercava o coração, fazendo com que batesse devagar, quase sem vida. O silêncio dominava a saudade, dominava o coração e a dor. Fazia lágrimas quentes escorrerem, proclamarem tristeza. Solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando a noite chega o quarto não se enche de vozes e risadas, muito menos de filmes rodados na televisão. Lágrimas são constantes e cortam, substituem os sorrisos que antes estampavam o rosto. Fazendo falta em todo canto, em todo lugar. Jamais, nunca é a mesma coisa sem. Não chega nem perto, nem de brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva machuca o vidro cansado de ver tantas chuvas, as piadas se esconderam por um tempo. E não tem mais o que fazer e nem o que conversar. Não existe mais música para se cantar, muito menos maquiagem para se passar. Os olhos não brilham mais e os sorrisos não aparecem. Não tem mais motivo, não tem mais colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje amanheceu nublado e quando olhei pra cama debaixo, não tinha ninguém. Quando queria contar o porquê das minhas risadas durante a tarde, não havia ouvidos para me ouvir, seja o que fosse. Não havia mais olhos para me olharem e dizer “já está tudo errado mesmo”. Ainda há gargalhadas ecoando na minha cabeça, segredos guardados. Ainda há o maldito cheiro de cigarro impregnado no meu nariz. Ainda há as marcas das garrafas de cerveja na minha mesa. Ainda há sombras suas por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não têm nenhuma foto que marque nosso tempo, nossos dias. Mas há lembranças que rasgam as saudades, rasgam o tempo, o relógio e o calendário. Há o cheiro que não quis ir embora e pequenos flashes que vem à minha mente. Que traz à vontade de ligar o rádio e escutar as nossas músicas a madrugada inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O café está esfriando e a música lenta se torna depressiva. Há rabiscos na mesma velha folha de papel e uma caneta que já perdi a conta de quantas vezes caiu da mesa. Qualquer barulho parece querer substituir inultimente a sua falta. Qualquer risada mais alta parece querer tampar o buraco que você deixou, o silêncio que ficou. E agora está anoitecendo e a dor está acentuando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito tempo, mesmo que digam “apenas um ano”. É tempo demais, sem você. O que dói mais é ter de levar fotografias, esperando que sustentem as saudades. Levar cheiros e objetos, esperando que façam do vazio e da escuridão menos assustadora. Levar as saudades de você que são adiantadas de um mês. Levar aquele abraço, aquele forte abraço que você me deu antes de subir no avião. Respirar e apesar de tudo, sorrir, ao saber que eu fui a primeira pessoa que ouviu um “eu te amo” vindo de você.&lt;br /&gt;Eu perco a graça sem você e todos podem ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À melhor amiga londrinense que alguém poderia ter. Odeio te ver partindo e ter de esperar a demora de um novo encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 28 de julho de 2009. 00:35 am.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6040603073758197672?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6040603073758197672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6040603073758197672' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6040603073758197672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6040603073758197672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/07/o-barulho-do-silencio.html' title='O barulho do silêncio.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5526943475145512027</id><published>2009-07-21T03:27:00.001-03:00</published><updated>2009-07-21T03:30:40.231-03:00</updated><title type='text'>O passado, na nossa música.</title><content type='html'>O rádio cansado tocou nossa música novamente, tocou bem alto, parecendo gritar as palavras para ouvirmos atentamente. O céu estrelado parecia jorrar todos os segredos, tornando extremamente cintilante a noite, fazendo a vontade ir à flor da pele ou talvez fosse isso que parecia. E quando você me olhou nos olhos e sorriu, eu sabia que a nossa música havia voltado a ser importante, simplesmente única. Como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você entrou na mesma velha casa pela porta da frente, ligou a TV e nos fez rir do mesmo velho programa bobo que adorávamos assistir todo sábado de tarde. E era o passado, aquele tão perfeito que suspiramos ao lembrar, tal qual sempre engloba nós dois, é claro. O passado que adoramos lembrar, nos detalhes mais indispensáveis, nos aromas mais marcantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu cheiro me lembra cada segundo do que já passamos. E quando sinto o seu perfume posso me lembrar como se fosse ontem de todo o resto que deixamos para trás. Mesmo que seja um absurdo, eu quis tirar o pó da nossa música, quis escutá-la novamente com você ao meu lado, quis sentir o seu abraço, quis matar as saudades. Quis fazer o passado voltar a nós, ao dançarmos ao som da nossa música nem que fosse uma última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 21 de julho. 3:28 am.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5526943475145512027?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5526943475145512027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5526943475145512027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5526943475145512027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5526943475145512027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/07/o-passado-na-nossa-musica.html' title='O passado, na nossa música.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3293606196169803758</id><published>2009-07-10T18:56:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T18:58:28.913-03:00</updated><title type='text'>Se não fosse só. Assim, sozinho.</title><content type='html'>Já é tão inultimente cansada essa história. Uma ida de cá e outra de lá, uma pausa para qualquer sentimento. Um vazio que se cria no peito, um tremor e uma confusão. Uma mistura indecifrável de sentimentos à flor da pele, te enlouquecendo, te esquecendo, te deixando pequena. Só o pó, eu diria. Só o pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for verdade, verdade cortante e irritante. Amor que veio à tona, apenas porque a carência tomou o coração, a solidão se acomodou na alma. E ser sozinha, afinal o que é ser sozinha? Se esquecer de nós, de todos nós. Deixar o escuro chegar, deixar a vida se aproximar. E te esquecer, em inúteis vontades relevantes, pensar em te esquecer. Apenas isso, te esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que me ponho tão perto de ti, minha vontade é apenas de esquecer que você está tão próximo. Deixei escorrer de meu peito meus sentimentos mais puros por ti, pela humilde vontade de não querer sofrer. E você não vem procurar, não grita meu nome torcendo para que eu procure. Você apenas deixa o coração ardendo, se fazendo de frio, enquanto os sentimentos te deixam na solidão. Enquanto o amor, tão sábio e verdadeiro, apenas te abandona, ao ver que você não corre. Ao ver que você não se importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu quero me deixar levar. Encontrar vários ou apenas um. Encontrar tudo, menos você. Deixar claro que o nó na garganta não é por lágrimas agonizadas de tristeza, mas sim de gritos de alegria não permitidos. Porque eu estou aqui e não mais lá e hoje quero dar motivos para essa cidade continuar tão colorida, cansei de vê-la assim, tão cinza. Preciso por cores, tais quais que haviam quando ainda existia você em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que não fosse para machucar, mesmo que os sentimentos tão reais lhe queimassem o coração, você não deveria, você não poderia ter partido assim. Dando motivo da viagem, dizendo que seria muito tempo, dizendo que isso impediria de os planos continuarem bem. E apenas virou as costas e foi, se esquecendo de continuar, se esquecendo de permanecer aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certamente e inultimente eu admito, não sei saber da solidão, mesmo sabendo que ela saiba muito de mim. Já sei ser muito sozinha, mas não sei mais ser. E posso estar aqui ou em qualquer outro lugar, cansei de estar só. Dói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londrina, 10 de julho de 2009. 18:57&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3293606196169803758?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3293606196169803758/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3293606196169803758' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3293606196169803758'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3293606196169803758'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/07/se-nao-fosse-so-assim-sozinho.html' title='Se não fosse só. Assim, sozinho.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-792121139524387706</id><published>2009-06-21T21:11:00.001-03:00</published><updated>2010-11-21T23:53:36.721-02:00</updated><title type='text'>Nunca é tarde.</title><content type='html'>- Você se apaixona por mim agora, não? – perguntou a menina com um sorriso de canto.&lt;br /&gt;- Como pode ter tanta certeza, afinal, nunca disse nada sobre isso. – respondeu o garoto, retribuindo o sorriso.&lt;br /&gt;- Não sei, seus olhos me denunciam algumas coisas.&lt;br /&gt;- E no momento, o que eles te denunciam? – perguntou o menino intrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina encarou o garoto bem nos olhos por alguns segundos. Os dois estavam sentados na grama, um de frente para o outro, a única coisa que os iluminava era a luz das estrelas e da lua. Fazia uma linda noite de outono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vamos! Você está me deixando envergonhado! – brincou o menino.&lt;br /&gt;- Calma, deixe-me ver. – ainda encarando os profundos olhos verdes dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino sorriu para ela e deixou com que se olhassem mais alguns minutos nos olhos, enquanto o silêncio os cercava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei... Receio que eles me dizem que você está feliz e que você tem medo de se aproximar. Sei também que você não sabe chorar, nem quando te quebra o coração. – concluiu a garota que agora, sorria – Sei te dizer que seus olhos me parecem aborrecidos e que são negados de muitas visões.&lt;br /&gt;- São negados de muitas visões? – perguntou o menino confuso.&lt;br /&gt;- Sim, você ignora o que eles vêem. Deixa para depois, deixa para nunca.&lt;br /&gt;- O que você acha que eles vêem agora? – perguntou o garoto, agora encarando a menina profundamente nos olhos.&lt;br /&gt;- Vêem a mim querendo conquistar seu coração, mas são ignorados por você e seus sentimentos frívolos. – a menina respondeu baixando a cabeça.&lt;br /&gt;- Você sabe de muitas coisas, isso me surpreende.&lt;br /&gt;- Vejo apenas os seus segredos que você joga no chão. – comentou a menina encarando o garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tenho de te admitir uma coisa. – o menino disse espontaneamente, olhando pra menina.&lt;br /&gt;- Pois diga. – sorriu ela.&lt;br /&gt;- Seus olhos da cor do céu me encantam todos os dias desde que nos conhecemos, seu sorriso é fascinante. Você pode estar aqui ou em qualquer outro lugar, mas eu sei que continua ao meu lado. E não, eu não sou apaixonado por você. Sou simplesmente louco por você. Tão louco que eu poderia estar em qualquer outro lugar, você sabe, mas eu prefiro me manter aqui e contigo. Porque eu sei, eu preciso de você. E se demora tanto para eu conseguir ser feliz é porque eu nunca tinha encontrado algo tão extraordinário. Você se tornou a minha vida e isso me assusta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-792121139524387706?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/792121139524387706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=792121139524387706' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/792121139524387706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/792121139524387706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/06/nunca-e-tarde.html' title='Nunca é tarde.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-7860754009669878920</id><published>2009-06-06T06:04:00.000-03:00</published><updated>2009-06-06T06:05:01.551-03:00</updated><title type='text'>Queria ser outro alguém, por um dia.</title><content type='html'>“Você gosta da sua vida?”, ele perguntou tão inocentemente, talvez até mesmo esperando não receber resposta alguma. “Não sei, às vezes... não sei”, respondi sem nem saber o que estava respondendo ao certo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma pergunta bastante complicada, pois a vida tem seus altos e baixos, tem as suas dores e as suas alegrias. Não sei responder ao certo, sei que no momento uma avalanche de sentimentos passa por aqui, qualquer um, cada um. Eles gritam, eles chamam, mas eu não quero ser chamada, não quero ser ouvida. O que está se passando aqui exatamente? Nada, ou tudo talvez. Depende da cabeça, depende do sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho em frente ao abismo, devoro vorazmente minhas próprias palavras, escondo incompetentemente minhas lágrimas. Qual é o maior medo do mundo? Qual é a maior decepção de tal? Junte os dois, obtenha algo, é o que talvez eu sinta. O abismo está cheio de desculpas, decepções, falhas e corações quebrados, o abismo está cheio de medo. Mas eu caminho até ele, quero admira-lo, quero fingir estar hipnotizada por tal buraco de denuncias de falhas de todos, de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deduzo cada vez mais que eu gostaria de entender as fragrâncias da vida, de querer entender porque algumas horas as atitudes que tomamos machucam tanto. E eu nunca fui muito presente, talvez fosse, mas me cansei. Uma hora todos vão embora e já cansei de “aprender” isso, assim que se torna mais fácil não me aproximar, não deixar que me sintam perto e se sentirem, também sinta aquela distancia incoerente, pois assim é melhor, quando partir vai doer menos, bem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas partidas assim de vai e vem machucam, da medo de perder, mesmo quando não há motivos para temer. Melhor manter distancia, difícil é quando já se aproximou demais, quando já conquistou o coração e de repente vai embora, sem mais nem menos, sem explicar. Apenas porque “cansou”, porque acabou. Porque falhamos, novamente falhou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas observo que o meu jeito mimado me faz ser assim, meio distante e meio tudo do meu jeito. E algumas pessoas talvez me olhem esperando que eu seja a tal “boa menina”, mas não sei ser essa boa menina sem ser eu mesma. Não sou má influencia, talvez me torne diferente do resto, mas é o meu jeito. Apenas o meu jeito. E assim tão inocentemente machuca profundamente quando não é sempre assim que me vêem, que sem antes conhecer colocam a fantasia de vilã. E isso não machuca sempre, mas machuca à mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu estou meio afundada, meio esquecida. E quanto mais eu tento esconder, mais eu acabo mostrando, da vontade de ir embora, mas não tem para onde. Nessas horas a vontade de desistir de tudo volta a aparecer e sim, admito de cabeça erguida, eu já estou cansada de ser tão assim. Tão eu. Cansada das mesmas coisas, cansada de mim mesma, da minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou cansada de mim, dos meus problemas, cansada das feridas e dos corações quebrados. Estou cansada de sempre ser assim, sempre. De ser pintada de vilã, de ser a errada ou a errante. Cansada de ser assim, apenas isso. Cansada dessas palavras amarguradas que já não conseguem mais sair, pois são repetidas, mesmo quando não são. Agora, enfim agora eu digo, se você viesse me perguntar hoje se eu gosto da minha vida, eu honestamente responderia “nem um pouco, chego até ter ódio de mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 6 de junho de 2009. 5:51 am.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-7860754009669878920?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/7860754009669878920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=7860754009669878920' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7860754009669878920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7860754009669878920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/06/queria-ser-outro-alguem-por-um-dia.html' title='Queria ser outro alguém, por um dia.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6488950887135412321</id><published>2009-05-19T23:22:00.000-03:00</published><updated>2009-05-19T23:23:22.539-03:00</updated><title type='text'>Foi feito no silêncio.</title><content type='html'>E antes do fajuto arrependimento por ter esquecido suas lágrimas no baú, ela sorriu uma ultima vez, esperando que várias coisas se consertassem com o som de uma única risada nada sincera. Antes mesmo de ter um real porque, ela se encontrou consigo mesma e fez as estrelas parecerem mais perto e mais brilhantes do que realmente estavam. A agonia que lhe prendia a respiração se tornou vagarosa e logo, esquecida. Antes de recuperar a dor daquelas lágrimas, ela ouviu com grande coragem e ousadia as palavras que lhe fariam transbordar: “mas então mesmo assim, ele tinha outra, não?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um minuto de silêncio, um minuto de agonia, uma dúzia de anos parecia estar esperando, enquanto aquele enorme nó na garganta gritava por tempestades. Ouviu-se o som da porta batendo. Ela havia recuperado as lágrimas escondidas no baú e junto delas, aproveitou e recuperou a dor fantasiada de risadas simplórias e sem emoção. Seus olhos viraram tempestades esquecidas pelo mundo, sem nenhuma alma viva para fazer a calmaria chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6488950887135412321?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6488950887135412321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6488950887135412321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6488950887135412321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6488950887135412321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/05/foi-feito-no-silencio.html' title='Foi feito no silêncio.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5364915463180860783</id><published>2009-05-12T01:11:00.000-03:00</published><updated>2009-05-12T01:12:07.730-03:00</updated><title type='text'>Mas então dê um motivo.</title><content type='html'>Quem dera fosse apenas raiva ou apenas a dor da raiva se espalhando, quem dera fosse apenas uma surpresa ruim. Mas foi uma decepção, foi algo absurdamente inesperado, uma verdade abaladora, decepcionante. Quebrou os planos, quebrou os sonhos, quebrou as idas e as vindas. Quebrou as vontades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi só perder alguém, foi perder todos os planos criados, todas as vontades incalculáveis montadas. É ver o mundo distante, mas ao mesmo tempo perto desmoronando, perdendo o sentido para tantos esboços de futuros aconchegantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdendo a razão de estar aqui sem entender muito bem. É não saber mais montar dentro de si mesma uma esperança, mesmo que um pouco falsa, para seguir em frente.&lt;br /&gt;Eu não gostaria de ficar mais tempo sentada, encarando o chão e esperando que tudo terminasse bem. Mas o fim chegou assim como o começo, sem prévias, sem motivos, apenas porque quis chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dói aqui dentro, na realidade o que tanto tem gritado, é a falta que esta fazendo. É esse buraco maior que eu mesma, o buraco que só cresce, que só me deixa cheia de duvidas e vontades absurdas. Me faz encarar as paredes na escuridão intensa da noite, esperando com que estas me dêem soluções visíveis ou até mesmo que simplesmente me responda, converse comigo enquanto as lágrimas dominam inutilmente meu rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo, simplesmente isso. Não entendo onde todo o amor, se é que um dia ele já existiu, foi parar. Onde todos os planos e sonhos foram jogados fora, ou se foram simplesmente criados por mim, esquecidos rapidamente por você. Talvez eu já esteja farta de tantas inúmeras decepções, dessas que quebram, esmagam e perdem o raro sentido que eu encontro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que mais posso dizer que me cansei? Afinal, o que se faz quando você luta pela vontade absurda de sorrir, e durante tanto tempo as coisas tem caminhado no sentido mais sincero que você seguiu, mas aí tudo se torna ruínas. Você vê o mundo desabando e infelizmente não adianta fazer nada, pois a culpa não é sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo já fui me tornando acostumada a deixar de acreditar no tal amor. Fui começando a me tornar fria e entendendo que depois de belos dias de sol, a tempestade sempre precisa aparecer para poder molhar um pouco. E mesmo que eu não entenda, mesmo que novamente eu tenha de seguir em frente com um coração quebrado, uma grande ferida e uma confiança em pedaços acho que a mais dolorida parte, é admitir que ainda preciso por perto. É saber que ainda ocupa nesse coração sangrento uma grande parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a fórmula mais complicada não seja a de seguir em frente, mas sim de esquecer. Aprender novamente a viver sem. E eu que fazia tantos planos e queria tanto torná-los verdadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 12 de maio de 2009. 01:09 am.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5364915463180860783?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5364915463180860783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5364915463180860783' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5364915463180860783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5364915463180860783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/05/mas-entao-de-um-motivo.html' title='Mas então dê um motivo.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-8861580476320089375</id><published>2009-05-05T23:16:00.000-03:00</published><updated>2009-05-05T23:18:18.990-03:00</updated><title type='text'>Logo tão mais distante.</title><content type='html'>Às vezes teimo em querer pensar mais, por algum motivo as circunstâncias que me cercam fazem todos os pensamentos se embaralhar. E quando menos consigo perceber, me vejo sentada em algum lugar muito movimentado, mas atolada em pensamentos sem pé nem cabeça, o que me faz ficar calada, quase chorosa ou quase com raiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu me recuso a elaborar os sentimentos em palavras, pois todas elas me parecem cruas e sangrentas demais para alguém escutar. São rasgantes, perfurantes e doloridas. São altas e ao mesmo tempo absurdamente inaudíveis. São cruéis e indecisas, são verdadeiras demais para eu poder gritar, falar, desabafar. Para eu poder explicar o que está atolado aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receio que escrevendo as palavras percam um pouco da emoção, percam um pouco do sentimento agudo que arde sem dó aqui dentro. Receio que lendo, a ardência dos cortes esfriem um pouco e ao invés de se tornar um café extremamente amargo, é apenas um café com demasiado açúcar. E no momento demasiadamente açucarado são meus sonhos, que nunca vem tão cedo, me fazendo dormir tarde da madrugada e acordar cansada e irritada de mim mesma na manhã que se segue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio admitir que no momento eu sinta medo de fazer algo errado, mas ao mesmo tempo o errado me parece ser a coisa mais certa. Estou prestes a explodir confusões e receios, prestes a conseguir fazer minhas amargas palavras se tornarem dolorosas feridas, dolorosos punhais para quem lê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu realmente não estou achando justo, tanto me parece injusto eu ter de perder assim como eu ter de me machucar de novo. É injusto ter de fazer mil argumentos, ter de conseguir rodar o mundo, quando não recebo em troca. Não é certo ter de perder, ter de fingir que não esta perdendo para evitar sofrer. Só não quero parecer conformada, ao olhar tudo em volta e não reclamar, não sentir o gosto da angustia na boca e não ver a ansiedade de cada novo encontro diminuindo, se desconfigurando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu quisesse pedir para ficar mais um pouco, mas hoje já não sei se isso é muito certo, pois me dói aqui dentro ao perceber que muito do desinteresse me corrói, enquanto eu estou girando o mundo para tornar sempre possível. E talvez seja tão incerto assim, mas arriscar tudo já é desespero e insanidade máxima. Arriscar coisas que eu nem tenho, para perder antes mesmo de obter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está ardendo aqui, como se fosse fogo. As palavras querem sair gritadas, mas parecem apenas serem abafadas pelo som alto que contamina o quarto. É certo que estou apenas cansada de momentos assim, de amar pela metade, de ter pela metade, de ser metade de uma metade. Mesmo que a insegurança esteja me dominando, a vontade de ficar paralisada esta me tomando aos poucos também. Não estou mais esperando como antes, logo vou esperar menos ainda. Pois cansa de estar perto, mas ao mesmo tempo longe. Cansa mais não ter do que ter. Cansa mais ir embora do que ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Creio eu que alguns tenham razão, quando dizem que as minhas palavras tristes e pesadas sempre irão permanecer em meus textos. Por mais doce que seja o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 5 de maio de 2009. 23:17 am&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-8861580476320089375?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/8861580476320089375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=8861580476320089375' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8861580476320089375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8861580476320089375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/05/logo-tao-mais-distante.html' title='Logo tão mais distante.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-1076266840402386724</id><published>2009-04-26T00:42:00.000-03:00</published><updated>2009-04-26T00:44:32.947-03:00</updated><title type='text'>Sentimentos difíceis de se escrever.</title><content type='html'>As palavras não saem com facilidade, não com a tal que eu tanto gostaria. Talvez pelo assunto, ou o cansaço demasiadamente grande que abriga meus olhos, porém lá no fundo creio e admito que seja a dificuldade. Dificuldade de fazer gritar pra fora o que tanto grita para mim mesma, em palavras e sentimentos que não consigo distinguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu cresci, amadureci. Subi degraus onde ninguém me seguiu, talvez  por falta de audácia ou falta de oportunidade, pois ainda precisava vivenciar um pouco de tudo aquilo. Um aquilo que deixei para trás já faz uns três anos, mas quando existiu foi a melhor época. Pude comprovar hoje, assim só observando de longe que meu tempo já deu. E sim, quando eu pude aproveitar tudo ano passado, simplesmente dei um tempo. Um tempo que creio seja que pra sempre. Mesmo quando o pra sempre não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há afinidade, há lembranças que parecem falar mais alto que as cicatrizes, os machucados. Há uma vontade louca de agarrar, falar que quero voltar. Mas são lembranças que estão voltando, não o passado. É uma maneira de dizer que valeu a pena, uma maneira receosa de me dar conta que eu sentia falta, coisa que nunca admiti. Sentia falta de cada pessoa, de cada bagunça. Mas é fato, já não é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje prefiro observar de longe, não vejo necessidade de comparecer a todos os encontros, não vejo necessidade de voltar a ser quem retirava todos de suas casas para sair. Prefiro ver de vez em quando, fazer parte de vez em quando, estar ali de vez em quando. Ser um deles de vez em quando. A saudade aperta, nossa como dói quando aperta. Mas acho que já deu, já era para dar e o tempo se esgotou muito facilmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixamos todo o tempo escorrer por nossas mãos, deixar lugar a novas fazes e talvez até deixar lugar a novas pessoas. O tempo passou por entre as nossas pernas, brincou com o jeito como encaramos a vida, brincou com a ilusão de ainda existir muito tempo. Esquecemos de aproveitar todo minuto e infelizmente tudo aquilo já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje eu admito, ao olhar tão longe, que foi bom voltar. Foi bom conversar, escutar um pouco as vozes que estavam caladas para mim durante alguns meses. Ter um pouco da distancia removida, um pouco da tensão quebrada. O tempo longe daquele mundo se tornou indeterminado, talvez então eu o goste mais assim. O lugar que tanto me machucou, que tanto me quebrou pode enfim fazer parte de mim, mas um pouco mais ausente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas sei que mesmo sem querer, mesmo contra minha vontade foi bom voltar depois de tanto tempo. Matar saudades que eu nem sabia que existia. Ter um pouco de volta, o que talvez eu nunca tive, mas mesmo assim fazia falta. Um pouco do passado voltou, apenas isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não é o que já fiz que me define, mas sim o que eu faço. O que eu sou é diferente do que eu já fui. Aprendi isso, melhor lição de todo esse mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-1076266840402386724?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/1076266840402386724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=1076266840402386724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1076266840402386724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1076266840402386724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/04/sentimentos-dificeis-de-se-escrever.html' title='Sentimentos difíceis de se escrever.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-7353288589199343392</id><published>2009-04-18T19:53:00.000-03:00</published><updated>2009-04-18T21:21:32.652-03:00</updated><title type='text'>A noite solitária me fez escrever.</title><content type='html'>Essa distancia tão incomodante esta me fazendo mal esta noite, a todo custo queria estar aí me divertindo. Queria poder fazer dessa solitária madrugada uma festa de risadas e conversas. Não estou gostando de estar por aqui, o quarto esta tão grande e imersa na escuridão me pego pensando que poderia estar bem melhor agora. Há lágrimas aqui que você poderia secar, pois são de saudades. Saudades das conversas, das risadas. Saudades das coisas que apenas nós entendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O destino já foi simpático o bastante ao ter te colocado em minha vida, ter feito o que há muito eu não conseguia: encontrar uma nova verdadeira amiga. Mas me dói o fato de estarmos tão longe, me dói o fato de não poder me deitar todos os dias no breu do quarto e conversar durante mais um tempo indefinido contigo. Ter aquelas conversas bobas que parece que apenas nós sabemos ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está doendo essa saudade que não sei matar, está doendo a falta da sua voz e a falta das nossas conversas. Está doendo a falta que você está fazendo. Não sei direito, mas agora me sinto sozinha, parece que não há ninguém, mesmo sabendo que tem. Havia tempo que não me surpreendiam tanto, que não me faziam ter essa amizade, longe da área de conforto que eu tanto permaneci. Mas agora está assim, estou pronta pra ir ver um filme que irá me fazer rir um monte, mas não tem você pra rir comigo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que amanhã o sol nascer talvez eu ainda esteja acordada, mas afundada em minhas próprias teorias, meus próprios pensamentos e sonhos. Afundada em minhas próprias risadas e lágrimas, sem ter você aqui do lado pra poder compartilhar comigo seja lá o que for. Eu já sabia, quando o ônibus parou aqui em Curitiba, quando eu desci para pegar a minha mala eu já tive vontade de voltar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo momento fico lembrando das risadas de sexta-feira e da cerveja que nunca era a última, do silêncio momentâneo e daí  “Jaque, não tô me sentindo bem”, aí lá foi a gente no banheiro e enquanto eu tentava vomitar, você dançava com o Marrom no banheiro feminino. Mesmo quando de repente cada uma esta num canto da casa, meio chorando e meio chateada, aí de repente estamos juntas sentadas na cama conversando sobre tudo, de certo modo até se sentindo melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está fazendo muita falta mesmo. Não sei, é como uma irmã, sabe? A maneira como posso confiar, como posso contar. A maneira como resolvemos tudo de um jeito ou de outro, e como sempre estamos em constante freqüência e sintonia para enfrentar o que tiver pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As férias de julho estão chegando, assim como a minha partida também. Não há um dia, desde que eu te conheci  que eu não pense em como sentirei a sua falta. Sei que essas férias serão as melhores possíveis, da maneira mais perfeita. E depois serão longos 10 meses com um oceano de distancia, mas de distancia já entendemos. Porém, tenho a certeza que quando eu voltar tudo estará da melhor maneira possível. Enfim poderemos morar na mesma cidade, com apartamentos vizinhos. Nossos garotos que agüentem com a bagunça que faremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sei por que estou escrevendo, talvez seja porque vi suas fotos novas no orkut e me dei conta de como você está linda. Pode ser também que tenha lido um novo depoimento no mesmo e li que o garoto que o escreveu tirou as palavras da minha boca. Talvez eu tenha simplesmente escrito por saudades, que mesmo eu tendo te dado tchau na segunda-feira a saudade já cresce no primeiro minuto, ao saber que assim que eu subo  no ônibus a nossa nova bagunça será dali a algumas semanas apenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que na verdade a solidão bateu, a casa esta vazia e as batatas sorrisos estão tristes. O “borboleta” não tem tanta graça quando fica apenas na memória e o “December Boys” não é tão bonita. A “Apenas mais uma de amor” vira uma música qualquer do Nx Zero e tudo da saudade. Nessas horas começo a imaginar as conversas que teríamos se você estivesse aqui, quais músicas escutaríamos e sobre quais planos planejaríamos. Queria ter você aqui pra amanhã ir à farmácia comigo comprar uma tinta ruiva e mesmo sem coragem, mas com uma vontade louca, iríamos pintar meu cabelo e sujar meu banheiro inteiro com a tinta - até vendo a bagunça né. E talvez eu só quisesse poder falar “vamos ver Um Amor Para Recordar ou Antes que Termine o Dia?” e em lágrimas terminaríamos vendo o filme, pois somos duas choronas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São 400 quilômetros de distancia, mas quando a solidão se aconchega,  a saudade bate, parece a mesma distancia que daqui até a lua. Mas, acredito estar escrevendo, pois queria dizer pra você que a nossa amizade tem sido absurdamente importante e essencial pra mim. Eu nem me lembro de como era minha vida sem você, nem quero lembrar. Gosto dos segredos, das risadas, das histórias, das cervejas e das músicas, gosto de tudo isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em tão pouco tempo você se tornou uma amiga incomparável, insubstituível. Talvez por já termos nos despedido de garotos que hoje moram fora do país, talvez por você estar com o mesmo até hoje e ele morar em Londres e eu estar com um que mora  aí em Londrina – observe a semelhança nos nomes das cidades – ou talvez então pelas outras milhares de semelhanças, sejam as histórias parecidas sobre garotos, a cor dos olhos e dos cabelos ou o fato de sempre “nunca ri tanto na minha vida”. Pode até ser pelo fato de eu estar indecisa de se pinto o cabelo ou não e você ter começado a deixar seu cabelo na cor natural, pode ser pelo fato da “borboleta” ou do cd do carro que sempre era o mesmo. Mas é insubstituível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje só posso agradecer por um dia eu ter te conhecido. Acho que já era pra ser assim, um pouco de ironia do destino, eu ter encontrado tão de repente, entre planos fracassados, uma amiga tão importante assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas não chora, porque te ver chorar me faz chorar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, madrugada de 18 de abril de 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-7353288589199343392?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/7353288589199343392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=7353288589199343392' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7353288589199343392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7353288589199343392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/04/noite-solitaria-me-fez-escrever.html' title='A noite solitária me fez escrever.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3766284014408734611</id><published>2009-04-14T20:02:00.000-03:00</published><updated>2009-04-14T20:08:25.044-03:00</updated><title type='text'>Tão longe e tão mais perto.</title><content type='html'>Longe das risadas, longe das histórias, longe dos momentos, longe das lágrimas, longe das situações embaraçosas, longe da segunda casa, longe deles. Para onde devo ir quando meu ônibus chega na cidade natal? O que se faz com as saudades que tão indiscretamente carregam toda a leveza do meu coração? Como se faz para continuar vivendo sem se importar com o mundo em volta? Onde fica tão facilmente a vontade de já voltar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sigo caminhando, sigo vivendo, mas não posso evitar o desejo de estar em outro lugar, novamente junto daquelas histórias. A vontade de ter tudo a cada segundo, de não precisar ter de se preocupar com o adeus que parece adorar vir. Não precisar olhar o teto todas as noites antes de dormir, pois não tem com quem conversar, não precisar ter de se contentar com conversas internauticas, pois quando começar anoitecer pode ser dito seja lá o que queira pessoalmente. E todo o tempo se torna a seu favor, sem precisar pedir para não passar tão depressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perde a graça voltar pra casa, perde a graça não ter as mesmas saídas, perde a graça não ter as mesmas brincadeiras, perde a graça não ter os mesmos motivos para se sentir tão bem, perde a graça não estar tão perto. Perde a graça morar longe, perde a graça ter de sentir saudades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo sempre foram as mesmas histórias, as mesmas pessoas, os mesmos lugares. Mas quando você menos vê você já cresceu, você já cansou de toda aquela mesmice. Começa a ver que ter poucos e bons amigos é muito melhor do que ter um punhado de falsos, começa a crescer e se tornar diferente, se sentir diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais incomoda é se acostumar. Se acostumar com os velhos amigos, se acostumar com os mesmos velhos lugares, se acostumar com os mesmos velhos romances, se acostumar com os mesmos velhos momentos. E apesar da distancia de alguns notáveis quilômetros, é tudo absolutamente novo, mesmo quando é igual se torna novo, porque sempre é. Pode ser os mesmos lugares e às vezes até as mesmas risadas, mas são os mesmos de uma parte de você diferente, mudada, crescida. Nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles tiveram o dom de me acolher, o dom de me fazer sorrir. Eles tiveram o dom de me fazer devolver a mim mesma o brilho de meus olhos. As salas aqui tão vazias e frias, lá são agitadas e cheio de gente. São sorrisos que apenas eles e eu entendemos, bagunças e gargalhadas. É apenas lá que a última cerveja anunciada, nunca é de fato a última. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que as saudades me façam hesitar ao falar que vale a pena, é inevitável deixar a espontaneidade anunciar que não só vale a pena, como vale muito a pena. Se lá as lágrimas também existem, parece que duram menos, doem menos. É mais fácil secar o rosto molhado, esquentar o coração gelado, num lugar onde é mais fácil sorrir e se sentir bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe essa idéia de lá ser melhor e aqui pior, é apenas diferente. Bem diferente, como se lá eu visse uma plaquinha de “que bom que você está aqui”, todas às vezes que eu os vejo e aqui só vejo a tal plaquinha de vez em quando, raras vezes. São outros momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como me afirmaram, eles me conhecem como eu realmente sou, pois eles mais me escutam do que me vêem, eles mais me ouvem do que me assistem, eles conhecem a versão de mim mesma, por eu mesma, sem terceiros falando como acha que eu sou. Eles conhecem minhas falas, minhas reações, minhas gargalhadas. Eles conhecem melhor as minhas lágrimas. Eles conhecem a melhor versão de mim, a versão que eu só sei demonstrar lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu sei, eu tenho o meu melhor de dois mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curitiba, 14 de abril de 2009. 19:59 pm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3766284014408734611?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3766284014408734611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3766284014408734611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3766284014408734611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3766284014408734611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/04/tao-longe-e-tao-mais-perto.html' title='Tão longe e tão mais perto.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-8324296292579090809</id><published>2009-03-15T22:22:00.000-03:00</published><updated>2009-03-15T22:23:06.584-03:00</updated><title type='text'>Pode ser, eu sei.</title><content type='html'>Pode ser que quando você voltar ele já não esteja mais lá. Também pode ser que quando ele voltar você já não esteja mais lá. Pode ser que bata o relógio à meia noite e você queira dar uma de Cinderela, pode ser que quando bater o relógio à meia noite você queira prolongar até às cinco da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que hoje o dia foi um desperdício. Pode ser que amanhã ele esteja na sua saída com uma rosa na mão. Pode ser que você chore todas as noites, pode ser lágrimas de saudades ou de dor, de coração quebrado. Pode ser que a música de vocês pare de tocar simplesmente porque as rádios já não a querem mais. Pode ser que a foto simplesmente caiu do mural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que o seu mundo desmorone todos os dias, também que você o veja de longe e sinta vontade de abraçá-lo. Pode ser que você sinta saudade das ligações noturnas dele, pode ser que você queira ligar e descobrir se ele ainda pensa em você. Pode ser cedo ou tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que você chora a ausência dele. Eu sei que toda nova carta que recebe, você deseja que seja dele. Eu sei que você se lembra dele todos os dias. Eu sei que você tem marcado em você todas as datas, do primeiro beijo, do namoro e até mesmo do dia que ele partiu. Eu sei que as palavras que ele disse vêm à sua cabeça, quando passa nos lugares que estiveram juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que você teve de se esquecer de muitos planos, sei também que todos eles você montou cuidadosamente todas as noites antes de dormir. Eu sei que até a aula parecia mais aconchegante e menos monótona, quando dali a algumas horas você o veria. Eu sei que você nunca se esqueceu das mordidas carinhosas que ele lhe dava, eu sei que você nunca se esqueceu da vez que ele te olhou nos olhos e te disse “eu te amo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei perfeitamente que você não consegue odiá-lo nem por um segundo sequer, mesmo sabendo o quanto ele te quebrou. Eu sei que você ainda o espera todos os dias, como se ele fosse voltar repentinamente. Eu sei dos cortes que você teve, das vezes que quis desistir do mundo. Eu sei do quanto você sofreu, do quanto você teve de superar, depois que ele foi embora. Eu sei a dor que você sentiu quando você o viu pela última vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que você ache que nunca irá mais encontrar alguém como ele, eu sei que ainda não encontrou. Mas eu sei que você sempre tentou deixar suas feridas de lado, pode ser que elas já tenham se fechado, mas eu sei que você ainda admira as cicatrizes. Pode ser que as noites tenham ficado mais longas, e eu sei que você nunca tentou fazê-las mais curtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei que o seu coração está em pedaços, mas pode ser que já esteja sendo colado. Eu sei do quanto você quer dizer pro mundo da agonia que sente dentro de ti, mas pode ser que você simplesmente não consiga. Pode ser que essa agonia já não seja tão grande. Pode ser que você só precise de tempo pra começar a se recuperar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que você não veja mais saídas, eu sei que muitas vezes não vê. Eu sei das vezes que você foi até lá pra vê-lo, pode ser que isso simplesmente te machucasse mais ainda. Eu sei que você já se apaixonou de novo, mas pode ser que nunca deixou seu coração amar. Exatamente, pode ser que a saudade te invada, mas eu sei muito bem que não pode deixá-la te domar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-8324296292579090809?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/8324296292579090809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=8324296292579090809' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8324296292579090809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8324296292579090809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/03/pode-ser-eu-sei.html' title='Pode ser, eu sei.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-663383023027292194</id><published>2009-03-10T20:04:00.001-03:00</published><updated>2009-03-10T20:09:37.279-03:00</updated><title type='text'>Logo vai começar.</title><content type='html'>Dia 4 de abril começa uma jornada que talvez eu gostasse de adiar. Não pela falta de vontade, mas sim pelo medo que me embrulhou o estômago. A respiração se tornou ofegante ao saber que os dias estão sendo contados, que a ausência de mim mesma nessa cidade esta para chegar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dez meses, depois eu volto. Terei histórias, tratei presentes, estarei mudada, estarei crescida, assim como todos aqueles que eu deixarei aqui. Guardarei em todos os meus dias em que estarei distante, um punhado de saudades. O punhado que despejarei com lágrimas, abraços e sorrisos assim que eu voltar para casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato de que este tempo longe de tudo me fará muito bem, mas também é fato de que ele criara muitas cicatrizes. Serão lágrimas dolorosas de saudades, serão dias em que a vontade é de sumir, desaparecer. Afinal, qual é a sensação de estar tão longe de casa, sem saber falar quase nada da língua local, sem ter ninguém pra te abraçar e fazer da escuridão um pouco mais confortável? Qual é o tamanho da força que tem de se ter pra agüentar? Qual é o tamanho da vontade? Qual é o tamanho da saudade que vai abrigar e ferir o coração todos os dias? Será que eu agüento? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que há os que dizem “você vai agüentar, você é forte”, mas da medo. Da um receio ficar tanto tempo fora de casa, fora da cidade. Ao mesmo tempo que eu sei o tamanho do abismo para o qual estou me dirigindo, também sei o quanto o vôo poderá ser gratificante, se eu o fizer de tal modo. Sei das novas experiências, da nova cultura, do sonho sendo realizado, das pessoas que eu poderei conhecer, da experiência de morar no país que eu mais admiro. E mesmo querendo descobrir de imediato, sei que só na jornada até a partida e durante todos os dez meses eu irei descobrir o tamanho do meu pára-quedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente do tamanho do abismo e do quanto o vôo para ele pode valar a pena, o meu pára-quedas não depende de mim, depende de todos a minha volta. Descobrirei em uma prova de fogo quem está ao meu lado para me apoiar, me proteger, me acolher. Descobrirei da pior maneira o quanto eu significo. Seja na ida ou na partida, o quanto eu deixarei de saudade pra cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser com uma surpresa, com uma camiseta do time, com uma carta, com um lenço vermelho, com uma foto, com um abraço, um beijo, um “eu te amo”, com uma lágrima, pode ser com acordar às 6 horas da manhã pra me dar tchau no aeroporto. Pode ser me esperando lá também, quando eu chegar. Pode ser com a faixa roxa ou simplesmente com um “entra no carro, temos dez meses de conversa pra botar em dia”. Não importa como, mas admito estar curiosa pra saber o quanto farei falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu entrar naquela sala de embarque, depois de me despedir de todos eles, eu olharei pra trás e os verei com lágrimas nos olhos uma última vez. Com forças que eu arranjarei, eu terei de olhar pra frente, seguir a direita ou a esquerda da sala e começar a juntar saudade, que infelizmente terei de guardar por dez meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só não peço que me diga que será fácil, diga apenas que valerá a pena, que cada dia sozinha irá valer a pena. Mas jamais me afirme que será fácil. Honestamente eu ainda tenho tempo, mas até lá eu quero fazer deste tempo o melhor possível. Quero levar as melhores lembranças, para se ter as maiores forças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda está longe de 4 de abril, mais longe ainda a partida em agosto, mas quando chegar, saiba que precisarei de todos os abraços, de todas as palavras. Porque eu sei que consigo, mas preciso de vocês aqui, para caminhar comigo até a hora de eu voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- À minha família e aos meus amigos de verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-663383023027292194?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/663383023027292194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=663383023027292194' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/663383023027292194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/663383023027292194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/03/logo-vai-comecar.html' title='Logo vai começar.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-1558183164961272266</id><published>2009-03-01T02:00:00.000-03:00</published><updated>2009-03-01T02:02:24.566-03:00</updated><title type='text'>Não deixarei ficar vazio.</title><content type='html'>“Só que é estranho não conversar com você. Você ocupou um lugar aqui dentro e dai parece que está vazio. É estranho”. Ouvir isso quando eu queria dizer as mesmas palavras, para uma porção de gente. Dizer do espaço vazio, do buraco que muitos deixaram ao ir embora, ao esquecerem. Ao embarcarem para uma vida distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não digo de quem ocupou um espaço enorme e foi embora ao me ferir, não digo de pessoas que se distanciaram sem ter razão, simplesmente porque quiseram acreditar sobre mentiras a meu respeito ou mesmo das pessoas que criaram tais mentiras. Essas pessoas eu jogo fora, junto com todo o resto. É lixo, como já me disseram. Eu digo de quem ocupou um grande espaço e foi embora ou me deixou partir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje foi apenas mais um dia em que me preparei para partir, começar uma vida de árduos dez meses longe de tudo o que eu conheço, longe de toda essa proteção. Quando começo a me preparar para uma partida quase infinita, me deparo com o que estarei deixando para trás. Com os milhares de vazios que sentirei dentro de mim. Com a distância que criarei de muitos, com as faltas de palavras, com as faltas de olhares e abraços. Até quando a ausência pode ser suportável?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me distanciado de diversas situações, diversas pessoas. Tenho deixado junto a mim quem é realmente importante, quem realmente vale a pena, mas e quem eu já deixei partir? Todos aqueles que aqueciam meu coração quando o sentia muito gelado, todos aqueles que ocupavam minha mente cheia de palavras doces, muitos deixaram enormes vazios. Insubstituíveis vazios. É estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deixar partir e o partir, deixando a solidão se abrigar nos vazios deixados no coração. E vai sempre faltar, não é a mesma coisa. Os abraços calorosos, o carinho inconfundível, as palavras doces, tudo o que se recebia sempre, se torna para eventualmente. Mas acontece que o eventual encontro não preenche o vazio diário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma dor estranha, agonizante. Indecifrável, para aqueles que nunca amaram de verdade. É perda, é solidão, é saudade. É querer ter perto mesmo estando muito distante. É sentir o abraço, mas continuar gelado. É o vazio que muitos deixam, muitas vezes sem querer, o vazio que fazemos com que deixem. O vazio que muitas vezes deixamos em outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a dor, um dia a saudade diminui. Não é lembrada sempre, se torna muitas vezes invisível. O vazio com o tempo diminui, a solidão vai saindo aos pouquinhos, mas o buraco nunca some. Sempre fica um vaziozinho, mesmo que bem pequeno, apenas para nos lembrar dos que já partiram de nossas vidas, mas que nos marcaram para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu não irei embora, não deixarei vazio. Se eu for, talvez seja porque meu tempo se esgotou. Mas calma, pode ser que eu só precisasse de ar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-1558183164961272266?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/1558183164961272266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=1558183164961272266' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1558183164961272266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1558183164961272266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/02/nao-deixarei-ficar-vazio.html' title='Não deixarei ficar vazio.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-7809982732562283586</id><published>2009-02-19T21:55:00.001-03:00</published><updated>2009-02-19T21:55:43.893-03:00</updated><title type='text'>A nova parede branca,</title><content type='html'>É uma parede nova, uma parede totalmente branca. Ao meu lado há diversas figuras, carimbos, tintas. Na minha cabeça há diversas idéias. Todo o material ao meu lado está apenas aguardando eu falar “vai”, para a parede branca começar a se colorir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que jamais pensei ouvir essa palavra de novo, essa tal afirmação que me fez desandar. Me fez guardar lágrimas grossas de desespero. E se ela estando em sua vida, você se torne distante de mim novamente? E se tudo mudar? E se a amizade tão verdadeira desaparecer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também pensei que o mundo fosse desabar. Essa distancia toda, essas saudades. Me conte, o que eu faço com essas saudades? Como eu consigo me manter concentrada, sabendo que há quilômetros que preenchem essa solidão que esta me fazendo. A insegurança que cresce não pela confiança não existente, mas sim pela maldita saudade. Cretinas saudades, se gostaria de saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu espero que me entendam, aquele novo que achei me fazer bem, realmente não me fez. Aquele novo que achei ser um abrigo, foi só uma barreira de frágeis madeiras em meio a um rio de correnteza brava. Não é questão de ainda me importar, de ainda proibir o meu mundo de chegar a certas orelhas. É questão de distancia, questão que hoje eu vejo, eu só precisava de algo novo. Consegui. Mas aquele novo, não era o suficiente para suprir a minha felicidade. Hoje eu deixo esse novo para trás, apenas com boas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, sem querer eu encontro um outro mundo. Um mundo que me protege, que me distancia de tudo. Um mundo meu, onde mais ninguém pode ter, nem com cartão de visita. Um lugar onde eu posso me esquecer de tudo, lembrar apenas do aqui e do agora, lembrar apenas de rir, pois as lágrimas não têm lugar. Esse tal mundo tem cada vez me abrigado mais, me feito sorrir mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, eu tenho uma grande coragem dentro de mim pronta para crescer. Uma coragem que eu preciso ter, uma coragem com dia marcado para ser posta a prova. Uma força que eu preciso ter, uma força de mim mesma, uma força vindo do apoio dos mais importantes. Um desafio que eu terei de cumprir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E logo quando vejo, a parede tão branca na minha frente, já tem alguns cantos rabiscados, sujos, colados com figuras. A parede é apenas nova. Com novos desenhos, novas figuras e fotos, com novas cores. Sem quase nada da parede antiga, apenas algumas cores e figuras mais essências. Mas a parede ainda tem muito que colorir, até eu querer começá-la novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-7809982732562283586?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/7809982732562283586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=7809982732562283586' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7809982732562283586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7809982732562283586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/02/nova-parede-branca.html' title='A nova parede branca,'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-8056961533807943899</id><published>2009-02-02T17:24:00.000-02:00</published><updated>2009-02-02T17:38:05.999-02:00</updated><title type='text'>Por palavras aleatórias.</title><content type='html'>Meus pensamentos correm a solta nesta casa vazia. O calor me sufoca, o ventilador tenta fazer um bom trabalho arranjando algum vento para arejar o quarto abafado. O silêncio é quebrado por um som não muito alto, mas o bastante para não me sentir sozinha. Enquanto a minha voz não é ouvida, pois não há ninguém para conversar, me satisfaço com algumas conversas via internet. Um pouco geladas, sem emoção, mas absurdamente carinhosas devido as pessoas com quem eu falo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha distancia de casa no momento, não é muito maior que 600 km, mas parece que é bem menos. Desde a primeira vez que compareci a essa cidade é como se eu me sentisse em casa, como se aqui fosse o meu lugar, de alguma forma. Acho que o ar quente esta mexendo de alguma forma com os meus neurônios, admito estar um pouco longe de tudo no momento. Sabe quando tudo lhe parece uma novidade surpreende? Pois bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo bem sincera, mas muito mesmo, eu estou apenas tentando encaixar peças na minha cabeça. Tentando montar um quebra-cabeças que acho que nunca existiu ou talvez esteja existindo até demais. Mas agora me conte, o que eu faço? Como você faz para seguir em frente, sabendo grande parte do que vai ter de enfrentar? Como você fica absolutamente intocavel aos sentimentos que lhe agridem o coração?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele não procura, ele não se importa, ele não quer. Ele se esquece, ele deixa de lado e faz pouco caso. Mas então, quando ele perde, ele vem procurar, vem querer saber e até mesmo querer brigar, perguntando motivos de eu ter feito tudo o que fiz. Quando ele menos percebe, ele esta talvez cobrando coisas que não pode, assim como eu também não posso cobrar absolutamente nada dele. Admite aos amigos que morre de ciúmes, admite que se importa, mas continua sentado. Continua agredindo um coração, é sempre tão comodo, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem horas que eu me pergunto, com um que de preocupação o que eu estou fazendo aqui, mas ai vem alguém e diz “amanhã eu irei te ver”, com um belo sorriso no rosto e até mesmo quem sabe com olhos brilhando.  Por alguns instantes eu repenso, então me deparo com a resposta “vim pra ouvir isso”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Receio estar confusa porém muito consciente. Muito sã diante as minhas confusões. Minhas confusões são eles e não eu. O que devo admitir com total precisão, é que quase tudo esta no lugar onde deveria. Tudo o que eu queria mudar, eu mudei. Algumas pessoas ficaram, outras pessoas foram embora. Alguns rostos eu poderei contar com a ausência, os vendo de vez em nunca. E é assim que tem de estar, mudar a sorte a meu favor. Fazer sorrir, porque ninguém vai fazer isso por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Coca-Cola que parece não ter fim me acompanha nessa tarde de segunda-feira oceosa, calma e quente. Meus pensamentos que no momento parecem fumaça, andam vagando por ai se tornaram distantes e me deixando em paz e com um sorriso no rosto. Acho que apesar de tudo, é como uma vez ele já me disse “ai eu vou embora, você fica e daí, o que fazemos?”. Acho que é sensato responder “não fazemos nada. Não chegou a nossa vez ainda”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Londrina, 2 de fevereiro de 2009 17:27 pm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-8056961533807943899?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/8056961533807943899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=8056961533807943899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8056961533807943899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/8056961533807943899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/02/por-palavras-aleatorias.html' title='Por palavras aleatórias.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5543009240145246074</id><published>2009-01-29T02:12:00.000-02:00</published><updated>2009-01-29T02:13:49.998-02:00</updated><title type='text'>Quando chega a hora de ir embora.</title><content type='html'>Odeio essa parte. Essa parte de dar tchau, não necessariamente só para as pessoas, mas para os lugares, para os objetos. Sabe, olhar intensamente para algo e dizer pra si mesmo “poxa, quando de novo?”. Não sei, ninguém sabe. Até quando, né? E saber que na despedida existe a ausência daquilo, a saudades. As lembranças que ficam, daquilo que não se pode ficar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As acho dolorosas, ter de se despedir de alguém que só vai ver dali 18 meses, ter de ver aquele mar imenso e dar tchau praqueles dias perfeitos. Dar adeus pra tudo aquilo que teve seu tempo esgotado, de certa forma. Os brinquedos que não fazem mais sentido guardar, os cds que não se escuta mais, as roupas preferidas que ficaram pequenas ou simplesmente velhas, os dias que não podem mais ser adiados para se ir embora de uma viagem, os amigos que tem de ir embora e voltarão dali muito tempo. São dolorosas as despedidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber que sem se despedir é muito difícil seguir em frente. Tem coisas que por alguma razão tem dias limitados. Elas não podem durar mais do que já estão durando, isso nos faz crescer. Mesmo que sejam despedidas singelas, despedidas de algo bobo como alguém que admiramos na praia e então temos de ir embora, sem saber quando voltaremos a admirar. Mas nos fazem crescer, saber seguir em frente deixando coisas e momentos para trás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil chegar num aeroporto, ver um dos mais essências amigos na sua frente e você dizer “até daqui um tempo” em um abraço caloroso. Mas esse tempo é longo, são dias de espera, são meses longos e frios. Quando a imagem desse amigo lhe vem à cabeça, tudo aperta dentro, o estômago revira, o coração chora e você pensa “será que ele esta bem?”. Despedias assim nos fazem crescer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As saudades que tanto guardamos no peito, são saudades de que valeu a pena enquanto durou. Significa que se aperta o coração na despedida, quer dizer que esta difícil de ir embora, mas a realidade não é só aquilo. A realidade não é ir dormir e acordar com os amigos, não é almoçar às 14:00 e jantar às 22:00, chegar em casa todas às noites quando o sol esta para nascer. Realidade não é gastar a tarde inteira com conversas jogadas fora, seja na cidade ou na praia. Realidade é aproveitar tudo isso e saber que a hora que acabar, valeu a pena. Tudo aquilo te satisfez de alguma maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, quando você menos espera, você faz as malas ou então encaixota a sua infância numa caixa. Você se despede, às vezes em silêncio, outras as lágrimas dizem tudo ou então palavras doces e lamentáveis declaram a dor. Você então precisa ir, fecha a porta, entra no carro, pega a estrada e vai. Vai embora, olhando para trás, lembrando que tudo valeu a pena. Ou então, simplesmente deixa tudo na caixa fechada, fecha os olhos e guarda todas as lembranças, vira as costas e simplesmente parte. O pior não é saber que tem de ir embora, o pior é saber que chegou a hora de ir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5543009240145246074?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5543009240145246074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5543009240145246074' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5543009240145246074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5543009240145246074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/01/quando-chega-hora-de-ir-embora.html' title='Quando chega a hora de ir embora.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-1978105023749046471</id><published>2009-01-22T02:52:00.000-02:00</published><updated>2009-01-22T02:54:23.564-02:00</updated><title type='text'>Já faz tanto tempo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Ki1SbJr-X5M/SXf7zfRHRnI/AAAAAAAAADQ/CT_UYxO5nIM/s1600-h/Eu+e+Luan-1+copy.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ki1SbJr-X5M/SXf7zfRHRnI/AAAAAAAAADQ/CT_UYxO5nIM/s320/Eu+e+Luan-1+copy.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293976748982486642" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz tanto tempo e já nem sei se me lembro direito. Foram dezenas de risadas e abraços, dezenas de histórias que até hoje gosto de contar. Já faz tanto tempo e já nem sei o que eu fiz direito, onde tudo acabou, cada um para cada lado. Cada um por sim, depois de tanto tempo, que todos foram por um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje admito que não seria tudo o que ouso ser, se não fosse tudo o que já ousei ser. É uma troca de épocas, o que eu cresci lá hoje se reflete aqui. De fato, hoje me faz ter orgulho, apesar de tudo o que já aprontei com todos os amigos que retratam em várias fotos. Todas as histórias insanas e mutáveis que vivemos me fizeram ser algo que hoje sou. Ser mais que alguns, ser muito mais que outros. Ter histórias que me enchem de felicidade, só de lembrar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas já faz tanto tempo, foram tantos meses que já deixamos para trás, é até estranho de lembrar. Pequenos e grandes conflitos, pequenos e grandes abraços, pequenas e grandes lágrimas, tudo o que já passamos. Hoje enfeitamos fotos, hoje apenas enfeitamos uma felicidade congelada, uma felicidade que jamais vou ter de volta. Tudo o que já passamos ficou lá. Tudo não volta. Num receio doloroso, numa conversa nostálgica, observamos que nunca será a mesma coisa. Todos os finais de semana se tornaram apenas memórias, os abraços se perderam. Já não temos mais muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo vasto e farto que tínhamos era a nossa única arma, que pelo qual não temos mais. Estamos sempre apressados, sempre atrasados. Não nos olhamos mais nos olhos, não nos entendemos mais como um dia foi. Esquecemos de sorrir quando nos vemos, esquecemos de nos abraçar bem forte. Hoje sumimos, vamos embora fugindo do tempo que insiste em passar. Cada encontro é visto e inaugurado com a frase já clichê “nossa, mas quanto tempo!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, quanto tempo! Quanto tempo? Antes não existia esse tempo, antes não era assim. Deixamos o mundo quebrar, o mundo abalar. E esse tempo não era para existir, nós todos dizíamos isso. Todas as travessuras que aprontávamos, todas as piadas que criávamos, todas as aventuras que fazíamos, tudo isso. Tudo isso não tinha “quanto tempo”, tudo isso tinha um tempo. Tudo isso tinha “até amanhã, certo?”. E de fato, era até amanhã. A sexta-feira se tornava sábado e o sábado se tornava domingo e estávamos todos juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz tanto tempo, que é até difícil de acreditar. É difícil de virar e ver que já passou e que hoje, eu voltaria no tempo e faria absolutamente tudo de novo. Sem nenhuma falha de fora, sem nenhum erro. Tudo o que houve me fez crescer, eu vejo assim. Se já faz tanto tempo e deixou saudades, é porque valeu a pena. Mas uma parte de mim sabe que seja lá o que houve, ficará comigo para sempre e mesmo que às vezes a vontade de voltar ao passado seja extrema, tudo o que houve era para ter acontecido naquela época. Não teria a mesma graça se tivesse acontecido hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aos meus melhores momentos, aos meus melhores dias. Jamais vou me esquecer de todas aquelas brincadeiras. Essa é a parte de mim que apenas pouquíssimas pessoas conhecem. A parte que com certeza muita gente jamais vai conhecer. Ao meu melhor passado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-1978105023749046471?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/1978105023749046471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=1978105023749046471' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1978105023749046471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1978105023749046471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/01/j-faz-tanto-tempo.html' title='Já faz tanto tempo.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ki1SbJr-X5M/SXf7zfRHRnI/AAAAAAAAADQ/CT_UYxO5nIM/s72-c/Eu+e+Luan-1+copy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-5806737780235219582</id><published>2009-01-13T23:12:00.000-02:00</published><updated>2009-01-13T23:13:21.137-02:00</updated><title type='text'>Considere uma nova chance.</title><content type='html'>Com um começo de ano bom não é difícil imaginar um ano perfeito. Não sou desse tipo de pessoa que adora fazer promessas para um bom ano, acho que o ano não depende de promessas, mas sim de momentos. Não tem como prometer que tudo vai melhorar e continuar sentado, sem fazer nada, achando que alguém vai aparecer na sua vida e caminhá-lo para momentos bons. A sorte cada um faz a sua, cada um modifica a vida a seu favor e quando as coisas vão mal, é simplesmente porque você não as melhorou. De cada lágrima que te escorre a face, um sorriso te aguarda e este, só depende de você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo fim de ano eu simplesmente penso um pouco. Penso tudo o que passei, penso tudo o que ainda quero passar. A única promessa que eu faço na virada, é aquela de deixar para trás tudo o que não mais me comove, tudo o que machuca, tudo o que não presta. Abandonar no ano que acabou, todo o lixo. As mágoas e as cicatrizes. Então começo com um ano novo, uma expectativa nova. Com um número diferente, quando se coloca a data em alguma carta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso dizer que comecei bem meu ano. Pela primeira vez, consegui deixar de lado tudo o que já não mais me importava. Mas tudo mesmo. Coloquei num baú, tranquei e enterrei. Para não lembrar e poder sorrir sem culpa. Afinal, eu consegui. Desde o primeiro minuto deste ano eu sorri. Por novas piadas, por novos momentos, por novos amigos, por novas chances, por novas histórias. E mesmo que muita gente discorde que um ano novo é uma vida nova, eu devo concordar com essa frase. Devo concordar pelo simples fato, de que é tudo começando. Todos os meses, todas as semanas, todos os dias e horas se repetem. É uma nova chance de fazer diferente. De uma maneira um pouco ilusória, pois o que passou não se apaga, mas é um novo começo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que até agora nada concreto tenha me acontecido, eu tenho conseguido fazer novos planos. Tenho conseguido montar um plano e querer segui-lo, sem desistir, sem querer deixá-lo para trás. E devo isso às novas experiências que tive, às novas aventuras. Eu apenas vi que todos estão crescendo e não podem mais esperar os outros, como hoje insistimos em esperar. Temos de continuar, mesmo que nem sempre continuem conosco. Cada um faz a sua trilha, faz a sua história. Hoje observo que está na hora de começar a minha história, de parar de me preocupar com os outros atrás de mim e seguir em frente. Pois todos crescem e não podemos esperar que cresçam conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que o champagne estourado, os abraços à meia noite sejam apenas comemorações toscas e hipócritas, é uma maneira de cada um, dentro de si mesmo, dar uma nova chance. E isso não depende de ninguém, apenas nós. Não é bem assim que funciona, mas, é só tentar encarar o dia 1º de janeiro como uma nova partida. Você ainda tem 365 dias pela frente, não os desperdice e faça valer a pena o champagne estourado e os abraços dados. Se for ver, é bastante simples, é apenas uma colocação da vida a seu favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-5806737780235219582?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/5806737780235219582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=5806737780235219582' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5806737780235219582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/5806737780235219582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2009/01/considere-uma-nova-chance.html' title='Considere uma nova chance.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-1816738103166539220</id><published>2008-12-22T02:58:00.000-02:00</published><updated>2008-12-22T03:00:56.087-02:00</updated><title type='text'>Por ter falhado tantas vezes.</title><content type='html'>O verão que não veio e deixou lugar para a chuva mansa, me fez pensar no que começar a fazer da vida. Uma boa xícara de café e Los Hermanos me acompanham nesse universo de pensamentos. Porém, mesmo que eu esteja bem acompanhada, bem protegida do vento é como se tudo conseguisse me atingir. Qualquer pensamento ruim, que me passe pela cabeça mais de duas vezes, torna uma dor aguda no meu peito, torna uma constante agonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho mais certeza do que pensar, em como agir. Talvez por isso, no momento, prefiro a solidão da madrugada para pensar e o companheirismo do dia para chorar. E nessa madrugada que o tempo passa mesclado, uma hora devagar demais outra hora rápido em demasia, alguém me fez escolher uma estrela no céu. Admito não ter entendido muito bem a lógica, mas ainda estou procurando. O que mais me surpreende é que nessa imensidão de estrelas, não tem nenhuma que me hipnotize por completo. Não há nenhuma que olhe para mim e sorria, me convidando para confiar a ela meus segredos mais secretos, minhas dores mais gritantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem algo aqui dentro que esta berrando, uma falha repetida. E a música delicada e mansa me rasga a carne dolorosamente, ao me lembrar que eu não poderia ter falhado tanto. O café docemente adocicado com o meu melhor açúcar refinado esta amargo, de tantas amarguras que estou despejando esta noite. O motivo da minha solidão e meu leve desinteresse é bastante simples: a mesma falha me persegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o decorrer do ano eu lutei com obrigações, responsabilidades e desejos. Lutei com corações quebrados, com lágrimas no rosto e braços cansados de tantos cortes. Mãos cansadas de tanto sangue. Mas eu falhei. Deveria ter me importado menos com todos aqueles problemas tão pequenos. Deveria ter me posto a respirar um pouco, ao invés de ir cansada e sem fôlego a luta. E quando cheguei à reta final, eu falhei. Decepcionei amigos, decepcionei parentes. Tudo se tornou tão distante. Feriu as distancias que ganharei de muitos, feriu o orgulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para o mundo todo, apenas ferir o orgulho não basta. O destino nos prega peças, só deixa os mais fortes vencerem. O destino nos prova da maneira mais difícil que somos realmente fortes, que realmente superamos todas essas dores que batalham agonizantemente contra nós. Mas então tem um dia que tudo parece certo. O sol nasceu bonito, a vida tem estado de certa forma bela. Mas a falha que te segue, é como o buraco que sempre se forma em sua camiseta preferida. A falha te segue e novamente te faz cair. Faz com que o dia, até então belo, se torne cinzento, melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todas as derrotas que já tive, faço uma parede inteira de ilusões. Todas enfileiradas em bonitas prateleiras de mármore, e não porque elas merecem um lugar digno, mas sim para parecerem mais inofensivas. Coloco ênfase na palavra cansei, pois eu cansei da mesma falha me perseguir. A mesma falha me carregar pro poço escorregadio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma hora na vida todos cansam de ser apenas o ombro amigo. Quanto muito se escuta a frase “não sei se você é uma amiga ou alguma coisa mais”, uma hora ela cansa. Uma hora ela acaba se tornando apenas uma maneira mais delicada de se dizer “estamos terminando, mas ainda somos amigos”. O problema é que tem determinados momentos que a palavra “amigos” não se torna reconfortante, mas sim dolorosa. Destruidora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas então cansa. Você perde a esperança, você perde a vontade. O interesse desaparece. Os momentos se esquecem. Os sentimentos são engolidos pelo orgulho que cansou de se ferir. Seu coração se aposenta. Suas lágrimas se recusam a querer sair. E assim se torna mais um infeliz no mundo. Uma pessoa amargurada, machucada e esquecida. As falhas que se repetem quebrando o mesmo coração tantas vezes se tornam parte da pessoa. Fazem o amor não existir mais, muito menos a vontade recíproca de estar com alguém. Qualquer frase a ser dita, pra tentar não machucar o coração, apenas parece ser falsa e então o quebra mais ainda. Assim amarguradamente eu digo: do amor eu desisto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22 de dezembro de 2008, 2:59 AM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-1816738103166539220?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/1816738103166539220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=1816738103166539220' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1816738103166539220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/1816738103166539220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/12/por-ter-falhado-tantas-vezes.html' title='Por ter falhado tantas vezes.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2336801086017217312</id><published>2008-12-08T16:57:00.000-02:00</published><updated>2008-12-08T17:04:30.723-02:00</updated><title type='text'>Corações, sentimentos e escuridão.</title><content type='html'>Deveriam nos proibir de se importar demais ou até mesmo de menos. Deveriam nos proibir de estar em um local por causa de uma pessoa, mas esta não estar lá por causa de nós. E é sempre um pouco assim, o vento que quebrou a flor, a chuva que foi forte demais, o trovão que assustou, o medo que desandou. A vida que parou demais, porque fizemos questão disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você me disse que seu coração era de pedra, você me contou que havia um buraco muito fundo dentro de ti. Mas então eu me pergunto, porque foi ela quem trouxe o líquido certo para amolecer seu coração, porque foi ela quem trouxe os sentimentos certos para tampar o buraco dentro de você? Aonde mais você vai se importar, mas negar até a morte que se importa? Mais quantas coisas eu terei de fazer, para você perceber que você se importa? Que você quer se importar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tenho muitos erros para carregar sozinha, não preciso carregar os seus também. Enquanto você se importa em achar o argumento certo, seja para me fazer chorar ou simplesmente para conseguir ficar por cima da situação, como sempre quer, eu estou procurando chão. Eu estou procurando o que de mim todos levaram e nunca mais devolveram. Os sentimentos que eu desperdicei. Estou procurando o tempo que eu perdi, quando eu ficava olhando para ti, esperando que você voltasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque tantas pessoas fazem castelos frágeis de areia, ao invés de misturar terra e água, formar a lama e fazer castelos fortes de argila? Quais os motivos de sorrir, quando nada lhe da alguma graça? Porque tantos de nós queremos tanto ser o amparo de alguém e, quando nos tornamos, acabamos sofrendo? Acabamos olhando para nós mesmos e encontramos esses tais buracos, esses tais vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando é que vai perder um pouco da graça? Quando é que as idéias de todos irão fluir, independente do que os outros pensam? A idéia é bastante singular, enquanto você encontra razões para deixá-los para baixo, estes riem de ti, por se importar tanto com eles. Em querer tanto ser mais que os outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andei pensando um pouco em ir embora, em deixar tudo para trás. Singelamente prezo o silêncio que muitas vezes me consome, prezo os erros em montanhas que sempre me perseguem. Todos estão indo embora, mas eu estou ficando. Pois ainda quero respostas para as minhas perguntas tão utópicas. Não quero o sim, o não muito menos o talvez, quero respostas elaboradas. Quero explicações de cálculos e palavras, quero as melhores explicações, do que faz tudo ficar assim. Quero ver você se perdendo, nesse vazio que eu sei que ainda sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto todos estão ocupados demais, com seus corações frios e calculáveis, cheios de sentimentos ridículos e ameaçadores, até mesmo muitas vezes irreais. Enquanto todos estão mais preocupados com o que outro faz, como o outro reage. Enquanto todos estão caminhando para o mesmo lugar, para o mesmo abismo. Eu estou indo em contra mão, eu estou resgatando esses tais corações frívolos, estou fugindo do abismo cheio de emoções estúpidas. Cheio de dor. Enquanto todos choram a dor da partida, eu choro a dor da chegada. Então recupero no caminho para o abismo, corações perdidos e arrancados fora, pois a dor era muita. Recupero a minha consciência e acabo não me importando mais, acabo me tornando o que eu sempre fui. E a única pergunta que ainda me comove com absoluto interesse, é o porquê de se importar tanto com o que eu faço. O porquê de se importar tanto, com querer me deixar para baixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2336801086017217312?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2336801086017217312/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2336801086017217312' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2336801086017217312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2336801086017217312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/12/coraes-sentimentos-e-escurido.html' title='Corações, sentimentos e escuridão.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4822271286891898455</id><published>2008-12-01T21:27:00.001-02:00</published><updated>2009-08-01T00:53:52.199-03:00</updated><title type='text'>E então ela disse "se arrisque".</title><content type='html'>Qual a coisa mais assustadora que você acredita que jamais iria fazer? Já pensou em se desafiar e então fazer? Já pensou que você poderia crescer e muito, com a experiência de se desafiar? Ouvi da professora que eu mais admiro, que todos os dias deveríamos fazer algo assustador. Deveríamos fazer algo que surpreenda a todos, inclusive a nós mesmos. Sem medo, com toda a audácia do mundo, aquela que achamos nunca ter. Afinal, de alguma forma deveríamos nos desafiar mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrace, grite, sorria, beije, corra, cante, pule. Não fale, apenas faça. Acorde de manhã com um sorriso no rosto, mesmo quando dormiu apenas duas horas. Seja esperto e diga para a pessoa de quem gosta que vai partir, sabendo que ela pode aceitar a partida, mostrando que não gosta tanto assim de ti ou então, ela pode se agarrar em seu braço e falar para você ficar, afirmando que te quer por perto. Não tenha medo da reação das pessoas. Não tenha medo das falas, elas não irão te ferir do modo como acha que vão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, você vai contar apenas contigo mesmo, mas o melhor é saber que até lá, você pode contar com os melhores. Saiba que muitos vão decepcionar, porém uma porção destes merece o seu perdão. A estrada nunca é tão longa e você ainda vai crescer muito, vai saber muito. Se hoje você acredita que já amou alguém o suficiente, pode ter certeza, esse amor não é nada comparado a algum outro que ainda terá. Não ame sem receber amor em troca, não ame se receber um amor falso em troca. Ame a si mesmo e só ame aos outros, se estes lhe derem um amor tão grande quanto o seu. Seja mais esperto que a vida e jamais, repito, jamais se esqueça, que o trem um dia vai partir. Não fique do lado de fora apenas olhando. Queira estar dentro do trem, para ir onde ele quiser levá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o principal, que eu lembro bem que a minha professora disse, foi de se arriscar. Se tem um compromisso às 14:00 horas, mas te chamam para almoçar ao 12:50, vá. Não se preocupe em se atrasar. Nunca seja irresponsável com suas obrigações, mas jamais deixe de fazer coisas por causa delas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então encare a vida e acredite, o melhor ainda te espera. O amor nunca é tão grande, a proteção nunca é tão segura, a amizade nunca é tão verdadeira, o conforto nunca é tão agradável, até você testas os limites destes. Não corra, pois a vida já é rápida por si mesma. Ande devagar, observe cada ponto, cada paisagem. Queira ficar mais cinco minutos, mesmo sabendo que já tinha de ir embora há dez. Mas fique atento a sua volta. Olhe ao seu redor de vez em quando e veja, que as estrelas também mudam com o tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esqueça de tudo o que você não gosta, o que você não quer lembrar. Guarde com carinho, cada elogio e cada abraço. Guarde com carinho as pessoas que te querem, elas não irão te magoar. Corra atrás do que você quer, mesmo que ninguém aceite, mesmo que ninguém entenda. Seja malandro, seja tímido, seja inocente, seja o culpado. Seja um pouco de tudo. Queira ser ladrão para uns e mocinho para outros. Não desperdice oportunidades, porque você não sabe quando vai voltar a tê-las. Encare que, se o abraço quase aconteceu, o beijo quase aconteceu, a declaração quase aconteceu e a verdade quase aconteceu, poderia ter tudo acontecido, se não fosse o medo de agir, de falar. E se quase aconteceu, era porque a situação estava absolutamente voltada para acontecer, mas por algum motivo, a ação não foi permitida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quer saber, durma de tarde, fique acordado de noite. Aproveite tudo, aproveite a todos! Sorria e fale, quando lhe perguntarem, que a sua vida tem os baixos mas você prefere lembrar apenas dos altos. Então curta. Apenas curta. Não se meta em drogas e nem outros derivados, que podem acabar com a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saiba que todos os que hoje sorriem, ontem também choraram. A diferença é que eles todos preferem sorrir, ao invés de chorar. Eles aproveitam cada chance que a vida lhes da. Seja uma chance para voltar ao passado ou para subir um degrau no futuro. Saiba que os mais inteligentes não são aqueles que adquirem maior nota, mas sim, aqueles que encaram melhor a vida. Aqueles que sabem lidar consigo mesmos. No final de tudo, você aprende que tudo o que ganhou, foi porque se arriscou o bastante. Então, se quer um conselho, não se preocupe. Se arrisque, se surpreenda. Seja absolutamente são em suas insanidades, e totalmente insano na sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, foi isso que naquela ultima aula, a melhor professora me ensinou. Se arriscar sem medo e sem culpa. É, foi a melhor lição que ela já poderia ter dado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4822271286891898455?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4822271286891898455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4822271286891898455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4822271286891898455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4822271286891898455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/12/e-ento-ela-disse-se-arrisque.html' title='E então ela disse &quot;se arrisque&quot;.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4907966686290426689</id><published>2008-11-19T21:37:00.000-02:00</published><updated>2008-11-19T21:45:46.099-02:00</updated><title type='text'>Como se faz, para gostar?</title><content type='html'>No mais, eu gostaria de entender um pouco mais sobre o tal “gostar de alguém”. Talvez eu gostaria de entender, simplesmente por poder possuir por completo a palavra “eu gosto dele”. Quem sabe se eu entendesse tal afirmação, eu poderia afirmar com maior convicção. Mas se eu gritar, admito que poucos escutariam e conseguiriam explicar. No entanto, gostaria que alguém tentasse. O que é tanto o gostar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, calma. Não é uma pergunta complexa, não quero obter respostas de todos, só quero saber. Faz falta gostar de alguém? Se a resposta for não, gostaria de entender o porquê então, de não conseguirmos viver sozinhos. Mas o que realmente me fascina no gostar, não é o propósito de tal sentimento surgir, mas sim, de uma maneira bastante simples e nada categórica, o porquê do tal grande medo de gostar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento me vejo encarando diversos caminhos, esses que, cada qual, me levaria a lugares distintos. Mas penso, de maneira, talvez ignorante, qual caminho seguir, qual eu menos iria me machucar? Pois quando eu olho para frente, vejo muitas surpresas agendadas, momentos marcados, que mesmo que não aconteçam como prevejo, de alguma forma qualquer, acontecerá. Mas e as surpresas não agendadas, as idas não marcadas e os sentimentos não confirmados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oras, estou sentada na frente de um computador, tentando escrever algo bonito. Algo simples, mas absurdamente significativo. Alguns pensamentos, que eu poderia jogar ao vento, mas preferi escrever aqui, na chance que alguém, inclusive ele, leia. Mas cabe aqui a minha chance, de mesmo que em palavras alternativas e desconfiguradas, mostrar um belo conteúdo, sobre um assunto que muitos escrevem, mas poucos conseguem sentir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu tento, tento explicar que eu sou uma das pessoas, que não conseguem seguir em frente durante muito tempo sem gostar de alguém. Mas eu tenho de admitir, que nem sempre esse gostar é real, até hoje pouquíssimos realmente me tocaram o coração. Realmente me fizeram chorar e sentir a dor de perder um amor, que achei tanto que fosse verdadeiro. Pois é, aí eu venho com um raciocínio bastante simples, para quem já se sentiu enganado. Gostar é bastante simples, afinidades e sintonias que caminham juntas, mas há vezes que achamos tanto que estamos na mesma sintonia, que acabamos caindo na traição, na ilusão. E já cansei de cair em palavras vazias. Palavras que eu gosto de comparar com ovos de páscoa, são gostosas e bonitas, parecem maciças, mas quando se quebram são ocas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que ponto, todo o juramento existe? Acredito que o tempo, poderia nos dizer. Já disse, o tempo é o senhor da razão, ele nos mostra por onde e até onde devemos caminhar, mas muitas vezes a vida se torna amargurada, pois vivemos em função de algo que não depende de nós. Mas, eu continuo aqui. Firme e forte. Tento acreditar em palavras que me dizem, tento acreditar que tudo aquilo pode, de fato, se tornar verdadeiro. Mas no momento, o gostar pode até existir, mas e ele, mudaria para gostar de mim? Ele poderia provar, não? Claro, estarei esperando, mas com as poucas, porém intensas experiências que eu tive com o gostar, aprendi que nós esperamos, mas não para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito eu, que no momento, apenas sigo em frente, não? Tenho um coração já cansado, certos traumas com o amor, não quero mais pagar para ver a minha vida se perder. Então, eu sigo em frente, não faço planos. Deixo a vida seguir, tento esquecer o passado, pois no momento ainda é difícil, e se as palavras que me jurou forem verdade, o tempo me mostra. Porém creio, que o tempo sempre nos leva ao caminho certo. Leva à todos. Deixe com que ele se decida onde tudo irá dar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser bem honesta, não quero rosas na minha porta todos os dias, nem cartas de metros com declarações. Também não preciso de elogios diários e talvez, eu nem preciso entender afinal, o que é gostar. Eu apenas quero que alguém goste de mim, sem enganar e sem machucar. Que apenas faça meu coração bater forte. E talvez, seja o momento disso acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se a saudade fosse um líquido, seria amargo e denso. Entretanto, se fosse comestível, eu devoraria apenas para que não houvesse barreira entre nós dois”.&lt;br /&gt;- Fábio Hilgemberg Sottomaior&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4907966686290426689?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4907966686290426689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4907966686290426689' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4907966686290426689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4907966686290426689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/11/como-se-faz-para-gostar.html' title='Como se faz, para gostar?'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-288888529700493189</id><published>2008-11-13T20:05:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T20:11:50.722-02:00</updated><title type='text'>E ela volta logo?</title><content type='html'>Ela levou as roupas, levou os sapatos, levou as bolsas. Levou as malas e o laptop. Foi apenas o começo, de uma partida. Ela levou a calça dela, que eu sempre pedia emprestada, inclusive levou a minha, pedindo, é claro. Foi apenas o começo, eu sei. Depois ela volta, para levar os cds e os livros que tanto ama, ela volta para buscar alguns bichinhos de pelúcia. Ela volta, para deixar saudades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre esperei a sua partida, mas nunca acreditei que seria tão cedo. E eu, que tanto brincava “eu ainda vou sair dessa casa antes que você”, se eu soubesse que estava errada, não colocaria tanta esperança de que ela ficaria aqui por mais tempo. Não estará muito longe, nada que cinco horas de carro ou cinqüenta minutos de avião não resolvam, mas não importa, é bem mais do que o um segundo até a porta do quarto dela. E eu sorrio, muito, sabendo que ela esta bem. Mas tinha que ser logo agora? Tivemos tão pouco tempo! Não digo tempo de anos, pois assim, tivemos dezesseis anos e alguns meses, mas digo tempo de tempo mesmo. Tempo de momentos. Se eu soubesse que ela estaria se afastando. Eu nunca teria brigado, nunca teria acusado, nunca teria chutado. Eu nunca teria xingado, nunca teria me afastado, nunca teria deixado uma saída juntas me escapar. Eu nunca teria deixado ela. Nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, ela ainda esta perto. Sua ausência é contida a apenas algumas quadras de distância. Mas e daqui a pouco? E daqui a alguns meses? Não quero ter ela como alguém distante. Não quero. E mesmo não querendo, não tem como não ter. Cada uma segue a sua vida, há tanto tempo as pessoas vem me falando isso! Mas não gosto de aceitar, dói um pouco. Dói muito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que ela acompanhe, mesmo que ela consiga me levar onde eu sempre pedi, não será a mesma coisa. Jamais seremos novamente, nós duas e aquelas risadas, nós duas e os garotos. E realmente é difícil, encarar que ela cresceu. Que ela precisa crescer. E eu também preciso e talvez, esteja na hora disso. Nunca fui o Peter Pan e ela também não, não tem como ser. Mas eu realmente tinha idéia de que um dia ela ia mudar, ela ia virar independente, mas mesmo assim, nunca imaginei que seria agora. Foi tão “para já”, a rapidez não deixou nem com que eu pudesse ver direito, o que estava acontecendo. Quando eu vi, o destino me tomou o tempo. O destino me tomou ela, o destino foi infeliz o bastante, de começar a colocá-la longe disso. Longe da vida, que eu, estava acostumada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ela não esta partindo para nunca mais voltar. Ela volta, sempre volta. Mas diferente, crescida. Não mais aquela que me acompanhava, que dedicava todo o seu tempo para mim e, mesmo que nunca ninguém entenda. Mesmo que algumas pessoas riem de mim, eu tenho que ser honesta. Ela não vai estar muito longe, mas mesmo estando a 400km de distancia, ela esta levando uma parte de mim. Porque é fato, metade de mim é ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-288888529700493189?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/288888529700493189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=288888529700493189' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/288888529700493189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/288888529700493189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/11/e-ela-volta-logo.html' title='E ela volta logo?'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-106373984269458179</id><published>2008-11-05T23:23:00.001-02:00</published><updated>2008-11-05T23:33:38.955-02:00</updated><title type='text'>Foi necessário desabafar.</title><content type='html'>Talvez seja um pouco de sentimentalismo em demasia. Talvez seja apenas um fracasso, entre tantos os outros que se colocam em minha frente. Vou gritar, gritar o mais alto que eu posso, gritar toda a dor que se expande aqui dentro, mas nunca espere que eu vá correr, pois não vou. Talvez eu esteja perdendo minhas forças, estou vendo tudo isso enfrentar fortes tempestades em alto mar, mas eu não quero salvar. Não quero me salvar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vou ficar aqui sentada, esperar a chuva passar, sentir o gosto da solidão que me rodeia, sentir o gosto de falsos sentimentos e ver a escuridão engolir a mim mesma, com o passar da noite. Quero me perder e não mais me encontrar. Porque talvez, eu tenha sido muito ignorante, ao não ver o que esta a minha volta. O que esta dentro de mim. Veja bem, não consigo mais procurar por isso sozinha. Então que seja assim. Simplesmente seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Procure-a, diga a ela o que sente. Fale de saudades e de amor. Fale de não desistir de vocês, mas não espere que eu sorria, dizendo falsamente em como me sinto feliz, por você. Não seria verdade. Mas a procure, diga o tudo que se entala em sua garganta, acredite é o melhor remédio. Não procure mais facas e velhos cortes, procure ela. Chore com ela. Mas não espere, que ela o faça dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Apenas não sinto mais, o que talvez eu devesse sentir. Também não sinto ódio, mas no momento, não sinto nada. Talvez decepção, ou mesmo um pouco de angustia. Um certo maremoto de palavras sólidas, porém vazias. Simples. Entenda bem, não vou partir, continuarei aqui. Mas não entregue meus sentimentos, não entregue os meus pertences, não me entregue nada. Tudo o que eu dei, com você permanecerá. Só quero que me olhe nos olhos e diga, sem nenhuma relutância, sem duvida alguma, me diga que não quer mais ficar. Me diga, que você ainda acha, que tem para quem voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já sei me machucar sozinha, já sei seguir em frente. Apesar da dor, hoje não será diferente de todos os outros dias. Eu vou sair, me divertir, rir, mas não espere que eu te compreenda, não espere que eu te esqueça, pois eu não vou. Acho injusto, seu coração pertencer a ela, mas eu não ligo. Já não me importo mais. Quero seguir em frente, mesmo não podendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Acontece que sempre dói e vai continuar doendo, vai ser muito difícil, sempre será. Mas com o tempo nos acostumamos. Nos tornamos distantes de certos sentimentos e talvez, mais próximos de outros. E tudo muda, sempre vai mudar, as coisas não permanecem iguais, nunca irão permanecer, por mais que queiramos. No começo a perna dói, o pulmão parece não funcionar, o coração se contorce e a boca parece só saber gritar, até mesmo os olhos, que tanto gostam de brilhar, acabam se tornando encharcados. Admito não saber por onde ando, muito menos para onde quero ir, mas eu sigo em frente, quando eu chegar, simplesmente cheguei. Talvez queira me sentir um pouco sozinha, sentir um pouco agoniada comigo mesma, sem precisar dividir ao mundo, o que se passa aqui dentro. Quero me distanciar dos problemas, e me aproximar das risadas. Quero poder olhar ao lado, e ver um bom amigo, um dos melhores. Sei que já não é mais possível, vê-lo como algo mais, como uma fonte de sentimentos, então que eu ainda tenha a minha confiança sobre você, que eu ainda tenha a vontade de lhe ver dormir. E mesmo que tudo se torne um pouco complicado, eu quero sentir o peso da complicação, quero sentir um pouco. Mas quero poder olhar ao lado, sorrir constantemente e não me sentir culpada. Pois talvez eu perca de um modo, mas ganhe de outro. A dor se expande freneticamente, se torna constante e quase impossível. Mas tudo ficará bem, só chega de maremotos de problemas. Chega de todos, chega de mim mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-106373984269458179?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/106373984269458179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=106373984269458179' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/106373984269458179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/106373984269458179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/11/foi-necessrio-desabafar.html' title='Foi necessário desabafar.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-3163874841362635753</id><published>2008-10-30T23:22:00.001-02:00</published><updated>2008-10-30T23:23:22.327-02:00</updated><title type='text'>Prisioneira do tempo.</title><content type='html'>O tempo sai girando, junto com os ponteiros do relógio. Dependo totalmente do horário, que faz o dia virar noite. Por algum motivo, o relógio parece estar indo contra mim. Quando é para girar rápido, ele transforma o tempo numa espera dolorosa e lenta e quando é para girar devagar, ele transforma o tempo numa corrida veloz como o vento. E sim, eu dependo do tic e tac do relógio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu me torne exausta devido a isto, sou prisioneira desta máquina infernal, que me faz ir dormir, mesmo quando não tenho sono, quando os ponteiros se voltam ao número 12. E isso me torna cansada. Tenho vivido contanto o tempo. Maldito tempo, em minha opinião. Tenho vivido de alegrias programadas, felicidades agendadas. É como se eu estivesse vendo uma montanha de presentes de Natal na minha frente, mas eu não os apreciasse, pois ainda não era dia 25 de dezembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me cansa, não são as felicidades agendadas, mas sim que pareço ter apenas elas. Aparentemente, eu ando aguardando os dias que eu sei que sorrirei, para me sentir bem, nos demais eu apenas vivo. Coloco um sorriso falso no rosto e caminho por aí, afinal ninguém quer realmente se importar. Ninguém se importa, totalmente, se o seu sorriso é falso ou não. Todos julgam que um sorriso grande no rosto, é sinônimo de felicidade, ninguém vê que a pessoa pode simplesmente estar sorrindo, porque não quer ninguém virando e falando “oi, está tudo bem?”, até porque, ninguém gosta de preocupações vindas de pessoas, que não são reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E realmente observo que se o relógio estivesse quebrado, onde nem pilhas novinhas iriam resolver, talvez eu me entendesse com o tempo. Deixaria de contar as horas para chegar a noite e começaria a aproveitar a tarde, como antes eu já fiz, para deixar com que a noite venha com certa doçura inegável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estar tão desorientada e sem motivação, ainda sou guiada pelo tic e o tac do relógio. Como se as horas que tanto se repetem, fossem me guiar a fazer alguma coisa. A tomar alguma atitude. Mas francamente, não há atitudes para tomar. A espera tem sido longa, a dor tem incomodado, o estresse tem aumentado e só o que eu sei fazer é esperar. Encarar o relógio que parece não se tornar cansado nunca. &lt;br /&gt;Afinal, cansada é a palavra que me resumi no momento. Não cansada das coisas que me machucaram, das pessoas que decepcionaram ou dos planos que falharam, mas sim cansada da repetição de tudo isso, da repetição constante, como a do relógio. Cansada das peças que ainda não foram encaixadas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-3163874841362635753?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/3163874841362635753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=3163874841362635753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3163874841362635753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/3163874841362635753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/10/o-tempo-sai-girando-junto-com-os.html' title='Prisioneira do tempo.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-7685364537216289540</id><published>2008-10-27T22:52:00.001-02:00</published><updated>2008-10-27T22:56:25.561-02:00</updated><title type='text'>Ainda era cedo.</title><content type='html'>- Respire, respire! – repetia para si mesma.&lt;br /&gt;A menina andava de um lado para o outro, ao lado de um quiosque de informações. Seus olhos encaravam o chão, seus passos eram apressados e o nervosismo a fazia estralar os dedos, coisa que odiava fazer e julgava doloroso.&lt;br /&gt;- Eu... Eu preciso embarcar. - o garoto apareceu dizendo, com a voz falhada.&lt;br /&gt;Subitamente a menina parou, levantou a cabeça e começou a encarar o garoto. Seus olhos demonstravam um enorme desespero.&lt;br /&gt;- Não, ainda é cedo! – ela exclamou, haviam lágrimas escorrendo com rapidez em seu rosto.&lt;br /&gt;- Não há o que eu possa fazer... Sempre será cedo. – o garoto admitia olhos marejados de lágrimas – Merda! Como é difícil!&lt;br /&gt;O garoto admirou a menina, com um sorriso um tanto vaciloso.&lt;br /&gt;- Quando eu voltar, vou querer você exatamente como é agora. – disse olhando a menina – queria poder congelar você.&lt;br /&gt;A menina riu com as palavras. Suas ações foram tomadas pelo medo, a única coisa que conseguiu fazer, foi tirar seu anel do dedo e pousá-lo na mão do menino.&lt;br /&gt;- Para nunca se esquecer de mim. – sorriu com lágrimas.&lt;br /&gt;- Jamais me esquecerei de você, minha bonequinha.&lt;br /&gt;Com um impulso súbito, o garoto a abraçou muito forte, de uma maneira que nunca havia a abraçado. Logo, o abraço, fora interrompido pelo anúncio da última chamada para o embarque do vôo dele.&lt;br /&gt;- Preciso ir embora, amor. – encostando a testa na testa da menina.&lt;br /&gt;- Não vá! Um ano é muito tempo sem você. – a voz dela fraquejava e demonstrava medo.&lt;br /&gt;O garoto sorriu falsamente e a abraçou novamente.&lt;br /&gt;- Eu te amo. Muito. – dando um beijo na menina.&lt;br /&gt;- Eu também te amo, sempre amarei.&lt;br /&gt; Ele sorriu e se distanciou. Deu as costas para a menina, que estava totalmente imobilizada. Seguiu com passos rápidos para a porta da sala de embarque. Antes de entrar olhou para trás.&lt;br /&gt;- Vou voltar para você, garota! Eu prometo!&lt;br /&gt;A menina sorriu e ele retribui o sorriso. O garoto então correu até a menina, lhe deu um último beijo e sorriu, um sorriso tranqüilo e sincero, novamente deu as costas e se foi. A menina, que o observava com um olhar agoniado entrando na sala, abraçou o ursinho que tinha ganhado com o cheiro dele. Instantaneamente, lágrimas saíram de seus olhos, enquanto o via partir. Ela o viu simplesmente indo embora. A deixando com lembranças e saudades, a deixando sozinha. Fazendo-a esperar a incerteza de sua volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-7685364537216289540?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/7685364537216289540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=7685364537216289540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7685364537216289540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/7685364537216289540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/10/ainda-era-cedo.html' title='Ainda era cedo.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-129649935834193042</id><published>2008-10-23T19:39:00.000-02:00</published><updated>2008-10-23T19:56:04.766-02:00</updated><title type='text'>O tempo que não volta.</title><content type='html'>Tenho tido uma leve nostalgia. Pensamentos que me arrastam para muito longe, alguns anos atrás, algum tempo atrás. Tenho escutado uma banda que há muito tempo não escutava, inconscientemente eu me lembro do que eu passava naquela época. Eram tantos sonhos e tantos risos! Eram tantos amigos, daqueles que eu jurava que jamais deixaria para trás. Me decepciona saber que muitos deles, ficaram no passado. Muitos deles estamparam fotos e hoje se perdem no mundo, se esquecem e de vez em quando são lembrados, na minha memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando tendo saudades, do mundo que eu levava comigo. E mesmo que às vezes fosse cheio de dores e de lágrimas, eu continuava em pé. Por algum motivo, eu sabia muito bem como contornar a situação. Sabia fugir dos problemas e ainda conseguia certa admiração, de quem estava comigo o tempo todo. Fugi do colégio, quando mais nada me prendia lá, sai sem ninguém saber. Sem avisar, apenas fui, com medo de voltar. Troquei de amigos e aqueles, que na época, eu havia deixado para trás, não faziam diferença alguma. E isso me da muitas saudades, saudades do passado que eu tenho sido obrigada a deixar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi que muitos que compartilharam comigo aquele melhor tempo, vão continuar ali. Mesmo que distantes, eu sempre os senti por perto, mesmo que apenas de vez em quando, eu possa abraçá-los. Mas hoje dói, saber que aquela realidade não existe mais. Dói trocar de amigos e continuar vivendo, tendo saudades de tudo aquilo.&lt;br /&gt;As saudades se acumulam, as pessoas cresceram. Se tornaram adultas, os amigos que antes não queriam saber da vida, hoje tem de trabalhar, amanhã de manhã trabalhos da faculdade os esperam. A tal grama verde, aquela que era a melhor do mundo, não é mais tão verde. As pedras que tanto abrigavam a todos, hoje são apenas decoração de uma praça qualquer. E todos aqueles vinhos, que comprávamos e bebíamos logo em seguida, que eram jogados na grama, sujavam aquele lugar. Mas era o nosso lugar, era a nossa sujeira. Cigarros, tantos jogados no chão, um atrás do outro e mesmo a fumaça sempre me sufocando, era parte daqueles dias. Não havia quem mudasse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me disseram para esquecer, mudar de página e continuar vivendo! Mas oras, foi isso o que eu fiz. Mudei meu jeito, mudei minhas atitudes, aprendi a gostar das pessoas novamente, mas receio que meu sorriso nunca mais foi igual. E quando volto a lugares, onde todos eles se reúnem, eu vejo as saudades acumuladas, mas ao mesmo tempo, vem aquela dor. O coração se espreme, pois ao vê-los, observo que cresceram e o mais engraçado, que aí, eu vejo que também cresci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje são lembranças, memórias esquecidas para de vez em quando contá-las para pessoas que nunca presenciaram. Conto algumas em risadas e outras em lágrimas, mas não passam de lembranças. Há quem deixou de lado tudo aquilo e foi embora, há quem simplesmente mudou, há quem mudou as tardes quentes e ensolaradas por um barzinho fresco todas as noites. Há quem arrumou novos amigos, novas diversões. Há quem se perdeu, pessoas que até hoje eu amo, mas se perderam. Há quem deixou de lado uma vida inteira, apenas para seguir em frente, hoje passa como se fosse um desconhecido. Mas, de fato, é um desconhecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais dói, é que todos sentiam o fim, mas nunca ninguém quis dizer que ele estava lá. Porque todos gostavam da tarde que nunca acabava, dos vinhos, dos cigarros. Todos gostavam das risadas e das músicas. Todos gostavam das brincadeiras e dos amigos, que mesmo não sendo eternos, quando existiam, eles eram. E mesmo que diziam “estou aqui, porque não tem mais nada para fazer”, ninguém recusava perder um sábado naquele lugar. Ninguém recusava perder algum dinheiro, entrando em um show entediante e monótono. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando passo por lá, é outra história. As pessoas mudaram, as pessoas esqueceram com grande facilidade. Não é mais o mesmo grupo de amigos e nunca vai ser, pois quem presenciou aquele tempo, pode até omitir, mas acaba admitindo, que não existiu melhor tempo. Eram garotos e garotas, todos misturados, fazendo festa, conversando e rindo. E o mais importante, ninguém queria saber do amanhã, afinal, amanhã iria vir, dali algumas horas, não tinha importância. O mais especial, é que eram sempre novos romances, sempre novas histórias. Era sempre o all-star e o rock. Era sempre a bebida e as risadas. Eram sempre algumas tardes, que faziam toda a diferença, talvez não na época, mas hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-129649935834193042?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/129649935834193042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=129649935834193042' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/129649935834193042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/129649935834193042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/10/o-tempo-que-no-volta.html' title='O tempo que não volta.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-154606756654338573</id><published>2008-10-20T13:36:00.000-02:00</published><updated>2008-10-20T13:37:13.560-02:00</updated><title type='text'>O mundo, que tem de continuar girando.</title><content type='html'>Sempre que viravam para mim e diziam “calma, tudo vai melhorar. Mas seu mundo tem de continuar girando”, eu nunca entendi. Realmente nunca fiz questão de entender, afinal, como que um mundo em pedaços, desmoronando, iria de alguma forma... Girar? Entendo perfeitamente, a parte de “o mundo não vai parar, só para você se reconstruir”, mas agora sendo uma egoísta hipócrita eu acabo me perguntando, porque o mundo não pode parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal consigo caminhar, parece que todo lugar alguma ação atinge contra mim, o único lugar que me salva é onde posso ficar sozinha. Totalmente em paz, não comigo, mas com o mundo. E de certa forma, admito que dói olhar pra frente e não ver... Absolutamente nada. Talvez eu veja apenas dez meses distante de tudo isso. Mas aí vem a pergunta, e até esses dez meses chegarem? Novamente, eu acabo perguntando, porque o mundo não pode parar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem está fora da situação, ou mesmo para quem está dentro, mas não se importa, é muito simples apenas me olhar nos olhos e dizem “o mundo gira, continue girando com ele”. Mas e para quem sente a dor? E para quem o mundo não gira mais? Como já dizia o ilustre Shakespeare “todo mundo é capaz de superar a dor, menos quem a sente”, sim, eu realmente concordo com cada junção de letra, com ele. Acontece, que quando não é você que sente a dor, o seu mundo continua girando, então porque raios você teria dificuldade, de virar para o machucado e dizer para ele continuar vivendo, como sempre viveu? É, eu também não entendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha um dom, que é de nunca virar e dizer essas palavras. Não, não é porque eu já sofri todas as dores, mas sim porque sei qual é a dor, de seu mundo estar quebrado e ser obrigado a continuar girando. E sei, como é ouvir essas palavras, por mais sinceras que elas sejam, dói. Se for entender bem, o conselho de continuar vivendo, mesmo com os cortes, é o mais sincero que qualquer ser humano, poderá dar. Mas é doloroso, para quem recebe. Extremamente doloroso e até mesmo, absurdamente impossível. Afinal, como é que faz o mundo girar, se o seu mundo ainda está desabando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando eu digo que sempre quando viravam para mim e diziam “calma, tudo vai melhorar. Mas seu mundo tem de continuar girando”, eu não só não entendia, como também tinha raiva de quem falava. Afinal, não é a pessoa que está sentindo a dor, é? Não. E também, não é ela quem sabe das guerras que esta acontecendo aqui dentro, é? Também não. Então, talvez, o melhor conselho é depois de dolorosas lágrimas, deitar ao lado da pessoa, fazer cafuné e depois de algumas lágrimas e palavras amarguradas é dizer “o que me diz de sair? Passear pelo mundo?”. É, era esse conselho que eu queria ouvir e não o velho “seu mundo tem de girar”. Porque convenhamos, todos nós sabemos: o mundo continua girando, mas faltando um pedaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-154606756654338573?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/154606756654338573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=154606756654338573' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/154606756654338573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/154606756654338573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/10/o-mundo-que-tem-de-continuar-girando.html' title='O mundo, que tem de continuar girando.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-4150801167247477597</id><published>2008-10-16T19:43:00.001-03:00</published><updated>2008-10-16T19:43:55.523-03:00</updated><title type='text'>Ah, de quase tudo que eu sei.</title><content type='html'>Não, eu realmente não saberia te contar sobre as dores. Não saberia explicar o que exatamente é um coração quebrado ou uma decepção que mais mata, do que ensina viver. Eu não sei contar sobre sentimentos, tão pouco sei transmitir o calor ou a frieza que com eles vem. Mas eu sei falar das cores. Eu sei falar dos cheiros. Eu sei falar das figuras. Eu sei falar dos ventos. Eu sei falar do som, ah desse, eu sei muito bem.&lt;br /&gt;Sei contar qual é o segredo de um sorriso, ok talvez não saiba, mas sei contar sobre o sorriso que nasce de outro sorriso. Sei explicar exatamente o som, o cheiro, a forma. Sei contar sobre aquele perfume, ah que perfume! O melhor do mundo, no momento, para mim. Já descobri que consigo te explicar exatamente o que é ver um sorriso, aquele sorriso. Aquele preferido, que faz meu mundo desandar, eu me perco me achando e afinal, não importa. Ah, que sorriso!&lt;br /&gt;Não consigo explicar o que grita aqui comigo, mesmo se soubesse, será que os gritos seriam dignos? Será que os gritos valeriam para serem escutados? E honestamente, pretendo não saber. Pois eu não sei explicar, não quero saber como se explica a dor do coração. A dor da solidão. Mas eu consigo te dizer, o que é a solidão sair de vagarinho, apesar de depois voltar, por causa do perfume ou do sorriso que está por perto. Eu consigo te contar, o que é a felicidade se preencher, por alguns segundos que sejam, devido a algum abraço que me aperte forte e que não seja, apenas um abraço. Seja aquele abraço, aquele que mesmo sem palavras te diz absolutamente tudo, algo como “eu quero te odiar, mas não consigo”, ou até mesmo algo como “você não sabe a falta que me faz”, porque não?&lt;br /&gt;Mas deixa eu contar um pouco das cores. Quero explicar, que quase nada sei do preto e do branco, apesar de estarem mais presentes em mim, do que todo o colorido restante. Mas simplesmente não sei explicar, porque preto e branco é muito incapacitado, o preto é algo tão sombrio e o branco algo tão leve. Não há necessidade de explicações para ambos. Eu gosto do roxo e do vermelho! Vermelho me lembra sangue o roxo, me lembra a mim mesma. Gosto do verde e do amarelo, gosto do azul! Gosto do laranja e gosto do rosa, mesmo sendo de menininhas. Sei te dizer, que as cores explicam o que se passa dentro de você. Já vi, que quando meu mundo desmorona, me deprimi ver cores tão alegres – como o amarelo e o laranja -, no entanto, o preto e o branco me seguem. Sempre, sempre presentes. Engraçado, não?&lt;br /&gt;Gostaria de saber falar melhor das vozes, mas aí é de cada um. Algumas vozes me tranqüilizam, outras me assustam. Há alguma voz, que me faz tremer, me faz sorrir e de vez em quando, até chorar. Vozes são cores, são formas. Vozes são macias e tão duras, são doces e amargas. &lt;br /&gt;Afinal, tudo o que eu queria dizer, não disse. Apenas novamente, contei palavras, expliquei o que nem eu sei direito. Mas de fato, eu repito, sei mais das cores e dos perfumes, do que das dores tão acumuladas e irracionais e dos cortes tão assimétricos e irreais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-4150801167247477597?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/4150801167247477597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=4150801167247477597' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4150801167247477597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/4150801167247477597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/10/ah-de-quase-tudo-que-eu-sei.html' title='Ah, de quase tudo que eu sei.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-2348293668506075744</id><published>2008-10-14T21:19:00.000-03:00</published><updated>2008-10-14T21:21:15.015-03:00</updated><title type='text'>Quando não se sabe mais.</title><content type='html'>Não sei ao certo, mas creio que não sei mais gritar. Antes o que parecia tão fácil, hoje parece tão complicado, e mesmo gritar, a plenos pulmões para explicar e dizer a todos, toda a dor que insiste em me carregar aqui dentro, parece impossível, parece que a voz sai falhada, sai tremida e com medo de ser uma voz forte. Parece ter medo de ser ouvida, ter medo de todos a entenderem ou simplesmente nem tentarem a entender. Queria que olhasse nos meus olhos e não dissesse nada, apenas ficasse me olhando, não pedindo uma palavra em troca. Apenas olhos arregalados de solidão, olhos arregalados de uma mente cansada e quase sem vida. E mesmo que o maremoto não seja tão intenso, não é tão mais fácil. &lt;br /&gt;Tenho de encontrar motivos, tenho de encontrar pensamentos absolutos, apenas para entender essas palavras que se chocam contra mim. Tenho tentado de tudo, tenho tentado entender os sentimentos que claramente se escondem através de suas ações tão indelicadas, mas me parece inútil, quando paro para pensar. Afinal, o que é entender o que não se pode? Já cansei de contar os cortes no braço, as cicatrizes que parecem não sumir com o tempo, cansei de contar as lágrimas que parecem não desaparecem com o tempo. Cansei de me sentar ao lado de um quase estranho e tentar entender a sua mente, tentar entender os seus propósitos.&lt;br /&gt;E o que eu estou fazendo? Para onde eu estou me atrevendo ir, sendo que já perdi o senso de direção há tempos. Quando eu falho, tento culpar as pedras no meu caminho, quando na realidade eu mesma tropeço no ar. Tropeço nos meus próprios erros, que deixei cair no chão e não tive mais vontade de pegá-los.&lt;br /&gt;Afinal, onde eu estive todo esse tempo? Porque tenho me desgastado tanto e porque, meu humor age de acordo com as palavras, com as ações que eu ainda imploro receber de você. E ao mesmo tempo que eu imploro ir embora, eu imploro ficar, pois meu caminho se perdeu em absoluto, desde que eu te encontrei e por algum motivo, tenho caminhado junto com você. Mesmo que quieta e apenas ao seu lado, era simplesmente para sentir o seu perfume por mais um tempo. Simplesmente para sentir a sua risada ou alguma palavra desabafada, enterrada por sentimentos e dores. Parece que simplesmente eu caminhava ao seu lado, implorando um olhar mais sincero, implorando uma palavra onde você desmontaria todos os seus sentimentos para mim, se declararia ou se despediria em apenas algumas frases.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-2348293668506075744?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/2348293668506075744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=2348293668506075744' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2348293668506075744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/2348293668506075744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/10/quando-no-se-sabe-mais.html' title='Quando não se sabe mais.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-329231542044921994.post-6221799555129078094</id><published>2008-10-09T15:54:00.001-03:00</published><updated>2008-10-09T16:05:00.067-03:00</updated><title type='text'>O que restou.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Ki1SbJr-X5M/SO5V1PJ8nwI/AAAAAAAAACM/x49tRKlVFjY/s1600-h/00.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ki1SbJr-X5M/SO5V1PJ8nwI/AAAAAAAAACM/x49tRKlVFjY/s320/00.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5255232188277628674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ela se mantinha em silêncio apenas para calar seus demônios, apenas para calar seus medos. Para não mostrá-los, não ter de enfrentá-los novamente. Mas aqueles olhos a encaravam, a derrubavam, a desmontavam. Trazia um pouco daquele inferno novamente, um pouco daquele pedaço que ela jurava não mais sentir. Ela só não via mais saída e se encontrava com novas cicatrizes, se encontrava vestindo novamente a armadura, pois era muito duro ter de enfrentar aquilo tudo novamente. Ela vestia novamente a armadura e se enviava para uma guerra. Uma guerra silenciosa, com ela mesma. Fosse simples ou não, ela já não podia mais contar com seus sorrisos. Ela já não podia contar com ela mesma, não faria sentido. Era apenas uma realidade caluniosa. Ela estava apenas amedrontada, talvez arrasada. Estava apenas um pouco mais pálida e um pouco mais solitária, talvez dessa vez, ela tivesse de encarar tudo um pouco sozinha. Tivesse de encarar tudo e apenas, desistir. Não tirar mais a armadura.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/329231542044921994-6221799555129078094?l=unaaltranotte.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/feeds/6221799555129078094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=329231542044921994&amp;postID=6221799555129078094' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6221799555129078094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/329231542044921994/posts/default/6221799555129078094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unaaltranotte.blogspot.com/2008/10/o-que-restou.html' title='O que restou.'/><author><name>Natalia</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02316731737902240117</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/-uI374axmA4o/Tp-jLUumywI/AAAAAAAAAQ0/zMDjsPHDvvU/s220/01.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ki1SbJr-X5M/SO5V1PJ8nwI/AAAAAAAAACM/x49tRKlVFjY/s72-c/00.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
